...
- Tudo bem...pode falar. - Ele me olhou expectante enquanto eu pensava em como começar aquela conversa.
- Kenny...durante esses dias que estive em Los Angeles ...é... eu... reencontrei meus amigos...Bill, Amy... - Começo.
- Ah isso é legal, não? Por que está tão séria? - Ele questiona.
- É que...entre eles eu também vi o Jeffrey. - Conto.
Kenny sabia que Jeffrey havia sido meu vizinho, que estivemos juntos, que ele havia sido meu primeiro beijo, meu primeiro amor, o primeiro em tudo.
- Ah...entendi. - Ele desfez o sorriso me olhando um tanto quieto.
- Nós conversamos...
- Sobre o baile? - Ele me interrompe. Ele também sabia da história que Jeffrey havia me abandonado no baile para fugir com aquela lambisgoia do cabelo amarelo.
- Sim, ele me explicou o que houve... - Contei para ele o que Jeffrey me falou. Sobre a morte de Jhonas, sobre o Falcon.
- Uau! - Ele exclamou. - Em que enrascada seu amigo se meteu. - Diz. - Bem que sua mãe disse que ele não era boa companhia para você. - Comenta.
- Não fale isso...mamãe sempre teve uma implicância com Jeffrey. - Digo chateada.
- Tudo bem. - Ele nota meu tom de voz alterado.
- Mas eu preciso lhe dizer outra coisa. - Pego em sua mão. - Kenny, eu quero que saiba que eu gosto mesmo de você e que sou muito feliz ao seu lado.
- Eu também sou, meu bem... - Ele sorri.
- Não é que...eu queria que soubesse disso antes de eu falar que... - Respiro fundo enquanto ele me fita expectante.
- Olha quem voltou!!! - Minha mãe adentra a sala nos interrompendo, ela segurava duas sacolas cheias de compras de supermercado. - Já estava com saudades do meu genro querido. - Ela diz sorridente.
- Dona Mary...está ainda mais bonita. - Ele se levanta indo até a minha mãe. - E devo ressaltar que ainda falta alguns dias para ser oficialmente seu genro. - Ele sorri.
- Sabe que para mim, Kennedy, você já é da família. - Ela o cumprimenta alegre.
- Deixe-me ajudar. - Ele se oferece solícito.
- Ah meu querido, se puder pegar o resto das compras no carro. - Ela pede e ele segue para o jardim. - Não vai me ajudar, querida? - Ela me pede.
- Claro. - Levanto-me do sofá sem humor.
- Que cara é essa? Não me diga que estavam brigando? Ellen Carollyne! - Ela me repreende.
- Estávamos conversando, mas você atrapalhou. - Digo enfadada. Mamãe até parecia adivinhar.
- Pela sua cara, acho que foi bom mesmo. Pelo visto iria brigar com o querido do Kenny. Não quero discussões nas vésperas do casamento, vocês precisam relaxar. Se surgir algum problema sua tia ou eu resolveremos. - Ela diz.
- Não era nada sobre a festa...
- E era sobre o que? - Mamãe pergunta desconfiada me encarando.
- Aqui estão! - Kenny retorna trazendo o resto das compras.
Não digo nada a mamãe apenas o ajudo a colocar as sacolas sobre a mesa.
Mamãe manteve seu olhar sobre nós, como se procurasse saber se havia algum problema, mas Kenny agia normalmente enquanto eu me angustiava por ter essa confissão ainda entalada em minha garganta.
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Words
FanfictionDizem que ações valem mais que mil palavras. Mas será que valem mesmo? Talvez ás vezes, por maior que tenham sido suas ações, por maior que seja o sentimento, talvez ás vezes as palavras sejam mesmo necessárias. Infelizmente para alguns, lidar com...
