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Pov [nome] kaitetsu:

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Pov [nome] kaitetsu:

— P-pai? — gaguejei, surpresa ao vê-lo parado à minha frente, e me levantei rápido. Meu olhar parou por um instante em Okasa, que estava encostado em um prédio desmoronado.

— [Nome], o que está fazendo aqui? — ele perguntou com sua típica expressão emburrada.

— Eu sou uma feiticeira!

— Você brinca de feiticeira nesta escola — o mais velho disse, cruzando os braços. — Está sendo inútil continuar aí, ainda mais com aquele rapaz.

— Estamos no meio de uma confusão e você quer vir me falar do Megumi?

— Se eu tiver que te lembrar sempre desse erro na sua vida, sim.

— Ele não é um erro na minha vida. A melhor coisa que me aconteceu foi conhecer o Megumi!

— Ele deve ser um traíra igual ao pai.

— Não compare o Fushiguro com o pai dele. As atitudes dos dois são completamente diferentes.

— Você já se perguntou alguma vez na vida por que eu odeio tanto ele? Ou é burra o suficiente pra achar que é só futilidade?

Eu realmente queria saber o motivo, mas não iria perguntar. Conhecendo-o, isso seria apenas um jogo para me colocar contra o Megumi ou tentar me fazer mudar de lado, como ele vinha fazendo há dias.

— Você o odeia por pura idiotice. Não gostou do pai e desconta essa raiva nele.

— Não fale desse jeito comigo, pirralha — ele disse, vindo até mim e segurando meu pulso. — Até agora você só me causou desgosto. Eu quero que você volte e cuide do clã.

— Eu não vou cuidar de merda nenhuma — murmurei, puxando meu braço, mas ele apertou ainda mais.

— Deixa a menina em paz — Kento falou, aproximando-se e puxando meu braço. — Vou ter que conversar quantas vezes sobre isso?

— É o destino dela. Ela não pode tentar mudar.

Meu coração estava disparado, e a raiva transbordava. Eu podia ver minha energia amaldiçoada escapando, mudando de cor.

— Por que seus olhos estão vermelhos? — ele perguntou, dando alguns passos para trás. — Não vai me dizer que… — ele pausou. — Você fez o ritual?

— E se fiz, o que isso importa? Eu já estou cansada desse papo de clã e dessa merda toda. Eu não vou assumir clã nenhum, eu não ligo pra isso! — as lágrimas desciam rápido pelo meu rosto; eu não conseguia conter a raiva. — Aproveita que vai ter um filho e faz ele assumir essa porra de clã!

Meu rosto virou bruscamente para o lado. Uma ardência forte queimou minha bochecha. Levei a mão ao local, sentindo o calor.

Ele… me deu um tapa?

— Lava essa boca quando for falar do lugar onde você cresceu. Lá você tinha tudo e é mal-agradecida. Seus treinos eram os melhores, e se não fosse por eles, você não saberia metade do que sabe hoje.

— Olha, se não fosse por mim, ela teria morrido nos treinos — Okasa falou, recebendo um olhar ameaçador dos dois. — Eu só quis dizer…

Minha raiva subia sem controle. Minha vontade era arrebentar a cara daquele velho ali mesmo, mas eu não conseguiria. Apesar dos treinos problemáticos, houve um dia em que ele foi meu ponto seguro.

As lágrimas escorriam sem parar. Eu posso só correr daqui e deixar todos para trás?

— [Nome], encontrei você! — ouvi a voz de Itadori enquanto ele corria até mim. — O que está havendo? Por que você tá chorando?

— Nada — respondi, limpando as lágrimas.

— Olha só, agora você está igual a esse monstro — meu pai voltou a falar. — Dois receptáculos de merda.

— Quem é esse velho aí e por que ele tá falando assim com você? — Yuji perguntou, cruzando os braços.

— É meu pai… — respondi, abaixando a cabeça.

Yuji me olhou surpreso, depois encarou meu pai com desprezo e começou a falar:

— Como pode pensar assim da própria filha? Como pode se meter na vida dela e fazer o que bem entende sem o consentimento dela? Ajudar os outros a fazer aquelas coisas horríveis que fizeram com ela… — ele baixou o olhar por um instante, depois voltou a encarar meu pai. — Se eu fosse você, sentiria orgulho dela. Pelas pessoas que salvou, incentivou e ajudou. Ao invés de ficar falando essa baboseira de assumir clã e se meter em quem ela ama.

— Quem você pensa que é pra falar comigo desse jeito, moleque? — ele retrucou, arrogante. Por um momento, eu tive esperança de que aquilo o tocasse… que ingenuidade. — Tudo o que fiz por essa egoísta foi pro bem dela, e ela não enxerga isso. Só quer saber do paizinho daquele assassino. Eu apoiava que eles ficassem juntos quando crescessem, mas ofereceram dinheiro pra aquele cara matar minha filha… e ele foi atrás.

Meus olhos se arregalaram.

Esse era o motivo?
Toji tentou me matar quando eu era um bebê?

Algumas coisas começaram a fazer sentido, mas Megumi não era igual a ele.

— O Megumi não tem nada a ver com o pai dele. Você não sabe metade das coisas que ele fez por ela, nem o quanto sempre tentou protegê-la. Você deveria respeitar o cara que salvou sua filha e que a ama.

Eu não respondia. Estava paralisada, em completo choque. Era isso tudo? Esse ódio inteiro? Ele nunca tentou conhecer o Megumi, saber quem ele é, como me trata. Ele deveria ficar feliz por mim, não tentar me destruir.

— Eu não quero saber de nenhum dos dois. Eles podem morrer que eu não ligo mais. [Nome] me provou que consegue ser ainda mais incompetente do que eu imaginava. Se você nunca mais usar o sobrenome Kaitetsu, fará um favor pra mim.

Aquilo foi a gota d’água.

Eu só sentia a raiva crescer, meu corpo queimando por dentro. Levantei a mão, apontando para Hurumi, mas Yuji segurou meu pulso com força, tentando me impedir. Ainda assim, o ódio falava mais alto.

Talvez eu me arrependa no futuro…
mas, pelo menos, minha vida finalmente ficará em paz.
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Oioi meu amores!

Tudo bem com vocês?

Talvez eu poste a outra fanfic antes de terminar essa, afinal já tem capítulos prontos e não me atrapalharia em nada

Bom, espero que gostem

Me desculpem qualquer erro ortográfico

Não esqueçam o voto ⭐

Até o próximo!

𝕱𝖊𝖎𝖙𝖎ç𝖔 𝖕𝖆𝖗𝖆 𝖔 𝖈𝖔𝖗𝖆çã𝖔-𝔐𝔢𝔤𝔲𝔪𝔦 Onde histórias criam vida. Descubra agora