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Acordei com os primeiros raios de sol entrando pela janela do meu quarto, iluminando suavemente o rosto de Rafe.

Ele estava completamente relaxado, respirando calmamente, com uma expressão tranquila que raramente eu via.

Por um momento, apenas fiquei ali, observando-o, sentindo meu peito se encher de amor.

Hoje é o aniversário dele, e eu queria que fosse perfeito.

- Ei, dorminhoco. - murmurei, cutucando seu ombro com um sorriso no rosto.

Ele resmungou algo inaudível e abriu os olhos lentamente, piscando algumas vezes antes de me olhar.

Assim que seus olhos encontram os meus, ele da um sorrisinho de leve.

Após segundos em silêncio apenas nos encarando, eu me levantei e me sentei em cima de Rafe, com uma perna de cada lado.

Seus sorriso fofo virou um sorriso malicioso o que me fez rir.

- Feliz aniversário! - eu disse de certa forma animada, inclinando-me para beija-lo.

Um beijo calmo, lento, mas apaixonado.

- Obrigada. - ele diz após o beijo.

Sorrio e lhe dou um selinho. Logo um beijo em sua bochecha, depois na outra e vou distribuindo alguns pelo seu pescoço e peitoral nu.

- Desse jeito eu quero fazer aniversário todo dia. - ele murmura.

- Não se acostuma em.

Quando eu termino de falar ele tenta se aproximar para me dar mais um beijo mas eu recuo para trás para provocá-lo.

Ele estreita os olhos enquanto me seguro para não rir.

- Não me testa princesa.

Dou de ombros e de repente, sem me dar tempo para reagir, ele se levanta e segurando meu pescoço com uma das mãos, ele me puxa para um beijo.

Dessa vez não consigo recuar e muito menos recusar ou parar esse beijo. Apenas me rendo completamente a ele.

Mal sabia ele que eu tinha tudo planejado para o resto do dia.

Ele não fazia ideia de que a noite terminaria com uma grande festa surpresa organizada por mim.

Mas até lá, o plano era simples: deixá-lo fazer o que quisesse pela manhã e aproveitar cada momento juntos.

- Então, o que você quer fazer?

Ele resmunga preguiçoso.

- Vai, é o seu dia! Você escolhe!

- A gente não pode ficar só deitado aqui por enquanto? - ele se joga para trás voltando a ficar deitado.

Rio e digo me deitando em cima dele:

- Se você insiste. Vamos ficar aqui. Mas depois a gente vai sair para almoçar e não quero nem saber!

Ele só assente e me abraça.

Ficamos um tempo ali deitados conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Ele me contou histórias engraçadas da infância, algumas das quais eu já tinha ouvido antes, mas que ainda me faziam rir.

- Você tinha que ver a cara do Topper quando eu caí do telhado naquela vez. Ele achou que eu tinha morrido.

- E você provavelmente achou hilário, né? - perguntei, rindo.

- Claro! Eu estava bem, afinal.

Conversamos sobre planos futuros, sonhos e até sobre as pequenas coisas do dia a dia. Momentos como aquele me lembravam que, além de ser meu namorado, Rafe era também meu melhor amigo.

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