36. Sem Medo, Sem Barreiras

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A cidade se desenhava diante dos meus olhos através da janela do carro de Ian, as luzes refletindo no vidro enquanto percorríamos as ruas de Boston. O rádio tocava uma melodia suave, mas minha mente estava longe dali.

Meu coração ainda batia forte contra o peito. Tudo parecia tão intenso, tão surreal. Eu estava indo para a casa dele. Para a cobertura dele.

Depois de tudo que passamos. Depois de todas as idas e vindas, todas as feridas e promessas quebradas... eu estava voltando para ele.

Me virei um pouco no banco, observando Ian. Os olhos azuis brilhavam sob as luzes da cidade, suas mãos firmes no volante, o maxilar tenso. Ele parecia tão perdido nos próprios pensamentos quanto eu.

— Está cansada, Scar? — A voz dele saiu suave, cheia de cuidado.

Respirei fundo, sentindo o calor da mão dele sobre a minha.

— Não quero dormir agora.

O canto da boca dele se ergueu levemente.

— Isso é bom. Porque eu quero conversar com você.

Meus dedos se entrelaçaram nos dele.

— Sobre o quê?

Ele desviou o olhar da estrada por um instante e me encarou. Havia tanta emoção ali.

— Sobre nós. Sobre tudo que eu preciso te dizer.

Antes que eu pudesse responder, o carro desacelerou em frente a um prédio imponente, de arquitetura moderna e imaculada. O Four Seasons Private Residences.

Meu estômago revirou.

— Ian... isso é a sua casa?

Ele sorriu de lado e saiu do carro, vindo abrir a porta para mim.

— Sim.

Minha mente ainda processava enquanto ele pegava minha mão e me guiava para dentro do edifício. O saguão era luxuoso, com mármore polido, iluminação indireta e um aroma sofisticado no ar. Ian passou direto pelo segurança e me levou até o elevador privativo.

Meu coração batia descompassado.

Quando as portas se abriram no último andar, eu prendi a respiração.

A cobertura era gigantesca. O espaço aberto tinha paredes de vidro do chão ao teto, revelando uma vista panorâmica espetacular de Boston à noite. O teto alto e as luminárias elegantes criavam um ambiente sofisticado, enquanto os móveis de design minimalista traziam aconchego.

Mas o que realmente me tirou o ar foi o terraço.

Uma piscina infinita refletia as luzes da cidade, e ao lado, um lounge ao ar livre exalava elegância. Tudo ali parecia saído de um sonho.

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