[nome] kaitetsu já estava a meses na escola jujutsu, mas certo dia seu sensei Gojo a agraciou com a presença de megumi o 'seu calouro', a mesma aos poucos foi se interessando pelo mais velho o que deu incio ao romance, porém o pai da kaitetsu não go...
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Pov [nome] kaitetsu:
Estávamos os quatro no carro, junto com Ijichi, que explicava a missão. Era uma escola com uma maldição de nível 4; duas crianças haviam sumido lá depois de irem buscar uma bola que caiu sem querer.
Ao descer do carro, Ijichi abriu a cortina e entramos na escola. Nos dividimos em duplas, porque poderia haver mais de uma maldição — era um lugar abandonado e, aparentemente, apenas de níveis baixos. Eu e Megumi fomos para um lado; Nobara e Yuji, para o outro.
Enquanto andava com Fushiguro, o silêncio era total. Eu não falava nada — e muito menos ele. Em missões eu odiava ficar em dupla com ele; sempre tinha medo de que acontecesse de novo aquilo que aconteceu meses atrás.
— Aconteceu alguma coisa? — Megumi perguntou, vendo-me parada no mesmo lugar.
— Nada. Só estou sentindo a maldição por perto.
Nos preparamos. Fushiguro fez um de seus sinais e invocou um de seus shikigamis, o nue. Assim que a maldição apareceu, o nue ficou de guarda enquanto nós seguíamos em busca das crianças.
Ao entrar em uma sala, vi uma das crianças rastejando, com a perna sangrando, tentando escapar de uma maldição que a perseguia.
— Fushiguro, achei uma das crianças! — gritei para ele, que estava do outro lado. — Kuroi Akuma — Okami.
Meu lobo apareceu e foi em direção à maldição, rasgando-a. Peguei a criança no colo e saí de lá o mais rápido possível.
— Fushiguro, ele está machucado — falei, mostrando a perna. — Leva ele para fora que eu vou encontrar o Yuji e a Nobara.
— E deixar você sozinha numa escola cheia de maldição? Nunca.
— Acha que eu sou fraca? — olhei-o nos olhos. — Aqui só tem maldições de nível baixo. Não tem com o que se preocupar.
— Não... — ele pensou um pouco antes de continuar. Eu já sabia muito bem aonde ele queria chegar. — Mas não quero te deixar sozinha.
— Então invoca um de seus shikigamis e encontra os dois o mais rápido possível — insisti —. A criança está perdendo muito sangue.
Antes que Fushiguro respondesse, rasguei metade da minha saia e amarrei na perna do menino para estancar o sangramento. Logo Megumi invocou um de seus cães e encontramos Yuji e Nobara; eles haviam achado a outra criança. Saímos assim que a cortina foi desfeita.
Voltamos ao carro e levamos as crianças para o hospital. De volta à escola, quase não falamos; cada um seguiu para seu dormitório.
Enquanto eu estava sentada na cama, penteando os cabelos, a porta do meu quarto foi aberta por Fushiguro. Ele trancou a porta e olhou-me fundo nos olhos.
— Agora vamos ter a conversa que não tivemos há meses, [Nome] Kaitetsu.
— Megumi, hoje não, por favor — disse, soltando a escova.
— Não vou deixar essa conversa para depois. Vai ser hoje, agora.
A cada palavra, ele chegava mais perto, até ficar parado diante de mim.
— Eu lembro de cada coisa daquele dia. Lembro dos últimos beijos e lembro que horas depois você quase morreu. Lembro de você ter me afastado para me tirar daquele lugar. Lembro do quanto você se afastou de mim: não me olhava mais nos olhos, não vinha ao meu quarto, não me beijava, não me abraçava — nem sequer falava comigo, com medo de se machucar. — Fushiguro raramente conversava sobre sentimentos; não era de se mostrar frágil. Mas agora seus olhos estavam marejados.
— Megumi, tudo que eu fiz, fiz para o seu bem. As coisas estavam complicadas e eu só queria te ver vivo.
— Para o meu bem? Quase morrer no meu lugar e, depois, se afastar de mim? — a voz dele falhou. — Você sabia o quanto eu era apaixonado por você. Qualquer coisa que acontecia com você me deixava mal. Fiz de tudo para entender seus motivos, mas não consegui. Você diz que foi pelo meu bem, enquanto só pensava em si mesma — em não se magoar — e acabou me magoando.
Aquelas palavras cortavam. Aquele passado era tudo que eu queria esquecer.
— Puta que pariu, Fushiguro — respondi, já com as lágrimas caindo sem conseguir segurar —. Eu sei que te magoei, mas tenta entender: fui eu que te meti naquela enrascada. Você quase morreu por minha culpa. Eu não consigo ir a missões e ficar sozinha com você. Não consigo pensar “eu te amo” sem imaginar que, por estar ao meu lado, você pode morrer. Você não entende isso? Meu clã jamais permitiria.
— Você está pensando nos outros em vez de pensar na gente? No futuro que poderíamos ter? — ele disse, abrindo a porta. — Vou te dizer a mesma coisa que você me disse naquele dia: nunca vamos dar certo.
Quando Megumi saiu do quarto, o silêncio voltou a dominar o lugar. Lembrar que meu clã tentou matar Fushiguro só porque o pai dele era um Zenin, e que havia inimizade entre clãs, me doía. Meu pai queria me prometer a outra pessoa; se tivéssemos um relacionamento, eles tentariam matá-lo.
Eu tinha a melhor relação com meu pai e contava tudo a ele, mas quando revelei sobre Megumi, meu pai tentou matá-lo. Nunca mais o procurei — nem cheguei perto dele. Para mim, o clã Kaitetsu deixou de ser “meu” clã; eu não fazia parte.
Erradiquei tudo que vinha daquele lugar. Minhas prioridades passaram a ser pensar só em mim, como feiticeira, e mais nada.