44

268 24 0
                                    

Petar Musa

Acordei com a claridade a entrar pelo quarto dentro. Abri os meus olhos lentamente dando de caras com a minha namorada coberta apenas com o lençol branco até á cintura deixando assim a sua barriga e os seus seios completamente descobertos.
Passei os meus dedos sobre a sua barriga e vi a sua pele arrepiar-se com o meu toque.
Os seus olhos começaram a abrir lentamente e logo ela olhou para mim e sorriu.

— Bom dia bebo! — eu sussurrei e ela logo se virou completamente para mim abracando o meu tronco.

— Bom dia. — a sua voz saiu sonolenta ainda.

A nossa noite foi moventada, das melhores noite que já passámos juntos. Estávamos perdidos um no outro e sem intenções de nos encontrar mas o cansaço falou mais alto e ambos adormecemos colados um no outro.

A morena depositou um beijo no meu peito e logo se afastou para me olhar nos olhos.

— És lindo! — ela disse passando a sua mão esquerda pelos meus cabelos e logo beijou o meu queixo.

— Tu és perfeita! — eu disse e ela riu. — Estou a falar a sério!

— Só se for aos teu olhos. — ela disse.

— Para mim és a mulher perfeita sem qualquer dúvida. — Eu disse beijando a sua testa em seguida.

— Eu já disse isto muitas vezes mas, eu tenho tanta sorte por ter-te comigo. — ela fechou os olhos e encostou a sua cabeça no meu peito de novo.

Ficamos assim por mais uns quantos minutos e logo fomos tomar banho juntos.
Seria um dia movimentado, hoje receberia a sua família na minha casa obviamente incluindo a sua mãe que não gosta nada de mim.

Queria mostrar que estou no lugar que devo estar, mostrar que sou bom para a filha dela e que a posso fazer feliz, que pode confiar em mim para cuidar da Leonor e que eu não a quero "roubar" da família.

— Estás nervoso para o jantar? — perguntou Leonor enquanto se penteava em frente ao espelho da casa de banho.

— Não sei se é nervoso... — Eu suspirei. — Talvez um pouco, não sei. Só quero que tudo corra bem e que a tua mãe perceba as coisas.

— Não te posso dizer que não precisas de te preocupar e que ela vai aceitar, estaria a mentir. — ela disse pousando a escova do cabelo e veio na minha direção. — O que posso assegurar é que aconteça o que acontecer eu vou estar contigo e não vai ser ela que me vai separar de ti.

— E com isso todo o meu nervosismo desapareceu. — Eu sorri e passei a minha mão pelos seus cabelos. — Eu amo-te, muito mesmo.

— Eu também te amo e as vezes pergunto-me a mim própria, sozinha à noite deitada na minha cama, se tudo isto é real ou se não passa de um sonho. — ela disse e eu abracei-a. — Estou a espera de acordar deste sonho e ver que não estás ao meu lado...

— Isso nunca vai acontecer, eu estou aqui contigo e vou estar sempre ao teu lado quando acordares porque nada disto é um sonho, é tudo bem real. — Eu sussurrei ao seu ouvido assim que afastei os seus cabelos da área.

...

Leonor Neves

Bem, o dia passou bem rápido, a manhã foi praticamente perdida enquanto dormiamos, acordamos bem tarde só deu tempo de fazer o almoço, comer e sair de casa para ir ao supermercado fazer algumas compras para o jantar.
Petar estava bastante entusiasmado com o jantar e conhecer a minha família já eu estava meio receosa.
Eu sei, devem estar a pensar que eu estou a ser dramática e que não é nada de mais mas para mim é. Sei que o meu pai e o meu irmão me apoiam incondicionalmente em tudo o que faço mas já sabem como é a minha mãe e Petar é bom demais para ser magoado pela minha mãe.

Eu empurrava o carrinho de compras enquanto Musa se aplicava a escolher das melhores coisas para o jantar mesmo eu tendo dito que não era preciso gastar muito dinheiro e que uma coisa simples estava ótima, ele é insistente e quer causar boa impressão.

— O teu pai bebe vinho? — perguntou e eu assenti. — Qual vinho ele mais gosta.

— Sei lá, ele gosta de vários, acho que não tem um favorito. — Eu dei de ombros.

— Este! Eu não conheço muito de vinho sobre tudo os portugueses mas já ouvi falar deste e parece ser bom. — ele disse pegando numa garrafa de tinto. — O que achas?

Eu ficava apenas a observá-lo bastante concentrado com aquela garrafa na mão e a mexer em outras olhando para cada rótulo.

— Nô! Bebo, podes ajudar? — suspirou e eu ri fraco.

— És lindo, sabias? — eu tirei as mãos do carrinho e agarrei a sua camisola puxando-o para mim para lhe deixar um breve beijo nos lábios. — Pode ser essa que tens na mão, lembro-me de ele beber uma dessas alguma vez.

— E a tua mãe? Bebe vinho? E o teu irmão? — perguntou pousando a garrafa dentro do carrinho e pegou mais três.

— A minha mãe bebe mas é mais rosé e o meu irmão não bebe vinho. — respondi e logo ele se dirigiu á parte onde tinha as garrafas de vinho rosé.

Ficou a observar cada uma delas enquanto batucava os seus dedos nos lábios e a sua outra não estava apoiada na sua cintura.

— Esta! — eu disse pegando na garrafa de vinho que havia visto a minha mãe beber várias vezes. — Acho que ela gosta deste.

— Okay, vou levar este. — ele disse pondo três garrafas dentro do carrinho e logo beijou o topo da minha cabeça pousando o seu braço por cima dos meus ombros. — Achas que devo fazer um jantar típico Croata ou jogo pelo seguro e ajudas-me num prato português?

— A gastronomia croata não é tão diferente da portuguesa então eu acho que podemos arriscar no croata. — Eu respondi empurrando de novo o carrinho pelas filas do supermercado.

— Achas que é possível conquistar a tua mãe pelo estômago? — perguntou o Croata e eu ri. — Não te rias de mim, estou a falar a sério.

— Eu sei que sim e respondendo à tua pergunta, eu não sei acho que vai ser preciso mais do que isso para conquistar a tua sogra. — Eu respondi.

Ele apenas suspirou e continuou atento ás prateleiras analisando tudo para que não se esquecesse de nada.

Até Te Encontrar || Petar MusaOnde histórias criam vida. Descubra agora