[nome] kaitetsu já estava a meses na escola jujutsu, mas certo dia seu sensei Gojo a agraciou com a presença de megumi o 'seu calouro', a mesma aos poucos foi se interessando pelo mais velho o que deu incio ao romance, porém o pai da kaitetsu não go...
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Pov megumi fushiguro:
Eu andava com [nome] pela escola. Estávamos conversando sobre aprimoramento de energia e sobre como o intercâmbio estava tão perto — faltava pouco tempo. Mas logo o assunto mudou para um “sonho” da Kaitetsu.
— Mas foi tão real! Eu posso jurar que você entrou ontem no meu quarto.
— Foi só um sonho mesmo — falei, sorrindo para a azulada.
— Mas eu senti você me tocar… não foi um sonho.
— Foi um sonho.
— Não foi.
— Foi, não tenta discutir comigo. Como eu iria no seu quarto se eu estava dormindo no meu?
— Sonambulismo?
— Não viaja.
Eu mantinha um sorriso no rosto só por estar na presença dela. Era como nos velhos tempos. Mas, para a minha tristeza, o sorriso sumiu assim que Kento passou o braço pelo meu pescoço — e também pelo de [nome].
— E aí, seus lindos!
— Oi.
— Bom dia, Okasa.
— Posso andar com vocês? Se eu não estiver me intrometendo, é claro.
— Mas você tá — falei, tentando tirá-lo do meio, mas acabei recebendo um tapinha de [nome].
— Megumi! Gojo falou pra gente receber bem o calouro — a azulada disse, franzindo a testa. — Claro que pode.
Eu odeio esse jeito dela. Educada com todo mundo, sem nem perceber se a pessoa tem segundas intenções. Quando nos conhecemos foi igual — tão gentil, tão atenciosa, que eu não sabia lidar. Ela parecia perfeita, sem erros. Mas com o tempo… muita coisa nela mudou.
Suspirei fundo e me meti no meio dos dois, deixando cada um de um lado. O caminho inteiro, Okasa mais flertava com a Kaitetsu do que conversava, e ela nem percebia.
— Tchau, Okasa. Vou treinar com o Megumi — finalmente [nome] o dispensou.
— Não me chama de Okasa. Pode me chamar pelo primeiro nome — o ruivo sorriu e piscou pra ela, antes de sair andando.
— Blé, blé, blé… esse cara te quer e não sabe pedir — Nobara falou, vindo com Maki e Inumaki. — Salmão — o mesmo falou, concordando. — Ele só tá sendo educado. — Tão educado que até ciúmes o Megumi sentiu. — Okaka — ele concordou novamente.
Cerrei os olhos e virei o rosto. Não que eu fosse admitir que estava com ciúmes, mas… era tão perceptível assim?
Fingi que não ouvi mais nada e fui direto pro campo, logo sendo seguido por [nome], que começaria o treino comigo como de costume.
Quebra de tempo
Eu estava no meu dormitório, sem camisa e de calção, depois do banho, me encarando no espelho. Mas minha cabeça ainda estava presa nos treinos de hoje.
Enquanto eu lutava com [nome], aquele Kento não parava de olhar o corpo da azulada. Kaitetsu tinha um corpo gracioso e forte — quase artístico — e o uniforme de treino realçava cada curva. Aquele cara a comia com os olhos.
Na escola, nunca houve problema com as roupas das meninas, fossem decotadas ou não, desde que houvesse respeito. E [nome] amava isso — era vaidosa, segura, gostava de se cuidar, de se destacar. Talvez por isso se desse tão bem com Nobara.
Me aproximei do espelho e vi um roxo na costela. Provavelmente o soco que [nome] me deu.
E de tanto pensar nela, a porta do quarto se abriu. Lá estava ela, olhando direto pro hematoma.
— Fui eu que fiz isso? — perguntou, se aproximando. Neguei com a cabeça. — Foi bem onde eu te acertei com a energia amaldiçoada... — ela comentou, passando o dedo com cuidado no machucado, com uma expressão triste.
— Fica tranquila, não foi nada — falei, indo pra cama e pegando a camiseta pra vestir. — Tem certeza? Posso cuidar disso pra você. — Não precisa, tá tudo bem.
Sorri pra ela e peguei o controle da TV. Dei umas batidinhas ao meu lado, chamando [nome] pra sentar, e ela sentou. Conversamos sobre várias coisas, rimos vendo uns filmes de comédia… mas a noite foi chegando, e o sono também.
A Kaitetsu, deitada ao meu lado, já quase dormia. Eu não quis acordá-la, então deixei assim — e acabei pegando no sono junto.
No meio da noite, acordei com algo me apertando. Olhei pro lado e vi [nome] me abraçando, com os olhos pequenos de sono.
— Normalmente eu durmo abraçada no meu urso — ela murmurou, escondendo o rosto no meu pescoço — mas ele tá lá no meu quarto… vai ter que ser você.
Sorri, vendo a azulada já adormecendo de novo. Passei a mão nos cabelos dela, fazendo um cafuné leve, e agradeci em silêncio por aquele momento.
Meu coração batia rápido, tomado pela saudade de dormir assim com ela. O calor do corpo dela, o toque suave, o abraço apertado, a respiração calma e quente no meu pescoço… Eu só queria que o tempo parasse ali. Só pra aproveitar um pouco mais.