°•Bern pov•°
Estou no terraço da escola, encostado na grade de segurança apenas descansando da aula de matemática, sinceramente eu gosto de matemática está na minha lista de matérias favoritas mas quando faço muitas contas sem parar meu cérebro acaba meio que prifando podemos dizer assim, nem eu entendo.
A professora passou um exercício com 10 questões com vários tipos de contas diferentes que nos aprendemos nesse trimestre e eu quase surtei lá dentro da sala mesmo, minha mente parou de funcionar e eu estava errando até as coisas que sei de cor.
Eu amo a professora de matemática, ela explica de um jeito que eu entendo e com isso eu consigo fazer as contas com muita facilidade, até já fiz algumas aulas particulares para os meus amigos pois eles não conseguem entender o conteúdo com o jeito que ela explica, rápido demais eles dizem que é.
Escuto a porta se abrindo e então eu olho para cima vendo Feuripe correndo para um dos cantos do terraço, ele se encolhe e abraça as próprias pernas, consigo ouvir um choro se perdendo no ar, me levanto e vou até ele.
- Feuripe? - Chamo com a voz calma e me sento em sua frente, ele para de chorar alto e consigo ver que apertou mais as próprias pernas. - Porque tá chorando?
- Não é nada. - Ele levanta a cabeça e tenta dar um sorriso. - Só coisas da vida...
- Ninguém chora por nada. - Falei me aproximando dele, sei que odeia chorar por sempre querer se o alegre do grupo.
- Oque aconteceu? Alguém te fez algo ou apenas ficou com vontade de chorar? - Perguntei indo mais para perto dele, minha perna encosta em sua perna agora.
- Apenas deu vontade...e eu não consegui segurar... - Falou com a voz abafada por ter abaixado a cabeça novamente. - Bern...
- Sim?
- Se eu me matar alguém vai sentir a minha falta? - Falou me olhando, seu olhos diziam que ele realmente estava com dúvida.
- Você está pensando em se matar!? - Perguntei não conseguindo esconder a minha supresa com preocupação.
- É só uma dúvida... - Sua voz não era confiante, dava de sentir a dúvida na sua voz. - Alguém vai?
- Eu. - Falei sem pensar nenhum pouco, ele me olhou supreso. - Se você fizer isso eu vou sentir sua falta, além de seu pais e amigos mais próximos.
- Mas porque? Eu nem fui relevante na vida de vocês, apenas mais um... - Falou e vi ele apertando mais ainda a perna.
- Porque nós amamos você e não diga que não foi relevante porque você foi sim, pelo menos na minha. - Falei em um tom de voz confiante mesmo que ainda esteja em dúvida.
- Mas oque eu fiz? Porque sou relevante se nunca te ajudei nem nada? - Falou com uma mínima raiva na voz junto com tristeza.
- Quem disse que não? Você me ajudou no meu pior momento sem nem saber, você me fez rir e querer viver para continuar ao seu lado, Feuripe você foi a pessoa que mais me fez rir na vida. - Toquei em seu braço e fiz ele parar de apertar as próprias pernas. - Não diga que não é relevante em minha vida pois você é, você foi a pessoa que mais me ajudou, foi a pessoa que me acolheu quando eu achava está sozinho.
Vejo seus olhos se enchendo de lágrimas novamente e em um instante ele está me abraçando, retribuo o abraço fazendo carinho em suas costas, suas pernas se enrolam em minha cintura que nem uma criança faz com a mãe ou o pai quando está chorando, coisa que Feuripe está fazendo agora.
- Você é relevante na vida das pessoas Feu mesmo que não pareça, você é quem faz a pessoa rir em um dia ruim e a ajuda como conseguir. - Sussurrei em seu ouvido com a voz calma, ele despertou o abraço e se afastou um pouco de mim.
- Obrigado Bê, acho que eu precisava ouvir isso... - Falou limpando as lágrimas que ainda escorinham pela sua bochecha.
- Todos precisamos ouvir isso. - Falei e fui ajudar ele. - Até mesmo aquele que ajuda precisa ser ajudado as vezes, ninguém sabe como a vida de cada um está e se precisa de qualquer outra coisa pode ir na minha casa.
