01. Pijamas nem tão fofinhos assim e Jeon Jungkook.

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Era outono.

Hoseok, meu melhor amigo, estava esparramado na cama de minha colega de quarto, rindo de algum viral idiota que havia recebido em seu celular, e aquela era pelo menos a terceira ou quarta vez que ele abria o maldito vídeo em menos de trinta minutos. Ponderei minha possibilidade de socá-lo forte — 1. por não prestar atenção em nada que falei na última hora e 2. por não ser nada silencioso e correr o risco de ser pego aqui dentro, já que a presença de garotos no dormitório feminino da universidade era terminantemente proibida.

Hoseok não era (nada) discreto. Se fossemos pegos aqui, seríamos, no mínimo, suspensos por algumas semanas, e não era como se Joohyun fizesse vista grossa para nossas reuniões privadas no dormitório como outras monitoras por aí.

Este era oficialmente meu último ano nesse lugar, e ao invés da vida agitada que se espera de uma universitária no fim de seu ciclo acadêmico com festas, bebidas e tudo mais que esteja incluso, estou sofrendo pelo amor não-correspondido da personificação de Adônis, a epítome da beleza oriental, Kim Taehyung.

Como começar a falar desse garoto?

Taehyung não era só o cara mais popular, bonito, gentil (já disse bonito?) e inteligente de toda a faculdade, para completar o pacote ordinário da lista mais clichê possível, ele era também o capitão do time de baseball, inalcançável, inacessível e inatingível, pelo menos, pela minha perspectiva.

Hoseok volta e meia comentava durante as aulas sobre todas as garotas que avistava deixando o dormitório pela manhã, enquanto Taehyung distraía Jung-su, o monitor do dormitório masculino. Tenho certeza que 65% das garotas do Campus tinham conhecido não só o quarto de Kim, como também sua fama de bom rapaz. Infelizmente não estava incluída nesse número simbólico de conhecedoras a longo prazo, embora ponderasse que, de alguma forma, tudo se tratava de uma questão de tempo.

Por alguma razão, Taehyung foi o único garoto por quem me interessei nos últimos anos.

A quantidade estipulada em uma porcentagem gigantesca de imbecis que ocupavam o campus chegava a ser quase chocante. Não que Taehyung não estivesse incluído nesse grupo seleto em que a maioria dos garotos da KYU está, mas ao menos, reparava nas pequenas e sutis coisas que o separava do restante deles, na grande maioria das vezes.

Antes de Hoseok abrir o maldito vídeo e se distrair, alguma ideia idiota tinha me surgido à mente sobre como me aproximar de Kim Taehyung até o fim daquele semestre, e eu sei, que por mais que o pensamento parecesse um tanto fútil, estar apaixonada há quatro anos seguidos sem a mínima chance de retribuição não era lá uma das melhores situações, principalmente quando se tratava de uma chance que nunca sequer estive perto de conseguir.

Taehyung sempre esteve envolvido nos grupos de debate, política e esportes na Kyung Hee University. Sempre à frente de algo, liderando o que quer que fosse: grupos de debate, presidência do clube de esportes e sentia como se sempre estivéssemos a uma distância segura e limitada um do outro, em realidades que se encontravam e de alguma forma, seguiam separadas. Ao menos naquele último ano tentaria fazer as coisas de maneira diferente e muito mais corajosas por mim mesma; isso incluía não apenas Kim Taehyung, como uma série de tentativas destemidas que tinham me impulsionada nos últimos semestres letivos, entre elas: a minha paixão irremediável por música.

Como conquistar esse garoto.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora