Na tarde do dia seguinte enquanto eu assistia algum programa de culinária que eu havia encontrado na TV da sala de estar e nash no chão próximo a mim, organizava seus desenhos do trabalho dizendo que iria deixar organizados por categorias.
Categoria animais, plantas,coisas fofas, coisas estranhas e...
— Coisas safadas. PRONTO! - Disse em voz alta parecendo estar relaxado.
— Tem essa categoria?
— Claro que tem, A primeira tatuagem que você me viu fazer tinha conotação sexual, então ela se encaixa em coisas safadas.
— Tem razão.- falei enquanto lembrava da tattoo do coqueiro.- terminou tudo?
— sim, mas em relação às pequenas. Agora só falta as das grandes!
Ele abriu uma maleta azul escuro e jogou no chao todos os papéis com desenhos grandes.
— São grandes como? O antebraço inteiro?
— As costas inteiras, por exemplo.
— Você já fez alguma grande assim? - perguntei achando interessante
— Já, algumas mas não muitas. Eu só tattuo a dois anos. As pessoas tendem a preferir tatuadores mais experientes para fazer algo tão grande.
— Faz em mim, eu te divulgo!
— Não acho uma boa ideia, sua mãe pode não gostar disso, lembro que ela disse não ter gostado quando eu me tatuei.
— Então ela que não se tatui!
— Miyuri rebelde, essa skin é nova.- Nash sorriu
Eu sorri e tornei a encarar a TV que mostrava uma mulher negra cozinhando uma comida que me fazia salivar mesmo depois de ter almoçado a 2 horas a trás.
Enquanto assistia meus olhos foram pesando e eu cedi ao sono que já tinha se instalado na minha alma. Bocejei e me deixei levar pela onda de sono.
Não sei por quanto tempo cochilei, mas quando abri os olhos o céu já estava escurecendo e um celular tocando no chão a minha frente me assustou. Olhei para ele e vi o nome exibido no visor.
"Pai"
Peguei o celular e me levantei devagar do sofá e o chamei.
— Nash? Seu celular tá tocando!- Pus a mão sobre a barriga que tinha uma marca roxa mas não doía tanto quanto no dia anterior. Os remédios fizeram efeito e estou quase sem dores.- Nash?
— Opa!- ele gritou da parte de trás da casa e eu fui até lá.
— Seu pai te ligou... - entreguei a ele o celular que já havia parado de tocar a uns segundos.
— Hm, vou ligar de volta. Senta aí...
Ele apontou para o espaço no balanço ao lado dele e eu me sentei lá.
Ele encostou o celular na orelha esquerda e respirou antes de falar com o pai a primeira vez em três dias.
— Alô, pai? O que houve?
Houve um silêncio e então o silêncio foi dissipado.
— Tá, eu... eu aviso a ela também. Tá, tchau.
Ele desligou o celular e olhou para mim.
— O que aconteceu?- perguntei
— Meu pai... Nossos pais, disseram que houve algum problema, mas eu não quis ouvir, então continuando... eles vão precisar ficar fora por mais uns três dias.
— Ah, pensei que fosse mais grave.
— E ai oq vamos fazer hoje?
— Vai ficar grudado em mim de novo?
— Vou.- nash falou sorrindo- só desgrudo no final de semana.
— Mas hoje ainda é quarta feira.
— Exatamente!
Me joguei para trás no balanço e encostei as costas no encosto Do banco e suspirei alto.
— Eu queria beber... - falei baixo
— Que coisa, eu também, acredita? - ele levantou - Vou providenciar isso antes que você desista.
— Achei que você ia negar porque estou tomando remédios... - eu dei uma risadinha baixa
— Poderia, mas quando você falou me deu sede, então somente hoje vou fingir que não tô vendo nada.
Ele se saiu de onde estávamos e entrou pela porta de trás da casa, fiquei me balançando e olhando para o céu que ganhava um tom escuro a cada minuto que passava. Me deitei no balanço e encarei as luzes minúsculas que pouco a pouco iam surgindo no céu. Quando o completo breu já havia se instalado no céu uma grande nuvem de chuva paira sobre a casa e minutos depois pude sentir gotas de chuva em minha pele e a principio nao me importei. Mas me obriguei a sair de la quando as gotas ficaram mais fortes e frequentes.
Corri pra dentro de casa e ao fechar a porta nash estava em frente a ela.
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Panther's Heart
Hayran KurguGarotas designadas a cuidar dos treinamentos individuais de cada um dos jogadores que faziam parte do grande time de basquete, que compunham aquela escola. Essa era ideia inicial. Mas tudo correu fora dos trilhos e assim fazendo o trem desgovernado...
