16.

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Playboy:

Acordei no maior barulho.

Levantei do sofá na raiva só por causa disso e já deu para ver a Maria Júlia na cozinha.

Playboy: porra, tem como fazer menos barulho não? - perguntei e ela virou me olhando séria.

Maju: tô na minha casa, se tiver achando ruim mete o pé- falou ignorante e bufei.

Maria Júlia deu maior trabalho ontem,falei que não queria ela de conversa com os caras. 

Meu ódio subiu só de ter visto ela na rua com o jotta,tô dando o papo e ela não tá acreditando. 

Tinha deixado ela em casa e ia voltar para o baile. Mas só foi eu sair de casa,montar na minha moto e a filha da puta saiu no portão falando que não ia ficar em casa. 

Nem fui pro baile mais depois disso. 

Tô me segurando ao máximo pra não perder a razão com ela. Maria tá só me testando, deixa ela. 

Playboy: tu já acorda com o cão no corpo,né? Puta que pariu- levantei indo até a cozinha e ela me ignorou- tá com esse bico por quê? 

Maju: você estragou minha noite e ainda vem com isso? Tá me achando com cara de otária mesmo,né? 

Playboy: estraguei nada. Você já tava vindo pra casa e eu só vim te trazer. Deixa de ser ingrata, caralho. 

Maju: não pedi nada a você. A não ser que você pare de me perturbar. Inclusive, em nenhum momento deixei você dormir na minha casa. 

Playboy: caralho,o que tu tem contra mim? Tô aqui tentando me redimir e tu vem com esses caô, desde que eu cheguei aqui só tenho tentado me reaproximar de tu e voltar como a gente era antes. 

Maju: o que a gente era antes? Eu só era uma das suas fodas,só isso, Isaac. Quer que eu volte a ser sua comidinha? Não,eu não quero. Eu não sou mais aquela garotinha de 19 anos que você podia manipular. 

Playboy: você só fala merda. Vai tomar no cu - falei já estressado- se tu se considerava uma comidinha aí já era com você. Eu só quero conversar com você numa boa e tu só me coloca de canto.

Maju: o que você quer saber tanto? Pergunta, eu respondo e tu vai embora da minha vida de uma vez por todas,assim como você fez a uns anos atrás.

Respirei fundo tentando não surtar e ela se sentou na mesa,cruzou os braços e continuou:

Maju: fala logo,playboy.

Olhei na cara dela que me olhava séria e não estava acreditando que ela realmente ia me escutar. E agora que ela está sentada na minha frente, pronta para me escutar,eu nem sei por onde começar.

Maria suspirou parecendo já está estressada e concordei sentando na cadeira.

Playboy: fala o que aconteceu durante esse tempo que eu fiquei fora. - ela riu irônica- eu fiquei sabendo do seu pai e...- ela nem deixou eu terminar de falar.

Maju: meu pai morreu. Era isso que você queria saber? - levantou da cadeira e olhei para ela vendo que seus olhos agora estavam brilhando,talvez por conta das lágrimas- já tem dois anos que ele morreu, ele se foi e só ficou eu.

Terminou de falar e virou de costas, apoiando as mãos na pia. Me levantei também e me aproximei dela.

Playboy: Eu queria tá aqui - falei e escutei sua risada sem ânimo- seu pai era do caralho, sei que deve ter sido difícil pra tu.

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