"Eu havia imaginado aquele momento diversas vezes, tantas que eu mal pude contar depois que todos os dedos dos pés e das mãos já haviam marcado o número necessário e provavelmente o número aceitável para alguém sonhar com o homem que já fora tudo pa...
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Minhas pernas estavam entrelaçadas com as de Ian. Deitados na cama, agarrados um no outro, descansando depois de um sexo maluco. Fazia um mês que eu e Ian estávamos nessa, de sempre que nos encontrarmos fingir que nada havia acontecido e sempre que estávamos sozinhos tentarmos nos tocar - ele mais do que eu.
Depois daquele dia na festa de Travis Sanders, Ian se tornou possessivo comigo e carinhoso. Ele se surpreendeu naquela noite quando eu disse que era virgem e depois de muita conversa sem pé e nem cabeça, transamos. No outro dia, eu achei que ele fosse fingir que nem me conhecia, mas ele veio falar comigo logo antes do primeiro tempo, pegando a mim e ao Charlie de surpresa.
Não que todo mundo soubesse... na verdade, ninguém sabia.
Deitada com a cabeça em seu peito sentindo seu coração bater, fechei os olhos e me permiti saborear aquele momento. Era bom estar com ele, era simples e prazeroso também. A gente se entendia... nossos corpos se entendiam, nossos lábios se entendiam. Mas eu não queria ser só mais uma para ele. Não queria que ele achasse que podia ficar comigo quando quisesse sem se importar com o depois, porque eu queria um depois. Será que era demais? Será que eu era idiota de achar que ele também queria um depois comigo?
- Ian? - minha voz estava mais rouca do que eu imaginava.
- Hmm - dei um risada com a tentativa patética dele de falar. Ele riu logo depois que comecei. - Adoro sua risada.
Eu tinha que me acostumar com isso. Os elogios dele ainda faziam meu estômago parecer que estava com borboletas dentro.
- O que nós temos? - não demorei muito para perguntar, sabia que se fizesse isso, eu e ele não demoraríamos a começar a nos beijar de novo e recomeçar nossa bagunça na minha cama. - Nós... bom... você não me pediu em... sabe... namoro... Não que eu esteja falando disso, quer dizer, pedindo... eu... ah, Ian! Me ajuda!
Ian se endireitou embaixo de mim e eu me levantei de cima dele, me enrolando desajeitadamente nos lençóis enquanto Ian se sentava na cama, ao meu lado.
- Scar... - Ninguém me chamava assim, só Ian. Aquilo se tornou seu apelido para mim e eu adorava. Mesmo que outra pessoa um dia me chamasse de Scar, não seria a mesma coisa. Tudo era diferente com Ian. Tudo. E isso me assustava tanto quanto me fazia feliz. - Eu não sei o que temos, na verdade. Eu gosto do que fazemos... é bom com você, é... é diferente.
- Diferente como?
- Diferente bom. Não é o suficiente pra você? - ele deu um sorriso fraco. - A gente se da bem, a gente se entende. Isso... isso é o suficiente pra mim.
- Mas não é pra mim. Eu... eu nunca fiz isso. Esse... esse sexo casual que você está acostumado. Esperava pelo menos que você tivesse algo em mente para tentar me convencer a ficar só nisso. Mas olha só, você não tem - dei um sorriso debochado. Meu paraíso havia finalmente desmoronado e o pior era que eu já esperava por isso. - No final eu só servi pra isso, não foi?