•°Bern pov°•
Ando lentamente pelas ruas da minha cidade, o vento do inverno bate em meu rosto. Um fato sobre mim, eu odeio o inverno com todo o meu coração, não sei porque apenas o odeio, imagino que ele me odeie também, o tanto que eu já falei mal dele não tem como ele não me odiar também.
Começo a subir a montanha lentamente, o quanto mais perto eu chego do topo o vento vai ficando cada vez mais forte mas mesmo assim eu não me importo com ele e então tiro o meu capuz o jogando para trás, mostrando meu cabelo depois de muito tempo só o escondendo.
Chego no topo da montanha, respiro o ar frio que esta presente ali. Começo a pensar em tudo oque já passei e vivi, tudo oque já aconteceu na minha vida, foco nas coisas ruim as boas são quase inexistente então porque pensaria nelas sendo tão poucos momentos assim?
Tiro o meu casaco e o coloco na grama em cima da montanha, pego uma preta grande e coloco em cima da toca do casaco, olho para o horizonte o por do sol está se formando nele, o céu está ficando amarelo claro.
Um dia eu já sonhei em ser pedido em namoro ou até casamento no por do sol, o meu antigo eu nunca imaginaria que eu iria me matar bem no por do sol, podemos dizer que realizei o meu sonho ficcional mesmo que de um jeito diferente do que eu imaginava.
Lembro-me que uma carta está dentro do bolso do meu casaco, deixei nela meu endereço e nome, além de uma carta para cada pessoa que já me fez mal um dia.
Nome: Bernardo Rodrigues Lisboa.
Endereço: ***-*****-*** ***
Para mãe: Obrigado por sempre me lembrar que eu sou um inútil e um péssimo filho.
Para pai: Obrigado por me bater toda vez que eu tirava nota baixa e fazer meu corpo ficar cheio de cicatrizes.
Para meu irmão: Obrigado por fazer eu odiar o meu cabelo e assim o esconder ele sempre.
Para os meus colegas: Obrigado por me dar apelidos carinhosos como ponta de lápis e fantasma da turma.
Para os meus professores: Obrigado por me tocar e fazer assim com que eu sentisse nojo do meu próprio corpo.
Para o diretor: Obrigado por me ignorar e deixar eu sofrer bullying.
Obrigado a todos vocês por assim fazer eu me odiar tanto ao ponto de não me matar.
Me viro de costas para o penhasco e respiro um última vez antes de dar alguns passos para trás.
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°•Feuripe pov•°
Estou correndo em direção a montanha para ver o pôr do sol, quero pelo menos tentar ver o final dele lá de cima, eu amo ver o pôr do sol e hoje parece que ele vai ficar muito bonito então quero o ver.
Olho para a montanha e no mesmo momento que olho paraliso ao ver um garoto caindo lá de cima, ele próprio se derrubou pelo oque eu aconsigo ver, corro até o lugar que eu imagino que ele tenha caído, chego e pego ele tentando ver se ele pôr algum acaso está vivo.
Toco em sua cabeça e sinto algo molhado nela, a levanto e então vejo que o crânio dele faturou, mesmo não sendo nenhum especialista imagino que ele morreu na mesma hora quando caio e bateu na pedra aqui em baixo.
Respiro fundo pegando meu celular e digitando o número da ambulância, depois de apenas um doque ela atenda.
- Um garoto acabou de se jogar da montanha. - Falei com minha voz trêmula, a mulher pergunta pergunta algumas coisas. - Não o conheço apenas o vi caindo é a montanho do parque.
Respiro fundo e então começo a subir a montanha, pode ser que deixou suas coisas lá em cima ou uma carta e tals, esse tipo de pessoa costuma deixar cartas ou alguma coisa como seu endereço ou algo assim, sei lá na verdade.
Subo a montanha e consigo ver o final do por do sol, realmente não estou mais tão animado como antes com isso mas não tem oque eu fazer, chego no topo e então vejo um casaco, tiro a preta de cima dele e então começo a passar a mão pelos bolsos para ver se tem algo, consigo achar uma carta.
A abro com cuidado e começo a ler a mesma, então o nome do garoto é Bernardo, aqui tem o endereço dele e eu tenho certeza que não deveria ler os paras dele mas oque posso fazer? A curiosidade é maior.
Nossa...a vida dele era ruim mesmo em, por um lado eu entendo o porquê ele se matou mesmo que ainda não ache correto isso. Guardo a carta, escuto a ambulância saindo, nem percebi que ela tinha chegado começo a descer o moro.
Eu vou ir entregar isso para a família dele, no fundo estou com um pouco de raiva, uma pontada não vai matar mais ninguém certo? Porque não fazer então, ando para o endereço que está no papel e então quando chego bato na porta algumas vezes.
- Quem é você? - Um garoto abre a porta e logo fala isso.
- Esse casaco deve ser do seu irmão. - Pego o casaco o mostrando. - Parabéns vocês fuderam tanto a vida dele que ele se matou.
Apenas começo a andar para trás e então saio da varanda da casa, não me importo com a tristeza deles, não os conhecia mas só pela carta já dava de ver que são uns merdas com ele.
Derepente sinto algumas gotas caírem no meu corpo, ele chegou no céu e os anjos estão chorando pois mais uma alma pura chegou ao céu, lá ele vai ser feliz provavelmente e por algum motivo eu estou com vontade de conhecê-lo quando eu chegar no céu também.
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● 992 palavras ●
○ Aqui teu pedido, a história que eu fiz antes de dormi ficou bem melhor doque essa mas tudo certo.
○ Espero que tenham gostado.
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Ones Shorts. Creative Squad
FanfictionOnes shorts da creative squad. Maioria dos ones shorts serão enemies to lovers porque é meu gênero favorito mas terão outros gêneros também. Terá apenas os seguintes shipps: -Mendrux -Fern -Tonigon×Geleia -Chip×Onerb Terá apenas esses shipps p...
