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Pov [nome] kaitetsu:

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Pov [nome] kaitetsu:

No dia daquela missão, Yuji havia morrido. Quando recebi a notícia, senti um vazio enorme no coração. Ele era meu melhor amigo. Por mais que eu tivesse a companhia da Nobara e do Megumi, me sentia sozinha sem ele — e horrível por não ter voltado àquele reformatório para ajudar.

Nobara estava melhor, mas ainda muito triste com o que aconteceu, além de termos perdido o ânimo do grupo. Às vezes, eu precisava consolá-la de madrugada, quando ela não conseguia parar de chorar. Nos conhecíamos há pouco tempo, mas o suficiente para já termos laços muito fortes.

E o Megumi… parecia que sua cara de morto havia aumentado dez vezes mais. Ele andava estranho, diferente. Apesar de carregar sempre aquela aura de tristeza e solidão, estava falando mais comigo. No começo achei estranho, mas agora parecia normal. Nossas conversas não eram intensas, mas também não eram secas. Eram diálogos simples, como se fôssemos amigos não muito íntimos.

Naquela madrugada, eu estava no quarto do Itadori, deitada em sua cama, olhando para o teto. Relembrava tantas coisas que nem percebi quando Megumi entrou.

— Você passa bastante tempo aqui — disse ele, vindo em minha direção e parando à minha frente.

— Eu me lembro de todos os bons momentos com o Itadori… sinto falta dele. Ele era meu melhor amigo — suspirei fundo, observando Megumi se sentar no pé da cama.

— Ele foi um grande amigo. Acho que para todo mundo — respondeu, se jogando para trás. — Eu ainda tenho pesadelos com ele morrendo na minha frente.

Olhei de relance para o moreno e vi que ele estava trêmulo. Me sentei na cama e o encarei por alguns segundos, pensando antes de dizer qualquer coisa.

— Eu queria ter voltado lá. Pelo menos poderia ter ajudado, evitado a morte dele.

— Seria o Sukuna contra dois alunos do primeiro ano. Você acha mesmo que conseguiríamos alguma coisa?

— Por que não? Somos dois, ele é um. Mesmo sendo o rei das maldições, ainda não estava forte o suficiente.

— Você pode até estar certa, mas mesmo assim seria difícil demais.

— Ninguém disse que seria fácil, não é?

Sorri sem graça, ainda o encarando enquanto ele permanecia de lado. Megumi parecia diferente… não tinha seu jeito sarcástico e orgulhoso de sempre. O Fushiguro que conheci pela primeira vez e o que estava diante de mim agora não eram a mesma pessoa.

Fiquei tanto tempo olhando e pensando que nem percebi quando ele começou a me encarar de volta. Seus olhos, normalmente opacos, brilharam por um instante. O azul-escuro ganhou vida, e era como se cada movimento meu fosse capturado em câmera lenta. Mas o contato visual não durou muito — Megumi corou e virou o rosto para o lado, me impedindo de continuar olhando.

— Amanhã, depois que você treinar com a Maki… vem treinar comigo?

— Claro que vou.

Ele me lançou um sorriso ladino antes de se levantar e ir em direção à porta. Acenou em despedida e saiu do quarto. Logo em seguida, Nobara entrou, se jogou na cama e me abraçou. Passamos a noite conversando sobre momentos com Yuji e sobre lugares que poderíamos visitar para tentar levantar o astral. Rimos e choramos muito naquela curta madrugada, até adormecermos.

De manhã, acordei com um chute para fora da cama. Era Nobara e sua mania de “lutar” enquanto dormia. Cocei a cabeça, observando-a dormir pesadamente, e fui para meu dormitório. Tomei banho, fiz minha higiene matinal, coloquei a roupa de treino e peguei minhas adagas. Treinei com a Maki, como de costume, depois bebi um pouco de água e fui encontrar o Megumi.

— Oi! Vamos treinar agora? — falei, dando alguns pulinhos e socos no ar. — Aproveitar que tô no pique!

— Tão animada assim para um treino? — ele me olhava de canto enquanto amarrava os tênis.

— Para ser a feiticeira que desejo, tenho que treinar muito.

— E você ao menos consegue se mexer com essa roupinha apertada? — questionou, me olhando da cabeça aos pés. — Tá na hora de mudar esse uniforme, hein.

— Não vejo nada de errado com ele — retruquei, lançando-lhe um olhar de reprovação.

— Não é errado, só é apertado.

— Dá para você parar de falar do meu uniforme e vamos logo treinar? — falei já irritada, enquanto ele sorria de lado.

— Vamos. Está pronta?

— Eu nasci pronta.

Me posicionei e, logo depois, Fushiguro fez o mesmo. Assim, começamos o treinamento de combate físico.


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Oioi meus amores!

Espero que gostem

Me desculpem qualquer erro ortográfico

Não esqueçam o voto ⭐

E até o próximo!

𝕱𝖊𝖎𝖙𝖎ç𝖔 𝖕𝖆𝖗𝖆 𝖔 𝖈𝖔𝖗𝖆çã𝖔-𝔐𝔢𝔤𝔲𝔪𝔦 Onde histórias criam vida. Descubra agora