[nome] kaitetsu já estava a meses na escola jujutsu, mas certo dia seu sensei Gojo a agraciou com a presença de megumi o 'seu calouro', a mesma aos poucos foi se interessando pelo mais velho o que deu incio ao romance, porém o pai da kaitetsu não go...
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Pov [nome] kaitetsu:
Após a noite de ontem, voltei para o meu quarto sorridente. Voltar a ter contato com Megumi desbloqueava novas emoções em mim.
Fechei a porta do meu dormitório e vi que havia dois presentes em cima da cama. Um era de Gojo; pelo formato, parecia um quadro. Rasguei o papel de presente e corei violentamente. Como ele tinha isso? Escondi a moldura debaixo do meu travesseiro e resolvi ver o outro para tentar esquecer esse.
O presente vinha com um cartão: “Para você não achar que seu amado pai esqueceu do seu grande dia.” Virei a caixa e ela estava com um buraco aberto; alguns pelos brancos caíam de dentro dela.
— Ele me mandou um bicho dentro de uma caixa? — pensei, enquanto ficava branca.
Eu não sabia que animal era e muito menos onde estava. Se ele estivesse fora do meu quarto, eu poderia ter sérios problemas.
Comecei a vasculhar o local inteiro à procura do animal. Eu não sabia como ele era, só sabia que era branco e pequeno, pois a caixa não era muito grande. Após a falha de não encontrar o animal, me sentei na cama pensando onde ele poderia estar.
Algo peludo começou a se roçar nos meus pés, me dando um susto e fazendo com que eu recolhesse as pernas rapidamente. Olhei para baixo e era um filhote de gatinho. Peguei-o e comecei a fazer carinho; ele era tão lindo, mas eu não sabia se animais eram permitidos na escola.
Soltei o gato em cima da cama, coloquei uma roupa de sair, conversei com Nobara sobre o segredo do gato e o deixei em seu quarto enquanto eu saía.
E lá estava eu, cruzando os portões da vila dos Kaitetsu. Eu estava totalmente desconfortável e arrependida de ter saído da escola para vir aqui falar com meu pai. Estar nessa vila do meu clã que eu erradiquei, recebendo olhares de diversas pessoas, me deixava angustiada. Já fazia muito tempo que aqui não era mais minha “casa”; era apenas um lugar cheio de pessoas soberbas que faziam tudo o que queriam sem sofrer consequências, por ser um clã muito forte.
Assim que fiquei frente a frente com o palácio, pensei duas vezes se iria mesmo fazer isso e decidi recuar, mas parei ao escutar aquela voz atrás de mim.
— [Nome], filha, você veio visitar seu velho pai — ele falou, me dando um abraço, que não foi retribuído. — Entre, por favor.
Entramos pelo corredor da casa e chegamos a um tipo de saguão. Sentei-me na almofada, ficando frente a frente com o Kaitetsu mais velho.
— Recebeu o presente? — ele perguntou, acenando para uma das moças que trabalhava na casa.
— Recebi, mas você deveria ter me perguntado antes de mandar.
— Eu perguntei, mas provavelmente você jogou fora. Então resolvi mandar mesmo assim.
— Ah, mandou, é? — perguntei, ficando vermelha. — Você disse em uma carta que tinha um assunto de extrema importância. Espero que seja mesmo.
— Ah, isso mesmo. São três assuntos muito importantes.
— Pode começar — falei, pegando o chá que a moça entregava.
— Você fez 16. Daqui a dois anos já terá 18 e poderá assumir o clã. Você deveria aparecer mais por aqui para aprender tudo o que deve fazer.
— Eu não irei assumir esse clã. Sem chance.
— Você tem que assumir, é minha única herdeira de sangue puro.
— Não continue nesse assunto se você já tem uma resposta. Pode falar os outros.
— Puff — ele suspirou, fazendo uma cara de tacho. — Não sei se você vai gostar muito.
— O que é? Desembucha, que eu não tenho o dia todo.
— Eu vou me casar — o moreno falou, balançando as mãos incontrolavelmente.
— Quem é a louca? Digo… com quem?
Fiquei pensando em quem poderia ser essa moça tão desprovida de inteligência e amor-próprio. Depois de um tempo, me liguei nos casamentos arranjados e tudo mais. Com certeza era um desses.
— Bom, você ainda não pode saber.
— Sei. E a terceira notícia?
— Ela está grávida.
— Grávida?
— É, grávida. Buchada, prenha, nana nenê que a cuca vai pegar.
— Eu entendi, mas como?
— Você não vai querer que eu te explique como, né?
— Não, que nojo — murmurei, fazendo um barulho de refluxo. — Por que ele não vira seu herdeiro ou sua herdeira, sei lá?
— Eu quero um herdeiro de sangue puro, um feiticeiro dos mais fortes. Eu quero que seja você.
— Querer não é poder, né?
Ficamos a manhã inteira conversando, brigando e nos provocando. Posso dizer até que o dia estava interessante.
Agora Hurumi me mostrava algumas fotos minhas de quando eu era criança. Em várias delas, eu aparecia com um menino ruivo. Eu lembrava dele, mas não lembrava seu nome. Era meu “herói” de infância; ele me protegeu quando comecei a ver maldições e me prometeu que, quando ficássemos mais velhos, iríamos nos casar. Depois de um tempo, nunca mais o vi.
Olhando aquelas fotos, soltei um sorriso, pensando em como crianças não têm noção do futuro. Enquanto folheava o álbum, uma foto escondida caiu, mostrando meu pai e um homem musculoso, muito bonito — mas ele era tão parecido com alguém.
— Meu Deus… é a cara do Megumi — sussurrei, analisando a imagem.
Virei a foto e li o que estava escrito atrás: “Hurumi, quanto tempo. Soube que logo você terá uma filha. Espero que ela e Megumi possam ser grandes amigos. Ass.: Toji Fushiguro.”