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Leonor Neves

O barulho no estádio era ensurdecedor, depois de um golo do João Neves e o segundo de Casper durante o tempo de compensação e de estarmos a sofrer por vários e longos minutos com um golo a menos, estava tudo eufórico no estádio.
Eu transbordava orgulho pelos olhos, orgulho do meu clube, orgulho do meu primo que devolveu a esperança da vitória a todos os adeptos, orgulho de Petar que fez uma excelente demonstração do seu talento e orgulho de todos os benfiquistas que não arredaram pé da Luz até ao segundo final.

Eu estava encantada com este ambiente, sou completamente obcecada pelo meu clube e vitórias como esta têm um sabor ainda melhor, quando já ninguém acredita e quando os adversários já têm a certeza de que estamos perdidos, não há melhor sensação do que dar uma chapada destas bem no final das contas e desta forma nos encontramos no primeiro ligar do campeonato.

Ainda nada está ganho, apenas um ponto nos separa dos camisolas verdes e brancas, o campeonato é longo e nada está seguro mas temos de acreditar e incentivar a nossa equipa que a meu ver e acho que ao de todos os adeptos, não está no melhor momento mas hoje mostraram que a raça continua lá, o querer e a ambição e isso deixou-me bastante orgulhosa de todos.

— Foi um jogo… nossa senhora, nem tenho palavras. — Jorgelina fez-se ouvir mesmo no meio de tanto barulho.

— Impróprio para cardíacos. — Disse Cláudia, namorada de Rafa Silva que se tinha juntado a nós poucos minutos depois de começar o aquecimento.

— Vamos lá ter com os nossos homens? — sugeriu Maryna e todas concordaram.

As filhas de Di Maria e Jorgelina estavam presentes assim como o filho mais novo Otamendi e estavam igualmente eufóricos com as prestações dos jogadores do Benfica em especial os seus respectivos pais.
Como eu não fazia ideia para onde me dirigir apenas segui as mulheres e Maryna fez o mesmo ao meu lado.

Assim que lá chegamos era uma barulheira imensa que vinha de dentro do balneário dos jogadores da equipa encarnada e eu sorri largo ao imaginar a festa que todos faziam lá dentro. Devia estar uma bagunça aquilo ali.

Depois de uma longa espera começaram a sair os primeiros jogadores de volta com os seus fatos de treino.
Maryna assim que viu Trubin correu para os seus braços, são um casal muito fofo e adoro ver todas as demonstrações de afecto de Trubin para ela, que segue as redes sociais dos dois sabe perfeitamente do que falo.

— Olá Leonor! — disse o ucraniano assim que reparou na minha presença. — Como te sentes por seres a prima do homem do jogo, o menino de ouro do Benfica?

— Muito orgulhosa! — digo animada. — estiveram todos muito bem.

— Ele está todo a tremer, e a segunda vez que cala a boca dos esverdeados. — Disse Trubin rindo e eu acompanhei-o.

Eu tentava ao máximo não mostrar o meu histerismo com esta vitória, não nos dá certamente o campeonato é óbvio mas é uma sensação, como já disse, muito boa e estava a conter-me para não parecer uma maluca.

Assim que vi João sair do balneário corri até ao mesmo abraçando-o e sendo acolhida nos seus braços sem pensar duas vezes.

— És o melhor jogador do mundo! — eu disse e depois enchi a sua bochecha direita de beijos estalados.

— Não era o Ronaldo? — ele sorriu.

— Esquece o Ronaldo, o meu primo é muito melhor. — Eu disse abraçando-o novamente. — O meu coração quase parou quando eu te vi chutar a bola.

— Olha que o Musa ainda fica com ciúmes. — ele disse brincando.

— Não tem razões para tal. — Eu respondi rindo.

— Ele esteve muito bem, devias ir dizer-lhe isso. — ele sugeriu e eu assenti. — Bem, eu vou indo, vou com o João Mário para casa. Obrigado por estares aqui a apoiar-me.

O mais novo deixou um beijo na minha testa e percorreu o corredor até eu não o ver mais.
Logo depois, do balneário, saíram Nico e Angel com os sorrisos largos assim que viram as suas famílias.

— Hermanita! Que tal el partido? — perguntou Otamendi depois de ter beijado Celeste. — Los comemos!

— Muito bom Capitan, és o maior. — Eu disse e ele riu piscando-me o olho.

— Nos vemos pronto! — ele disse acenando e Celeste correu para me dar um curto abraço e foi embora com Nico seguidos de Angel, Jorgelina e as duas pequenas, depois de se despedirem de mim.

— Combinamos alguma coisa em breve? — perguntou Maryna com os dedos entrelaçados nos do namorado que mantinha o seu braço nos ombros da ucraniana.

— Claro que sim, não vives sem mim nem eu sem ti. — brinquei e ela concordou rindo. — Até depois!

— Até depois Leonor. — disse Trubin e logo puxou delicadamente a sua namorada para começarem a caminhar.

Musa saiu finalmente do balneário acompanhado de Jurásek e logo sorriu ao me ver.
Sem pensar duas vezes saltei para o seu colo e logo contornei a sua cintura com as minhas pernas abraçando-o e logo senti os seus braços grandes e calorosos em volta do meu corpo.

— Estiveste muito bem no jogo. — Eu disse quase num sussurro deixando depois um beijo no seu pescoço.

— Ficava assim tempo infinito se pudesse. — ele disse da mesma forma.

Afastei-me um pouco sem nunca sair do seu colo e olhei nos seus olhos e logo depois para os seus lábios.
A vontade foi mais forte do que a timidez e com toda a coragem que tinha dentro de mim selei os nossos lábios.
Senti os seus braços apertarem ainda mais o meu corpo contra o seu e assim que separei nas nossas bocas colei as nossas testas e fiquei com os meus olhos fechados, um sorriso brotou nos meus lábios e mordi o meu lábio inferior.

— O maior cego é aquele que não quer ver, ainda bem que não ceguei por completo e pude ver que era isto que eu queria. — Eu disse deixei um beijo rápido nos seus lábios de novo.

— Vão se comer aqui mesmo? — ouvi a voz de Tiago e ri tal como Petar. — Estou muito feliz por vocês mas podiam fazer essas coisas mais em privado.

Musa pôs-me no chão e pousou o seu braço sobre os meus ombros puxando-me para ele.

— Não é preciso esfregar na minha cara que eu perdi a mulher da minha vida. — disse Tiago fingindo o choro.

— Não abuses puto, não abuses. — disse Petar apertando a parte de trás do pescoço do português que riu e tentou se livrar da mão do croata.

—  Vá pombinhos, finalmente estão juntos o que é ótimo mas vá, vão lá comer-se para outro sitio mais privado, seus desavergonhados. — Disse Tiago fugindo das mãos de Musa que se preparava para o agarrar de novo. — Tchauzinho!

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Mais duas atualizações seguidas e está especial porque tivemos finalmente um beijo dos nossos queridinhos!

Espero que tenham gostado! 🥰😘❤️

Até Te Encontrar || Petar MusaOnde histórias criam vida. Descubra agora