Sessão de estudos.PT2.|Mendrux|

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°•Mendrake pov•°

Jogo minha cabeça para trás fazendo ela bater no sofá não muito macio mas ele não faz uma dor muito forte se forma em minha cabeça. Olho para frente vendo o Drux com alguns cadernos no meio das pernas enquanto um lápis tocava em seus lábios. Se eu dizer que eu quero virar um lápis vocês acreditam?

- Já acabou? - Ele deixo o lápis no meio do caderno me olhando com aquele olhos de ametista de sempre.

- Acho que sim. - Falei pegando o caderno que estava no chão a minha frente e dando para ele. - Vê cê tá certo aí.

- Tá certo, tá errado, tá certo, tá certo, tá errado, tá certo. - Falou enquanto lia as questões e logo em seguida as respostas que eu tinha dado. - Que glória, tem mais questões certas do que erradas, realmente é um milagre.

- Vai se fuder também. - Falei revirando os olhos e cruzando os braços de uma forma engraçada imagino para Pedrux ter soltado uma pequena risada. - Mas então eu fui bem?

- Foi. - Falou me entregando o caderno novamente. - Quer que eu faça mais questões pra tu responder?

- Sinceramente tô com preguiça agora, tem algo pra comer? - Um sorriso se abriu em meu rosto e no mesmo tempo uma cara de tédio se formou no rosto de Pedrux.

- Denovo? Sério? Você só pediu para eu te ajudar porque é pobre e sabe que eu sou irmão do prefeito né? - Reclamou mas mesmo assim se levantou. - Vem vamos fazer uma pipoca pra nós comer.

- Eu pedi a sua ajuda porque você é o mais nerd daquela sala. - Falei me levantando e apenas ouso ele bufa mas imagino que tenha revirado os olhos. - Além de nerd e mal humorado, sei como virei ser amigo não.

- A porta tá aberta, cê quiser ir embora e continuar burro é só sair da minha casa e pronto. - Falou entrando na cozinha e pegando uma panela no armário de baixo da pia. - Pega o milho no armário aqui em cima por favor? Apuh colocou ali porque disse que eu tô comendo muita pipoca.

- Então essa é a parte boa de ter irmão baixinho. - Falei rindo e indo até ele me esticando para pegar o pacote de milho ali em cima.

Pedrux não tinha saído ainda e por reflexo segurei a sua cintura para me apoiar e assim subir mais um pouco. Nunca vi Apuh mas ele deve ser um gigante para conseguir colocar o pacote de milho lá em cima, senhor Cristo, e eu nem sou baixo para ter que ficar nas pontas dos pés.

- Pegou? - Perguntou e então soltei sua cintura e sem o responder dei o pacote para ele. - Pega o azeite naquele armário.

- Eu virei seu empregado? - Perguntei o olhando meio indignado mas mesmo assim fui pegar o azeite.

- Deveria já que tô a mais de um mês te ajudando a ficar pelo menos esperto em uma matéria. - Falou e mostrei a língua para ele o dando o aceite logo em seguida.

- Cê é chato em. - Falei me encostando no balcão novamente, sem dizer nada ele mostrou o dedo do meio para mim. - Sem graça você.

- Poderia fazer o favor de ficar quieto? Já tô ficando estressado. - Falou me olhando de canto de olho.

- Tá estressadinho é? - Falei tocando repentinas vezes em seu ombros e repetindo a frase milhares de vezes.

- Mendrake eu juro que se você não parar e jogo essa panela cheia de azeite quente em você e fico apenas olhando você agonizar de dor. - Falou em um tom baixo e frio fazendo eu o afastar. - Tá aqui podemos voltar agora.

- Como? Você tava com uma voz de assassino a 5 segundos atrás. - Falei novamente indignado mas ele apenas deu de ombros.

- Meu dom querido. - Falou em um tom de deboche e nos sentamos no chão novamente. - Me dá o caderno, vou fazer mais algumas questões.

- Tá certo. - Falei entregando o caderno para ele. - Posso fazer uma pergunta?

- Do nada isso. - Falou fechando o caderno e o marcando com o dedo e me olhando novamente. - Faz logo.

- Cê gosta de alguém? - Perguntei sentido meu rosto esquentar um tiquinho de nada mas imagino que ele não perceba já que a minha pele é mais escura.

- Gosto. - Falou abrindo o caderno novamente, mesmo que o tom tenha saído calmo consigo ver seu rosto vermelho. - E ocê?

- Também gosto. - Falei tentando soar como uma pessoa que não tenha acabado de descobrir que o garoto que ele gosta, possivelmente gosta de outro. - É quem só pra eu saber?

- Tá muito fofoqueiro pro meu gosto, trocou de corpo com o Nait por acaso? - Perguntou novamente como seu tom de deboche, apenas revirei os olhos. - Já deve saber que isso é um não vou te contar.

- Porque não? Somos amigos afinal? Só me diz se eu conheço, favorzinho. - Falei e agradeci por eu ter pensando antes de ficar de joelhos para ele. - Só uma dica de quem é.

- Meu Deus garoto, pra que essa curiosidade toda? - Falou jogando o caderno no chão novamente me olhando estressado. - Ele é da nossa turma e eu vou falar só isso.

- Não ajudou muito. - Falei e novamente me joguei contra o sofá. - Eu sou curioso Drux, fala aí quem é.

- É alguém que não é da sua conta. - Falou me olhando ainda estressado. - Já que você quer tanto que eu te conte porque você não conta?

- Porque eu deveria contar se você não conta? - Retrruquei a pergunta e ele revirou os olhos, pela 121 vez na semana.

- Se você contar eu conto. - Falou com um sorrisinho de quem não vai falar se eu contar. - Vai drakezinho conta.

- Que tal voltarmos a estudar? - Falei desviando do assunto e ele sorrio mais ainda e se aproximou.

- Tá desviando do assunto é? - Falou já na minha frente. - Cê realmente quer saber de quem eu gosto?

- Se eu tô perguntando é óbvio que quero né. - Falei e então vi ele se aproximar mais ainda.

Sem falar mais nada ele subiu em meu colo e juntou nossos lábios de puxando pela camisa. Durante o beijo minhas mãos foram para a sua cintura enquanto as suas saíram da minha camisa indo para o meu rosto, ele fez um pequeno carinho nas minhas bochechas com o dedão e então nós separamos. Ficamos nos encarando.

- Sabe de quem eu gosto agora. - Falou me encarando enquanto tentava regular sua respiração novamente. - E então, gosta de mim também?

- Jurava que você já sabia a minha resposta para vir tão confiante. - Falei o beijando mais um vez. - Gosto sim.

- Que bom cê não eu me matava. - Se encostou em meu peito, e eu toquei em suas costas com um choque bem visível em meu rosto. - É mentira não poderia abandonar o Apuh com o tarado do Lg.
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● 1161 palavras ●

○ Se ficou ruim é que uma criança veio me atrapalhar bem no meio da minha escrita e como tenho que ser educada tive que parar meu raciocínio para ouvir ela falar.

- Espero que tenham gostado.

Ones Shorts. Creative SquadOnde histórias criam vida. Descubra agora