Professora Tatiana, eu te odeio.|Fern+-|

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•°Bern pov°•

- ENZO ENTRA AGORA. - A professora Tati, de português gritou, bem em meu ouvido me fazendo estremecer e em seguida um um temor se espalhar por todo meu corpo.

A turma toda ficou em total silêncio por um momento enquanto a professora continuava a gritar com o Enzo. Que apenas foi sair para o recreio já que o sinal para dar início a ele acabou de bater. E então recebeu esse grito no qual foi bem em meu ouvido por eu está do lado da professora.

- Tá achando que está em sua casa é seu moleque? Acha que pode ir saindo da sala assim sem a minha autorização...

E ela continuou a xingar o Enzo junto com a nossa turma inteira por essa professora não saber quando apenas xingar uma pessoa errada e uma sala inteira por causa de uma pessoa errada. Me afasto o máximo que consigo ficando encostado em uma parede o mais afastado que conseguia dela.

As lágrimas ameaçaram cair mas quando sinto um toque em meu ombro eu guardo elas para mim, odeio chorar, ainda mais na frente de todos, sei muito bem que chorar é uma liberdade a mais para quando está triste, com raiva ou até mesmo quando está feliz mas mesmo assim eu odeio deixar que ela caíam na frente de outras pessoas, seja que for.

Olho de quanto de olho para o lado e então vejo o típico moletom do superman meio desbotado em meu lado, a mão em meu ombro começo a se mexer fazendo uma leve carícia nele enquanto Feuripe me envolveu com seu corpo parecendo querer abafar para mim o barulho dos gritos que ainda ecoavam pela sala.

Ele não disse nenhuma palavra, já me viu nessas crises vezes o suficiente para saber que falar qualquer coisa não vai resolver nada então apenas fica acariciando meu ombro e me dando um certo apoio emocional silencioso. Eu gosto do apoio que ele me dá, é muito reconfortante e confortável sentir ele.

- ENTÃO É POR ISSO. - A professora falou mais alto novamente, do mesmo volume que fez a última vez me fazendo estremecer novamente.

Fiquei em completo silencio sentindo todo meu corpo tremer mais, não por fora mas sim por dentro, sendo eu a única pessoa que realmente podia sentir ele. Nem mesmo Feuripe que está com o corpo colado ao meu consegue sentir esse tremor que acontece por toda a minha pele, dês dos meus pés até meus ombros.

- Me deixa sair... - Sussurrei alto o suficiente para Feuripe conseguir ouvir e ele se afastou visivelmente cauteloso.

Sem dizer mais nada fui me aproximando da porta sem ser visto pela professora e até mesmo pelos outros colegas de minha sala, estremeci quando ela deu mais um grito que agora, para mim, era só um grito mesmo, sem sentido ou palavras no meio dele. Esse foi o ponto final para uma lágrima cair de meu olho e eu dizer um basta em minha mente.

- Licença André. - Peço com a voz rouca e chorosa mas ele apenas se afastou.

Abri a porta saindo dela logo em seguida batendo nela e quanto seguro a minha mochila firme em minhas costas, apenas de sair da porta meu corpo já fica mais aliviado mesmo que ainda esteja tremendo e com a vontade de chorar preste a sair. Dou um passo para frente e de canto de olho vejo o amigo de Della parando em sua frente e voltando.

- A turma vai demorar sair porque a puta da professora tá prendendo todo mundo na sala. - Aviso e sem deixar o menino dizer alguma coisa volto a andar rápido.

Meus olhos passam rapidamente pelo rosto de todo mundo, meus dentes gravados em minha língua e meus punhos fechados fortemente, entro na cantina da escola mas apenas para passar dela e ir em direção ao parquinho das crianças que estava destruído mas dessa forma eu poderia ficar em um lugar mais silencioso.

Paro quando sinto dois passos passar por minha cintura e me puxar para trás me parando e virando para mim, a primeira coisa que vejo é o cabelo loiro que brilham na luz do sol deixando eles mais lindos, em seguida vejo seus olhos castanhos tão claros que parece branco brilhando em uma preocupação genuína.

- Tudo bem Bê? - Pergunto tocando em seu rosto e me encarando ainda com a expressão bem preocupada.

- Na medida do possível. - Respondi me aproximando mais e colocando minha cabeça no peito de Feuripe me escondendo no meio de seus braços. - Ela liberou todo mundo?

- Não, eu fugi também. - Respondeu e pude sentir uma risada nasal. - Se o certinho da turma vai se ferrar o amigo bagunçeiro não pode ficar de fora né.

- Com toda certeza não. - Respondi o olhando e um pequeno sorriso apareceu em meu rosto.

A dor de cabeça e o encomodo em meu ouvido não passaram mas pelo menos agora não estou com os gritos naquela mal comida em minha mente apenas com a voz suave de Feuripe dentro dela. Seu rosto brilhava junto de seu cabelo, olhos, sorriso, bochechas avermelhadas, todo seu rosto para ser exato.

- Que bom que tá bem. - Falou beijando a minha testa e me apertando no abraço.

- Amo teu abraço. - Falo "Não apenas ele como também você mesmo" Penso.

- Cê's sabe que vocês estão muito fudidos né? - Uma voz ao longe fala.

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● 923 palavras ●

○ E olha eu aqui novamente escrevendo para tirar a crise que tive dentro de mim. Bern sendo eu e Feuripe a alucinação da minha cabeça como sempre.

○ Espero que tenham gostado.

Ones Shorts. Creative SquadOnde histórias criam vida. Descubra agora