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Pov megumi fushiguro:

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Pov megumi fushiguro:

Eu me recuperava do broto que havia cravado em mim; já estava bem o suficiente para comer. Sentei na cama e devorei uma fatia de pizza com Nobara e Itadori. Os dois tagarelavam sobre qualquer coisa — sobre Yuji, sobre Todo — e eu só ouvia, encarando a caixa de pizza.

— Pergunta, Megumi — Nobara murmurou, me olhando séria.

— Perguntar sobre o quê? — respondi, curioso.

— Sobre a [nome]. A gente sabe que você quer perguntar por ela.

Olhei para a coberta, desviando o olhar. — Ainda não consegui visitá-la. Queria poder ir lá.

— Se você consegue comer e andar, vai lá hoje e tira aquele Kento à ponta pés de lá de dentro. — ela insistiu.

— Eu não gostei desse cara. Ainda bem que ele vai sair da escola — Itadori falou, mordendo a pizza.

— Vai? — me animei de repente.

— Sim. Por motivos pessoais, ele disse.

Achei estranho. Tudo vindo daquele sujeito me cheirava a problema. Deitei de costas e resmunguei: — Tudo vindo desse cara é estranho.

— Você vai comer esse pedaço? Se não, eu pego — Nobara ofereceu, olhando a pizza.

— Pode pegar. Já estou cheio.

— Caramba, você é uma gulosa — Yuji riu, recebendo um olhar de ódio da Nobara.

— Quem é gulosa, brother? — Todo apareceu no meu quarto do nada, interrompendo a conversa. Yuji saiu correndo, gritando que não era “brother” de Aoi. Nobara e eu nem entendemos nada e acabamos rindo.

                          Quebra de tempo

Mais tarde, olhei pela janela do meu quarto enquanto o sol se punha. Meus pensamentos corriam para [nome], que ainda estava desacordada na enfermaria. Shoko disseram que, se Yuji tivesse se atrasado alguns minutos a mais, Kaitetsu poderia ter morrido — e que foi graças a ela concentrar energia no machucado que a situação não terminou pior. Suspirei, imaginando o que teria acontecido se ela não tivesse conseguido.

Levantei e fui para a enfermaria. Encontrei [nome] deitada, ainda dormindo, o rosto sereno — uma aparência quase tranquila que, estranhamente, me deixou menos apreensivo; talvez o corpo só estivesse exausto por ter gasto tanta energia amaldiçoada.

— Você deve ter lutado bem aquele dia. Yuji disse que a maldição já estava acabada — falei baixo, passando a mão no rosto dela. Pensei na dor que ela sentira com a perfuração no abdômen.

— Ela é linda até desacordada, né? — ouvi a voz de Kento, encostado no batente da porta, o sorriso dele sintético e irritante.

— Achei que você não vinha pra escola mais — respondi, com os dentes cerrados.

— Vou ficar mais alguns dias, para sua tristeza — ele falou, indiferente.

Senti a raiva subir. — O que você quer aqui? — cortei.

— Gojo quer ver se o “Meguminho” está melhor — ele respondeu, provocando.

Cerrei o punho e, sem pensar, esbarrei no ombro dele enquanto passava. — Ainda vou te descer a porrada, Okasa.

— Você pode tentar — retrucou ele, sorrindo de canto.

Segui em frente, até a sala do Gojo. Ele estava jogado no sofá, mexendo no celular, mas levantou a cabeça quando eu abri a porta.

— Megumi, como está? — perguntou.

— Bem, sensei. — respondi curto.

— E ela? Já acordou? — Gojo perguntou.

— Ainda não. — abaixei a cabeça. — Desculpa, sensei. Eu não consegui protegê-la naquele dia. Se quiser, eu coloco o Yuta pra vigiar.

Gojo se aproximou e bateu no meu ombro. — Você não tem culpa. A partir de agora, fique mais atento. Kento está ligado ao Hurumi; ele está infiltrado na escola a mando do pai dela.

As palavras caíram pesadas no meu peito. — Eu já desconfiava que aquele merdinha não era confiável. — fechei a mão, pronto quase para atacar.

— Eu quase o tirei da escola, mas pedi que ficasse mais um tempo pra eu vigiá-lo. — Gojo continuou, com um sorriso malicioso. — Inclusive, Hurumi prometeu a mão da [nome] para Okasa.

Senti o mundo rodar. — Vou acabar com esse cara — murmurei, a veia na testa pulsando. Gojo abriu um sorriso enorme.

— Tá sentindo ciúmes, hein? Da sua mulher— provocou, batendo palminhas.

— Ela não é minha mulher — sussurrei, ruborizando.

— O quê? Não tô ouvindo — Gojo gritou, fingindo não ouvir e fazendo biquinho. — Agora já era, você se quebrou, hihi.

Ignorei as provocações e voltei para a enfermaria. Sentei ao lado da maca e peguei a mão dela com cuidado.

— Quando você acordar, prometo levar você para todos os lugares que quiser. — sussurrei, levando a mão dela aos meus lábios e beijando a pele macia. — Acorda logo, por favor.

Fiquei ali mais um tempo, olhando o rosto sereno dela, prestes a sair, quando senti um aperto leve na minha mão. Olhei de volta, surpreso: [nome] tinha apertado a minha mão. Ela estava com os olhos fechados, mas o gesto foi claro. Senti o alívio me invadir.

Não sei se foi delírio da minha cabeça cansada, então ela apertou novamente, com um pouco mais de força. Um sorriso involuntário se abriu no meu rosto.

Kaitetsu ainda dormia, mas seu corpo reagia — sinal de que logo iria acordar. Um alívio imenso encheu o meu peito; finalmente pude descansar um pouco, sabendo que ela reagia e que acordaria a qualquer hora.

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Oioi meu amores!

Espero que gostem

Me desculpem qualquer erro ortográfico

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E até o próximo!

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