- Ok... - Ele me abraçou novamente por mais um tempinho. - Obrigado denovo...
- Por nada Feu. - Respondi e então ele saio de meu colo e se levantou, fiz o mesmo que ele. - Quer ir para sala?
- Pode ser né. - Falou sorrindo de verdade agora. - Mesmo que não queira realmente.
2 semanas depois.
Escuto a campainha da minha porta tocar, me pergunto quem estaria na minha casa as 3 da manhã, tô maratonando filmes de Natal já que hoje é sexta mas quando o 4 filme terminou escutei a campainha tocar e não posso apenas ignorar ela.
Levanto do sofá e vou em direção a porta, a destranco e sou no mesmo instante jogado para trás por alguém que não consegui ver, essa pessoa me abraçou e consigo ouvir o seu choro.
Abro meus olhos meio atordoado e então vejo os cabelos loiros de Feuripe em meu peitoral, suas mãos estão agarradas em minha camisa e por alguns segundos eu não sei oque fazer, suspiro retribuindo o abraço e depois de 2 minutos toco em seu rosto e faço ele me olhar.
- Oque foi Feu? - Perguntei tentando manter a minha voz calma. - Porque esta aqui tão tarde?
- Você disse que eu poderia ir na sua casa quando eu estivesse mal. - Sussurrou mas eu consegui ouvir. - Eu tava...com aqueles pensamentos denovo...não queria fazer algo que me arrepender-se depois.
- Uhu ok. - Resmunguei e então dei mais um suspiro pegando em sua pernas e o levantando.
Vejo seu rosto ficar vermelho e ele o esconde eu meu peitoral, sorriu e então vou até o sofá me sentado e o deixando em meu colo, parece está bem confortável já que ele nem reclamou disso.
- Quer me contar? - Perguntei tocando em seu rosto e fazendo um pequeno carinho nele.
- Eu só comecei a pensar coisas negativas novamente, que nem nunca vai me amar ou vão esquecer de mim alguma hora ou outra. - Falou "desenhando" em meu peito alguns símbolos com o dedo. - Só queria não pensar nisso...nem sei porque penso nisso.
- Pensamento negativos são mais comum que os positivos. - Falei deixando com que ele apenas ouvisse. - O cérebro humano está programado para detectar perigo e com isso as coisas negativas vêm mais a tona.
- Mas porque? - Perguntou me olhando de relance.
- Sobrevivência. - Respondi rápido. - Mas você tem esses pensamentos mais por se cobrar demais, se autocrítica sobre tudo.
- Eu não consigo controlar...
- Sei que não mas é necessário saber que não é bom para você, você é uma pessoa incrível e tem que ter em mente que é humano e pode errar, além de poder ter emoções. - Falei começando a fazer um cafune em sua cabeça. - Você se cobra demais Feufeu, precisa parar de fazer isso.
- Eu vou tentar mas não posso prometer que vou conseguir... - Falou me olhando e eu concordei apenas.
- Se você tentar já vai ser bom...eu vou te ajudar ao máximo com isso ok? Mas você tem que querer também. - Falei tocando em seu rosto.
- Ok. - Deitou em meu peitoral novamente e fechou os olhos. - Posso dormir aqui hoje?
- Pode. - Falei sorrindo bobo para ele e então comecei a fazer cafune em seu cabelos novamente. - Boa noite Feufeu.
- Boa noite Bê... - Falou se mexendo apenas um pouco e em questão de minutos dormiu, parecia relaxado e isso é bom.
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● 1277 palavras ●
○ Tô fazendo muito one sobre ajuda, acho que tô querendo sentir como é ser ajudada por pessoas reais e não imaginárias.
○ Espero que tenham gostado.
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Ones Shorts. Creative Squad
FanfictionOnes shorts da creative squad. Maioria dos ones shorts serão enemies to lovers porque é meu gênero favorito mas terão outros gêneros também. Terá apenas os seguintes shipps: -Mendrux -Fern -Tonigon×Geleia -Chip×Onerb Terá apenas esses shipps p...
