[nome] kaitetsu já estava a meses na escola jujutsu, mas certo dia seu sensei Gojo a agraciou com a presença de megumi o 'seu calouro', a mesma aos poucos foi se interessando pelo mais velho o que deu incio ao romance, porém o pai da kaitetsu não go...
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pov narradora (autora):
O sol brilhava forte no céu, indicando que o dia havia acabado de começar. A manhã chegava, e todos acordavam com os gritos de Gojo, que batia panelas nas portas dos dormitórios sem qualquer piedade.
Kento já estava de pé desde muito cedo. Afinal, tinha compromissos sérios naquele dia. Ele deixava a escola quando encontrou Megumi na saída, que o encarava de forma séria e nada amigável.
— Perdeu alguma coisa aqui em mim? — o ruivo provocou, aproximando-se.
— Não perdi nada. Mas, se você não sair da minha frente, vai perder os dentes — Megumi respondeu em tom baixo, porém ameaçador.
— Segura as garras, gatinha. O que é teu tá guardado.
Fushiguro não era uma pessoa calma. Uma veia saltava em sua testa, e seu punho já estava fechado. Bastava mais um insulto para que ele partisse para cima de Okasa. Porém, Gojo percebeu a tensão de longe e interveio antes que a situação fugisse do controle. Os dois se afastaram, contrariados.
Megumi voltou para seu dormitório, enquanto Kento seguiu seu caminho.
Ao chegar ao palácio dos Kaitetsu, encontrou Hurumi, Kenjaku e Mahito reunidos em um saguão amplo e silencioso.
— Você demorou, Okasa. Esperava mais pontualidade do prometido da minha filha — disse Hurumi, com sua expressão sempre carregada.
— Calma aí, velhote. Não vou ser prometido dela por muito tempo.
— Já desistiu da menina? — Kenjaku perguntou, sorrindo de forma torta.
— Não. Ainda quero me casar com ela. Mas nem sabemos se vai sair viva dos experimentos.
— Fique tranquilo — Kenjaku respondeu, tomando um gole de chá. — Precisamos apenas que ela invoque o yōkai. Depois, extraímos toda a energia amaldiçoada.
— Mas um corpo que nasceu com um yōkai e energia infinita pode não sobreviver sem isso — Mahito comentou, observando algumas fotos espalhadas.
— O combinado não é matar minha filha. Ainda tenho planos para ela — Hurumi rebateu, irritado.
— Não vamos matá-la… ou vamos? — Mahito provocou, inclinando a cabeça.
— Kento, fique de olho nela. Quando sair da escola, nos avise. Mahito tocará sua alma e analisará o yōkai. Se for forte o bastante, deixamos apenas a energia — Hurumi decidiu.
— Vai ser difícil vigiá-la. Aquele Megumi não sai do pé dela — Kento comentou, cruzando os braços.
— Sempre esse maldito filho de Zenin para atrapalhar — Hurumi murmurou.
— A hora dele vai chegar — Kenjaku disse friamente. — Enquanto isso, podemos usá-lo como isca.
Todos naquele saguão tinham planos próprios. Nenhum deles confiava verdadeiramente no outro.
Pov [nome] kaitetsu:
— Eu não acredito que eles ouviram… — murmurei, completamente vermelha.
— Também, né — Megumi respondeu, apertando levemente minha cintura e apoiando a cabeça ali. — Você foi um pouco… expressiva.
— Achei que os dormitórios estivessem vazios…
— Estavam. Mas Yuji e Gojo saíram para te procurar… e acabaram escutando.
— O Gojo escutou?! — me joguei para trás, escondendo o rosto no travesseiro. — Ele vai me zoar pra sempre!
— Pode apostar — ele riu.
Megumi deslizou a mão até meu rosto, afastando suavemente o travesseiro. Seu sorriso era calmo, diferente de tudo que eu lembrava. Ele se inclinou e selou nossos lábios em um beijo lento, carregado de carinho e saudade.
O beijo era quente, mas cuidadoso. Um daqueles que diz mais do que palavras. Quando nos afastamos, ainda ofegantes, ouvi a porta se abrir com força.
— Fushiguroooo! — a voz de Gojo ecoou pelo quarto, até ele congelar no lugar e sorrir maliciosamente. — Vocês não perdem tempo, hein?
— Você devia bater antes de entrar — Megumi reclamou, claramente irritado.
— Vocês que deviam trancar a porta — Gojo respondeu, rindo. — Enfim… esqueci o que vinha fazer.
Ele se virou e saiu do quarto gargalhando, deixando o clima ainda mais constrangedor.
Megumi e eu nos olhamos por alguns segundos… e acabamos rindo juntos. Ele me puxou para um abraço apertado, daqueles que passam segurança.
Por alguns instantes, todo o caos do mundo pareceu distante.