Izzy
...
Encontrava-me no aeroporto, assim que li o convite a primeira coisa que fiz foi jogar algumas coisas na mochila, pegar minha carteira e correr para cá.
- Tem que ter algum voo para Indiana. - Insisto com a atendente para que procurasse melhor.
- Como já disse senhor, estamos lotados, mas o nosso próximo voo sai amanhã às 13h.
- Mas aí so chegarei lá às 16h. E de Indianópolis até Lafayette ainda são mais 90km. Eu preciso chegar em Indianópolis amanhã pela manhã, é urgente.
- Vou verificar novamente o meu sistema. - Ela checa enquanto aguardo impaciente.
- Vai levar muito tempo? - Após alguns minutos sem resposta, ela me fita com cara de poucos amigos. Pra mim, ela estava me enrolando.
- Infelizmente não temos nada, senhor.
- Não pode ser! - Exaltado, bato minha mão sobre o balcão. - Tenho que ir para lá, eu preciso ir para lá. Que merda de companhia aérea é essa que não tem outras opções? - Indago.
- Pode tentar um ônibus. - Diz irônica e noto o tom sarcástico em sua voz. Se de avião demorava, imagina de ônibus. - Se puder dá licença, preciso continuar o atendimento. Próximo. - Chama, me ignorando completamente.
Contrariado me afasto, ao ver alguns seguranças mau humorados me encarando, eles se aproximaram na minha primeira exaltação. Eu precisava esfriar a cabeça, tudo que menos precisava hoje era ser preso e passar a noite na cadeia. Sentei-me em uma cadeira próxima e fiquei pensando em como faria para chegar em Lafayette amanhã.
- Já pensou em aluguel de carro? - Um senhor ao meu lado diz.
- Não, não estou precisando de um carro. Eu moro aqui. - Respondo sem lhe dar tanta atenção.
- Não para usar aqui, mas para chegar ao lugar aonde quer ir. - Ele esclarece. - Eu ouvi sua discussão com a atendente, acho que todos ouviram. - Pontua.
- É muito longe daqui, não chegaria a tempo.
- Mas talvez possa ir para outra cidade e de lá pegar o carro. - Ele sugere.
- Até que não é má ideia. - Murmuro olhando para o senhor que definitivamente me dava a melhor ideia.
Me levanto da cadeira, mas antes de seguir para o balcão, volto-me para ele.
- Por um acaso você não teria um mapa? Preciso saber quais opções viáveis eu teria para chegar em Lafayette, Indiana. - Ele me fita. - É que nunca fui bom em geografia. - Coço a nuca com um sorriso amarelo.
- Ali tem uma banca de revistas, talvez eles vendam um mapa. - Novamente ele me salva.
- Obrigado, muito obrigado. - Corro até a banca e para minha sorte, sim, eles vendia mapas dos E.U.A.
Após checar as possibilidade, circulei três cidade próximas, na esperança que houvesse voos disponíveis ainda esta noite.
Caminhei novamente em direção ao balcão, mas antes o senhor me chamou novamente.
- E então, meu rapaz, deu certo? - Perguntou.
- Sim, muito obrigado. - Agradeci com um sorriso de ponta a ponta. - Graças a você agora terei chance de acabar com aquele casamento. - Sigo feliz enquanto o homem ficar a me olhar surpreso, acho que ele não entendeu bem minha motivação, mas não tinha tempo para explicar.
Novamente a mesma atendente vem em minha direção.
- Poderia verificar se há voos para alguma dessas cidades? - Peço, forçando um sorriso simpático.
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Words
FanfictionDizem que ações valem mais que mil palavras. Mas será que valem mesmo? Talvez ás vezes, por maior que tenham sido suas ações, por maior que seja o sentimento, talvez ás vezes as palavras sejam mesmo necessárias. Infelizmente para alguns, lidar com...
