Capítulo 9

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O vidro ainda estava quebrado. Isso é hilário, pensou Elliot. Voltou a seguir sua equipe, com as mãos agarradas em sua própria cintura. Pensava que estava desanimado, até notar Marisa Vincent ainda mais atrás de si. Ambos não demonstraram interesse mínimo, apenas olhavam ao redor da igreja procurando algo que nenhum deles sabia o que era.

    A igreja do cemitério era, para dizer o mínimo, deprimente. Também não seria equivocado dizer que ela era familiar, era como toda e qualquer igreja presente em um cemitério de uma cidade rural. Ligeiramente grande em comparação às outras, principalmente pelo grande movimento que o cemitério possuía.

    Era um lugar conhecido por enterrar os ricos e importantes, com lápides infinitamente mais elaboradas do que aqueles que apenas poderiam dizer que eram trabalhadores árduos. Fora isso, era uma igreja padrão, parcialmente iluminada em seus cantos por algumas velas. Era exclusivo para funerais, mas era estranho o fato daquele lugar sempre ter, no mínimo, uma pessoa orando.

    Agora, era de noite, então, não havia mais preces. E, pelo visto, o coveiro não havia aparecido hoje. Os cacos de vidro haviam sumido do chão, certamente limpados em xingamentos por Ikei. Elliot perguntava-se onde estava o homem que havia os expulsado anteriormente, mas talvez ele apenas estivesse muito doente ou com medo de ser morto por um vampiro.

    Marisa, entediada, olhou para as próprias unhas em busca de entretenimento. O resto da equipe vasculhava o lugar atrás de alguma pista, como se fosse uma cena de crime. Exceto Minerva, sentada em um dos bancos da igreja, sabendo que nada daquilo realmente valia a pena.

    Nenhum dos vampiros da região pareciam envolvidos com o caso, na verdade, todos pareciam completamente alheios do que estava acontecendo, vivendo suas vidas imortais sem o mínimo de consciência sobre a realidade. Contudo, também sabia que não era a pessoa com a qual essa comunidade iria confiar. Tinha certeza que se tratava de alguém que mexia com os mortos, mas questionava se era realmente algo no seu ramo.

    — Eu não vou mais procurar! - Jay sentou ao seu lado, cruzando os braços. Minerva encarou o rapaz ao seu lado. — Tudo pode ter quebrado esse vidro maldito! Se alguém tossisse mais forte, iria ser motivo para quebrar!

    — Isso não é uma desculpa válida, Jay! - Ezra esbravejou, aproximando-se do Buchanan.

    — Ele tem razão. - Minerva interrompeu, transferindo seu olhar de Jay para Ezra. — O que você quer exatamente, Sanderson?

    O homem engoliu em seco, enquanto respirava fundo para não perder a cabeça. Cruzou os braços e encarou a Rosseau de volta, os olhos mortos-vivos de Minerva encarando o fundo gélido e ainda mais morto das íris de Ezra. Elliot e Marisa, que apenas observavam a situação de longe, foram para o banco atrás deles e se sentaram ali, um ao lado do outro. Eventualmente, Ollie juntou-se ao pequeno grupo curioso com a situação, sentando-se ao lado de Marisa.

    E, aparentemente, Diana agora era a única ali que encontrou alguma coisa e que tinha o mínimo de concentração no que estava fazendo. Na verdade, ainda havia Manon, Jay, Sunita e Kostya brincando com o púlpito de madeira como se fossem realmente padres, mas definitivamente isso estava longe de levar a algo. E quanto a sua companheira de investigação, havia saído correndo em direção a briga para evitar que seu tio fizesse algo doloso para a equipe, ou doloso para si mesmo, um movimento típico de Ezra.

    Calmamente, enquanto Ezra e Minerva ainda estavam em uma discussão silenciosa e Lola tentava apaziguar a situação, brincou com o seu achado em mãos. Manipulava a pedra com a chave entre seus dedos, como se fosse uma moeda. Desfez o desleixado nó que sua corrente dava na rocha, e colocou a chave pendurada ali como se fosse um pêndulo entre Sanderson e Rosseau, transformando a tensão iminente dos dois em curiosidade.

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