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Leonor Neves

Depois de um jantar bastante divertido foi a vez de pôr os meis novos a trabalhar, então, João e Tiago ocupavam-se agora de arrumar a mesa e têm como tarefa lavar, secar e arrumar toda a loiça.
Enquanto isso eu e Petar estávamos agora na sala de estar, sentados no sofá acompanhados de um dos meu filmes favoritos, Dirty Dancing.

Lado a lado, os nossos corpos estavam colados, o seu braço esquerdo por cima dos meus ombros e a minha cabeça encostada no seu peito, a sua mão deslizava para baixo e para cima no meu braço suavemente, deixando assim um carinho contínuo que eu estava a adorar.

— Vais ver o jogo na Luz? — perguntou referindo-se ao derby de Lisboa.

— Sim, a Maryna fez questão de me arranjar lugar ao lado dela e do resto as mulheres, as que estarão presentes claro. — Eu respondi com uma voz bastante sonolenta.

— Devias ir dormir. — ele disse passando agora as carícias para os meus cabelos. — Amanhã trabalhas e precisas de bastante energia para aturar a tua melhor amiga Sónia.

— Melhor amiga, claro. — Eu ri fraco e ele fez o mesmo. — Mas ainda tenho de levar as duas pestes a casa. — disse referindo-me aos dois que estavam na cozinha.

— Não te preocupes com isso sim? — ele beijou a minha testa fazendo-me fechar os olhos por breves milésimos de segundo. — Eu levo-os a casa.

— E vais voltar? — perguntei um pouco tímida.

— Queres que eu volte? — Perguntou ajeitando-se para me olhar nos olhos.

— Quero que voltes, sempre. — respondi fixando igualmente o meu olhar no seu.

— Prometo voltar então. — ele abraçou-me e beijou os meu cabelos. — Vou levar a tua chave assim não precisas de estar acordada á minha espera.

— Eu não vou sair daqui enquanto não chegares. — Eu disse retribuindo o abraço e agarrando a sua t-shirt.

Ele apenas sorriu depois que nos separamos e assentiu.

— Petar... — ele olhou nos meu olhos de novo e eu não fui capaz de dizer mais nada.

— Eu também. — Ele respondeu como se tivesse visto através dos meus olhos o que eu pretendia dizer mas não tive coragem. — muito.

Eu senti, eu senti aquilo que falam nos filmes, nos livros, eu senti algo bem estranho dentro de mim. Não conseguia identificar ao certo de que parte do meu corpo vinha a sensação.
Nos filmes e livros todos falam de borboletas no estômago, mas eu digo-vos, que todo o meu sentiu não foi só no estômago que as famosas borboletas voaram, todo o meu corpo estava preenchido pela mesma sensação e eu adorei sentir isso, apesar de ser algo bem estranho.

— Prima, acabamos! – Disse João assim que veio da cozinha acompanhado por Tiago.

— O Petar vai levar-vos a casa se não se importarem. — Eu disse afastando-me do croata.

— Não tem problema, deves estar cansada e amanhã trabalhas cedo. — disse João vindo para perto de mim e depositou um beijo na minha testa logo de seguida.

— Antes de irem, queria só dar uma palavrinha ao Tiago. — Eu disse olhando para Musa e João.

— Vamos. — disse Musa para João. — esperamos por ti no carro Tiago.

O moreno apenas assentiu e observou os dois saírem da sala e logo veio até ao sofá onde se sentou ao meu lado.

— Bem, eu queria começar por te pedir desculpa. Dr certa forma eu usei-te para atingir um pouco o Musa, mesmo sem eu própria perceber o porquê. — ele assentiu e continuou em silencia à espera que eu continuasse. — Eu acho que não percebi o que se estava a passar dentro de mim e queria ao máximo evitar sentir o que estava a sentir e escolhi a pior forma, a forma mais ridícula de querer apagar um sentimento por alguém tentando pôr outra no seu lugar. Eu fui estúpida, eu adoro-te e tu sabes disso. Adoro falar contigo, és engraçado, bom ouvinte, um ótimo amigo que eu quero guardar para sempre. Eu não queria...

— Ei, Nô, está tudo bem. — ele interrompeu-me e pousou a sua mão na minha. — Nunca prometemos nada um ao outro nem eu nunca criei ilusões na minha cabeça em relação a ti. Todo mundo vê, mesmo um cego consegue ver, que tu e o Musa, tem muito entre vocês e não serei eu ou quem quer que seja que vai estragar isso. Vocês os dois, é o que é suposto acontecer.

— É muito estranho isto... — suspirei e sorri fraco. — Nunca senti nada igual, é muito novo, é muito diferente, é muito assustador...

— Isso é bom, diferente é bom, e sempre vai ser assustador apaixonar-nos por alguém dessa maneira e se nunca sentiste nada assim não percas mais tempo. — ele sorriu e eu concordei com ele. — Dorme bem Nô, vemo-nos em breve, adoro-te e agarra bem aquele grandalhão.

— Também te adoro. — abracei-o e assim que nos separamos ele levantou-se do sofá e foi embora acenado-me com a mão antes de sair.

Talvez não devesse ter medo, já chega de viver fechada dentro de mim própria com medo de magoar ou ser magoada.



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2 CAPITULOS NUM DIA SO PORQUE EU VOS ADORO!

ESPERO QUE GOSTEM E DESCULPEM OS ERROS. 🥰❤️😘

Até Te Encontrar || Petar MusaOnde histórias criam vida. Descubra agora