Capítulo 37

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Vamos ver o Eduardo cavando sua própria cova

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Vamos ver o Eduardo cavando sua própria cova

Pilar

Eduardo ficou a semana toda na Bahia, e foi à farra com os funcionários que trabalham lá, todos os dias uma festinha no alojamento. De quinta para sexta-feira, Eduardo saiu da obra e sumiu. Só atendeu o telefone quase meia-noite, com certeza embriagado e não havia voltado seu quarto ainda. Discutimos muito feio e não nos falamos mais.

No dia seguinte fui cedo com a Bia para uma reunião na Construtora. Assim que terminou, Catarine e eu saímos para conversar e almoçar.

— Você é a grávida mais linda que já vi.

— Para de ser puxa-saco.

— Tá, parei. — Olhei feio para ela.

— Achei que quando o pai dele fosse solto, Eduardo se tornaria mais acessível, mais disposto. Às vezes parece um sacrifício ficar em casa. E por falar em Luiz, adoro meu sogro, ele é tão coerente, tão sábio. Tem uma aura tão leve e boa, não sei como conseguiram acusar e prender um homem como ele.

— Eu o vi uma única vez, e me pareceu tão... sei lá, altivo, tão "ajoelha aqui e me chupa". — Cuspi o que estava na minha boca, quase que na cara dela.

— Me desculpa — falei rindo. — Mas pelo amor de Deus, Cá, olha o que você fala do meu sogro.

— Sério, ele chama atenção, alto, magro, forte e que aperto de mão, que voz...

— Meu Deus! Deixa a minha a sogra ouvir isso.

— Eduardo já me alertou, e falou que o pai é realmente bem protetor, ciumento e louco pela mãe.

— Você acha que Eduardo me trai?

— Não. Por que acha isso?

— Não acho, quero dizer acho que a qualquer momento vai acontecer, não pelo fato de eu estar grávida, ou ser mais velha, é a sensação que eu tenho de que ele não está cem por cento no nosso relacionamento.

— Pilar, não coloque coisas que não existem nesta cabeça. Não está sendo fácil para nenhum dos dois. A vida de vocês deu uma guinada de 365 graus.

— Não falo com ele desde ontem, quando discutimos quase meia-noite, porque ele estava bêbado e na esbórnia. Bebeu todos os dias naquele alojamento, e como se isso não bastasse, sumiu ontem. Acredita que ele, com todo aquele poder de fogo que tem, bêbado, consegue segurar o pau dentro das calças?

— Ele tem que conseguir, Pilar, precisa acreditar nele, ou ficará louca. Não está certo sair e sumir, encher a cara, mas converse com ele, tente mudar as coisas.

— Não vou estar grávida para sempre Catarine, e pode ter certeza de uma coisa, não desperdiço minhas chances, e também não dou muitas.

Não o atendi o dia todo, nem olhei suas mensagens; precisava de um tempo, pensar, colocar meus pensamentos em ordem e ficar calma, preciso me preocupar com a minha gravidez de vinte e oito semanas.

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