Olá meus leitores, maravilhosos! Vocês já conhecem minhas outras histórias?
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Pilar
No dia seguinte depois que Eduardo saiu para a Construtora, fui até o quarto do meu pai, entrei e deitei em sua cama. Precisava muito falar com ele. Seu Heitor levantou de sua escrivaninha e deitou-se ao meu lado:
— Está feliz?
— Muito! E o senhor aparentemente também, e não só feliz. — Ele me olhou espantado.
— Como assim? O que quer dizer?
— Pai... o que está sentindo pela Marina? O senhor sabe que isso é impossível, né!?
— Sim... — Sentei apreensiva e o encarei mais que espantada, nunca imaginei que ele estava tão ciente dos seus sentimentos.
— Pai?!
— Filha, desde que sua mãe faleceu, nunca ninguém fez meu coração acelerar, ou sentir uma ansiedade para ver alguém, ter alguém em quem pensar antes de dormir e ao acordar.
— Meu Deus, pai... a Marina ama o marido. Pai, o senhor...
— Não, eu não vou fazer absolutamente nada, eu sei exatamente qual é a nossa situação, não sou mais um jovem minha filha, tenho um problema grave no coração, mesmo que Marina fosse livre e desimpedida sei qual é o meu lugar, mas confesso que ela é um bálsamo na minha vida, sabe que eu gosto muito do Eduardo, desde da primeira vez que conversei com ele o admirei, mas é porque ele faz com que eu me lembre de mim, Eduardo tem a mesma visão que eu tinha na sua idade, e minha filha, eu posso estar totalmente errado sobre ele, mas Eduardo em dez anos vai dobrar o lucro e qualidade da Arete.
— Também acho. — Esse era o segundo assunto que queria falar com ele.
— Mas voltando ao que dizia: gosto do Eduardo porque me identifico, mas Arthur é um xodó, ele é tão meigo, um garoto educado, eu gostaria de ser pai dele, ele é honesto com seus sentimentos. Espero que meu neto tenha muito do tio. — Sorri para o meu pai, pois achava a mesma coisa do Arthur.
— Eu também gosto muito dele. Mas meu xodó é a Letícia, sempre quis ter uma irmã como ela.
— Vamos agradecer por estarmos há tanto tempo sozinhos, e durante todo esse período poderia ter entrado qualquer pessoa em nossas vidas, mas Deus foi generoso e nos presenteou com uma família maravilhosa. Eu me apaixonei por Eduardo e quando conheci sua família e senti que tinha uma chance não titubeei, agarrei com unhas e dentes, poderia não ter uma segunda chance. Agora vamos ao segundo assunto.
— Sou todo ouvidos.
— Acho que se eu voltar para a Construtora agora e retomar meu cargo, o lugar que Eduardo está ocupando, pode passar para os outros que ele é um mero quebra-galho, um substituto, que a empresa não é constante, além de que tenho medo de ter que me afastar novamente. E pai... quando meu bebê nascer quero ficar um tempo com ele em casa, mesmo que eu trabalhe, mas não gostaria de continuar no ritmo que estou hoje.