Capítulo 17

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Oie seus lindos! Pilar surtou 😂 eu já teria surtado bem antes...

E vocês?

Capítulo dezessete

Pilar

— Saiam — ordenei apontando a porta por onde acabaram de passar.

— Que merda você fez, moleq...

— Saia agora, Sandro. Não é da sua conta! — Catarine colocou um Sandro relutante para fora da minha sala e foi junto. Eduardo me olhava sério. Continuei alterada. — Você não vai me responder?

— Não. — Ele caminhou até a porta e quando achei que fosse me deixar gritando sozinha, ele a fechou e se virou para mim.

— Para com isso. Vem cá... Isso é ciúme ou só controle sobre seu brinquedo novo? — Ele parou na minha frente, fechei os olhos e suspirei de tristeza com a certeza de que ele transou com alguém, imaginar sua boca em outra, ele suado sobre outro corpo, era como se estivessem me sufocando. Senti seus braços me envolverem e apertarem, me espremendo contra seu corpo. O abracei com desespero, enfiei o rosto em seu pescoço inalando aquele cheiro. Estava a cada dia mais apaixonada, era novo tudo o que estava sentindo, e difícil de lidar se tratando de um adolescente, que além de ser meu funcionário, vivíamos em realidades diferente e nada sabia sobre sua vida. Um garoto na sua idade não se apega a nada, nem dispensa. O que eu seria para ele? A chefe safada, carente que ele fode? Quase como um favor. Meu Deus, eu sou uma mulher madura, preciso me controlar.

— Desculpa... — falei ainda com o rosto enterrado na pele do seu pescoço cheiroso. — Não tenho nenhum direito de te cobrar de nada, não tenho motivos... e mesmo se tivesse não posso agir como uma louca gritando e quebrando as coisas.

Eduardo me ergueu e levou até a mesa. Sentou em minha cadeira e me sentou em seu colo.

E como sempre não resisti e acabamos suados e gozados. Quando me ergui de seu colo fazendo seu membro ainda rígido escorregar para fora de mim e seu sêmen escorrer pelas minhas pernas, o olhei:

— É a segunda vez que transamos sem camisinha.

— Você toma remédio— afirmou. Ele com certeza viu no meu banheiro.

— Não é só isso, você sabe.

— Você tem todos os meus exames a uma ligação de distância.

Senti vontade de perguntar se ele confiava em mim, mas não quero ouvir sua resposta.

— Então vamos continuar assim. É muito mais prático e prazeroso— falei tentando quebrar a tenção que se fez. Ele segurou o membro e esfregou na minha entrada que ainda escorria sua porra. Sentada arreganha sobre suas coxas não desviei o olhar de nossos sexos, assistindo satisfeita o seu enrijecer mais e mais. Depois que Eduardo saiu da minha sala, Catarine entrou e não falou uma palavra sobre o que aconteceu, sequer perguntou por que Eduardo não participaria, como todas as segundas-feiras, da organização da agenda da semanal.

— Depois passo o cronograma para Eduardo, ele precisa resolver um assunto particular, e de tarde vai trabalhar com meu pai. Ela levantou lentamente o olhar de seu iPad e me fitou por um instante.

— Perdi o controle — sussurrei.

— Está apaixonada. — Balancei a cabeça que sim. — O que aconteceu aqui?

— Acesso de raiva com uma crise de ciúme.

— Mas pelo visto vocês se acertaram, né?!

— Do jeito de sempre, Ka, sexo, sexo e mais nada. O que posso esperar dele? Você consegue dimensionar minha real situação? Ele ser meu funcionário não é um problema, não para mim, não sei se é para ele. Mas além disso, ele é tão mais jovem, que eu o vejo como um adolescente. E você sabe que homens pensam com a rola, agora imagina um rapaz na idade de Eduardo, dezenove anos? Ele é um moleque... — sussurrei. — Literalmente. Na melhor das hipóteses sou uma experiência bem-vinda para ele.

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