[CONCLUÍDA]
Eleanor está no seu último ano de faculdade e a essa altura tudo que deseja é seu diploma em mãos e os beijos do capitão do time de baseball, Kim Taehyung. Mas era incrível como o universo inteiro conspirava para que o mala do Jeon Jungk...
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Estranho, eu diria.
Pareceu um sono profundo mergulhado em um descanso absoluto, então, o oceano onde havia mergulhado se tornou pequenas gotas que deslizavam em minha nuca, costas, barriga e coxas, me fazendo emergir à procura de ar.
Ainda estava na cama do hotel, tinha apenas fechado os olhos por uma fração de segundos, ou dormido por algumas horas sem me dar conta, não sabia direito. Estava zonza. Ainda estava sentindo os cabelos úmidos de suor de Jungkook enroscados em minhas mãos enquanto ele descansava em minha barriga.
Toco minha própria boca sem senti-la, meus lábios permanecem entorpecidos depois de beijá-lo com a mesma voracidade de quem busca oxigênio, uma ânsia de sobrevivência que chamo, por puro eufemismo, de saudade.
Puta merda, Eleanor.
A luz da TV preenche o quarto como uma convidada enquanto Jungkook se move em direção ao banheiro quase lentamente, cambaleando até encontrar sua cueca na metade do caminho, apanhá-la e dobrá-la com cuidado. No relance de abrir e fechar os olhos, vejo sua nudez total e a luz da TV se apaga, cobrindo a silhueta bonita, mas um abajur é aceso logo em seguida. A camada de cabelo desce e retorna cobrindo parcialmente o rosto e ele se alonga um pouco. Merda, preciso dormir um pouco mais.
Me movo, quebrando a corrente de um sonho em que quase tropeço, o fio do sono me puxando para dentro de uma cena que era metade real, metade inventada. Estica e solta. Meu corpo inteiro ainda queima, pega fogo. As pernas bambas, a carne trêmula, como uma espécie de descarga elétrica, alta voltagem na ponta dos dedos. Tive um orgasmo tão intenso que os espasmos continuavam a chacoalhar os músculos em alguns pontos. Verifico a minha pulsação, se ainda existe vida depois de ter atingido o nirvana.
Ah, é. Tínhamos transado. Transado daquele jeito. Deveria lembrar que nada nunca é assim, desse jeito que é com ele.
Sinto os lábios de Jungkook no meu ombro, a boca fria me faz abrir os olhos de novo. Uma leve dormência em meus dedos dos pés me obriga a esticar as pernas.
— Gatinha, trouxe uma camiseta para você vestir, — ele cochichou — A temperatura caiu muito, melhor você se cobrir ou vai acabar congelando...
Fecho os olhos por um segundo para recobrar o fôlego. Conto até dez.
— Não quero...
— Só levante os braços, eu vou te vestir, então... — Puxei meu corpo em um impulso cansado e estiquei os braços para cima. A camiseta branca de mangas compridas, que era dele, deslizou para baixo, cobrindo as minhas coxas. — Prontinho, não doeu, tá vendo? Você tá com sede? Tem água para você aqui!
— Tem outras coisas dolorosas e sedentas por aqui — resmungo como uma criança mimada. Não era mentira. A pele do meu bumbum ainda ardia pela força de seus dedos segurando minha carne com firmeza. Seus excessos de inflexibilidade aos quais estava desacostumada. Marte estrategicamente posicionado em Escorpião talvez fosse o culpado pelo excesso de intensidade que ele possuía, mas o jeito gostoso que ele fodia, bom, isso era mérito exclusivamente dele.