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Pov [nome] kaitetsu:

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Pov [nome] kaitetsu:

A noite havia chegado. Kenjaku ainda tentava me convencer sobre o invocamento, mas sem sucesso. Eu sabia que, se fizesse o que eles queriam, acabaria morrendo.

Meu corpo estava fraco e dolorido. Em dois dias, eu não havia comido nem bebido nada. Minha boca estava seca, a visão turva. A porta se abriu, revelando o loiro. Revirei os olhos, já sabendo o que viria.

— Então, qual é a sua resposta? — ele perguntou, aproximando-se e retirando a faixa da minha boca.

— Talvez eu tenha pensado em uma resposta… talvez — falei, forçando um sorriso.

— É muito bom saber disso — Naoya disse, vitorioso.

— Porém, eu preciso saber de algo — murmurei, jogando a cabeça para trás. — Se eu aceitar, você vai me “proteger”?

— Tudo o que você quiser.

Sorri, pensando em como poderia fugir e se ainda tinha forças para correr ou lutar. Era tudo ou nada.

— Certo. Eu aceito.

— Que bom saber que você fez a escolha certa. Ao meu lado, você terá muito mais sucesso — disse, puxando uma chave do bolso. — À noite, nós saímos.

Naoya colocou a faixa novamente na minha boca, piscou para mim e saiu da sala. Revirei os olhos. Ele realmente acreditou que eu iria ceder e ficar com ele. Esse homem sonha demais em casar comigo.

Quebra de tempo

Okasa entrou no local com várias coisas nas mãos. Seu semblante estava calmo, e sua energia, serena. Seus passos até mim eram lentos e cuidadosos. O ruivo deixou uma maleta perto dos meus pés e colocou um saco sobre ela. Andou até a porta, fechou-a, e voltou.

Ele abriu a maleta de primeiros socorros, pegou água oxigenada e algodão, aproximando-se por trás de mim. Agachou-se perto das minhas mãos.

— Esses “espinhos” nas algemas perfuram seus pulsos e cortam sua energia amaldiçoada. Aposto que você já percebeu isso — sua voz era calma, quase mais suave que o toque do algodão em meus pulsos. — Você deve ter pensado: “Tenho energia amaldiçoada infinita, como não vou conseguir quebrar isso?”. Mas elas foram feitas para cortar qualquer energia, por mais forte que seja. E quanto mais você tenta usar, mais elas apertam. Você tentou várias vezes… por isso seus pulsos estão assim. Parece até que vão arrancar suas mãos fora.

Kento terminou de limpar os pulsos e passou para a minha frente, agora cuidando dos cortes nas minhas coxas. Por um segundo, percebi seu rosto roxo, com alguns machucados. Tentei perguntar o que havia acontecido, mas a faixa na minha boca me impediu.

— Naoya é meu irmão — continuou. — Ele me disse que tentaria casar com você e que você aceitou. Eu não acreditei. Eu sei que não sou o cara mais certo do mundo, passo longe disso… mas ele quer casar com você e, nesse meio tempo, nem veio te ajudar.

Sua voz carregava raiva.

— Nosso pai era aquele tipo de pessoa que tem um filho preferido, sabe? — ele continuou. — Colocava a gente em treinamentos absurdos, e quem perdia ainda apanhava depois. Te lembra alguém?

Revirei os olhos.

— Era tanta coisa naquela casa, com meu pai e meus irmãos, que eu fui obrigado a fugir. Fiquei no clã do seu pai, te conheci… ter você por perto me fez esquecer tudo de ruim. Quando prometemos nos casar quando crescêssemos, eu guardei essa promessa. Mas eu tive que ir embora. Meu pai e Naoya me acharam.

Suas palavras fizeram meus olhos se arregalarem. Fragmentos da minha infância passaram pela minha mente. Eu nunca havia parado para pensar que Kento era aquele amigo de infância que sempre cuidava de mim… e que eu sequer havia reconhecido.

— No começo, eu sentia ódio de você — ele continuou. — Achava que nós nos “amávamos” e que você tinha esquecido. Mas depois entendi. Você passava por tanta coisa… não teria tempo de lembrar.

Ele sorriu e pegou uma garrafa de água e um pouco de comida em um prato plástico. Aproximou-se de mim e retirou a faixa da minha boca.

— Você é muito forte. Uma pessoa normal não aguentaria nem dois dias aqui. Come, bebe… pra recuperar um pouco de energia. E não casa com ele. Fuja.

— Kento… — comecei, mas ele tapou minha boca rapidamente.

— Não fala. Come e bebe. Eu tenho que sair daqui.

Ele destampou a garrafa e me ajudou a beber até ficar pela metade. Depois, me deu comida, já que eu não conseguia me alimentar sozinha. Quando terminei, colocou a faixa novamente e deixou um selinho por cima dela. Juntou tudo e saiu.

Meu raciocínio estava lento, confuso, como se minha mente estivesse dando erro atrás de erro. O mundo era pequeno demais para tudo aquilo. Meu amigo de infância era Kento. O irmão dele, Naoya, queria casar comigo. Toji Fushiguro era melhor amigo do meu pai e odiava o Megumi. Os motivos? Eu não sabia.

Não tive tempo de pensar mais.

A porta foi escancarada novamente. Naoya entrou com um sorriso largo no rosto. Passou rapidamente para trás de mim e destrancou as algemas.

— Chegou a hora — disse, puxando minha mão em direção à porta. — Não vou explicar o caminho. Você conhece esse castelo como a palma da sua mão.

Seguimos com Naoya à frente. Seus passos apressados não perceberam que ele estava indo para um caminho sem saída. O palácio estava cheio de esculturas, sombras e tochas.

Aproveitei o momento.

Arranquei uma das tochas da parede e a acertei na nuca do Zenin, usando um pouco da minha energia amaldiçoada. A dor foi imediata, mas suportável.

Quando ele caiu desacordado no chão, corri em direção a uma das saídas que eu conhecia. Porém, acabei esbarrando em alguém e caí no chão.
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Oioi meus amores!!

Espero que gostem

Me desculpem qualquer erro ortográfico

Não esqueçam o voto ⭐

Até o próximo!!

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