[nome] kaitetsu já estava a meses na escola jujutsu, mas certo dia seu sensei Gojo a agraciou com a presença de megumi o 'seu calouro', a mesma aos poucos foi se interessando pelo mais velho o que deu incio ao romance, porém o pai da kaitetsu não go...
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Pov narradora (autora):
Na manhã seguinte, todos estavam reunidos em uma das salas — todos, exceto [nome], que havia saído bem cedo, sem dizer para onde ia. O grupo conversava distraído sobre missões e planos futuros, até que a atenção de todos foi desviada para a porta. Gojo apareceu, entrando com um grande sorriso no rosto e os braços cheios de presentes.
— Isso é pra gente? — perguntou Nobara, com um sorriso de orelha a orelha.
— Hm? Claro que não. É pra [nome]. Hoje é aniversário dela. Vocês não sabiam? — respondeu Gojo, arqueando uma sobrancelha com fingida indignação.
O silêncio que tomou conta da sala foi quase cômico. Todos se entreolharam, pálidos, tentando disfarçar o constrangimento. Ninguém sabia que era aniversário dela. A azulada não costumava falar sobre si mesma, então... como poderiam saber?
Gojo suspirou dramaticamente. — Que amigos vocês são, hein?
Ele colocou os presentes em cima da mesa de centro, já tramando algo. Seu sorriso travesso era o prenúncio de confusão.
— Muito bem, turma. Está decidido. Vamos ter a Operação Festa Surpresa da [nome]! — anunciou, levantando o punho no ar e gritando como se fosse uma missão de vida ou morte.
— Ela não vai gostar de uma festa surpresa — murmurou Megumi, com seu tom sempre calmo.
— É melhor isso do que admitir que a gente nem sabia do aniversário dela — rebateu Nobara, cruzando os braços.
— Ou talvez ela não tenha falado justamente por não gostar de comemorações — comentou Itadori, pensativo, olhando para as próprias mãos.
— Salmão — completou Inumaki, concordando.
— Chega de conversa! — cortou Maki, já pegando um bloco de notas. — Vamos começar a planejar.
Logo todos se reuniram ao redor da mesa, fazendo um círculo improvisado. Após muita conversa — e algumas discussões no meio — decidiram as tarefas. Nobara, Gojo e Maki ficariam responsáveis pela decoração. Itadori e Inumaki sairiam para comprar as comidas. Panda convenceria o diretor a emprestar uma das chaves do salão. E, por fim, Megumi ficou encarregado de distrair a aniversariante até tudo ficar pronto.
Com o plano definido, o grupo se dispersou para cumprir suas missões.
Pov megumi fushiguro:
A escola parecia vazia demais. Caminhei pelos corredores em silêncio, até ouvir passos atrás de mim.
— Essa escola tá tão vazia... onde foi parar todo mundo? — perguntou Kaitetsu, se aproximando com o olhar curioso.
— Saíram — respondi rápido. — E acho que a gente devia fazer o mesmo, não concorda?
Ela arqueou uma sobrancelha, desconfiada, mas acabou concordando. Aproveitei a oportunidade para levá-la a alguns lugares. Se era pra distraí-la, que fosse de um jeito que a fizesse sorrir — como eu havia prometido a mim mesmo.
Primeiro fomos ao fliperama. Ri quando ela me venceu em quase todos os jogos, comemorando com um brilho divertido nos olhos. Depois, fomos ao shopping. Ela se encantou com cada vitrine, e em uma delas parou pra rir de um chapéu ridículo que me obrigou a experimentar. Agora, estávamos sentados na sorveteria. O clima estava leve — e, pela primeira vez em muito tempo, parecia que nada no mundo podia atrapalhar aquele momento.
Trocávamos olhares rápidos, mas intensos. O suficiente para reacender uma chama que, talvez, nunca tivesse se apagado. As bochechas de [nome] estavam coradas, os olhos brilhavam, e um sorriso genuíno iluminava seu rosto.
Ela ainda não estava totalmente entregue a mim, eu sabia. Mas dentro de mim crescia a vontade de reconquistar o que perdemos. Talvez eu estivesse indo rápido demais, mas depois das conversas com Gojo e Itadori, percebi que ela não tinha culpa de nada.
— Sabe, a gente devia sair mais vezes assim — disse ela, antes de dar uma colherada no sundae colorido.
— Depois daqui ainda tenho um último lugar pra te levar — respondi, e seus olhos brilharam instantaneamente.
— Obaaa! Mais um lugar pra passear!
Não consegui evitar um sorriso. Ela parecia uma criança que ganha o doce preferido. Meu coração batia mais rápido a cada olhar, a cada risada dela. Tudo em mim gritava pra beijá-la — um beijo simples, carinhoso, só pra mostrar o quanto eu sentia falta dela. Mas me contive. Talvez ainda não fosse o momento certo.
Depois da sorveteria, fomos até a praça. O céu estava pintado em tons alaranjados, e o sol se despedia lentamente no horizonte. Sentamos lado a lado num banco de madeira. Ela segurou minha mão e encostou a cabeça em meu ombro. Ficamos em silêncio, apenas ouvindo o som distante da cidade e o bater do coração um do outro.
Quando percebi, ela me encarava. Nossos olhares se encontraram — e, por um instante, o tempo pareceu parar. Ela se aproximou devagar. Eu podia sentir sua respiração, o leve toque de seus dedos, o calor que nos envolvia. Os olhos dela desciam para minha boca, depois voltavam para os meus. Meu coração disparava. Seria agora?
Quando a distância finalmente ia sumir, o toque do meu celular quebrou o encanto. Suspirei, frustrado, e atendi.
— Fushiguro? — era a voz animada de Gojo. — Tudo pronto. Pode voltar.
Guardei o celular no bolso, respirando fundo. Olhei para [nome], que ainda tinha um pequeno sorriso no rosto. Talvez o beijo tivesse que esperar… mas algo dentro de mim dizia que ainda haveria tempo.