"Eu havia imaginado aquele momento diversas vezes, tantas que eu mal pude contar depois que todos os dedos dos pés e das mãos já haviam marcado o número necessário e provavelmente o número aceitável para alguém sonhar com o homem que já fora tudo pa...
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O estádio estava em puro êxtase.
O barulho da torcida reverberava pelo Gillette Stadium, uma onda avassaladora de gritos, aplausos e emoção. O jogo estava nos últimos minutos, e Ian Wright, o homem que eu amava, o pai do meu filho, o coração e alma do Boston Celtics, havia voltado para o campo depois de uma lesão que deveria tê-lo tirado dali.
Mas ele não desistiu.
Porque ele nunca desiste.
O placar marcava 24 a 23.
O time adversário estava na frente por um ponto. E agora, essa era a última jogada.
Tudo ou nada.
Minha respiração ficou presa enquanto os jogadores se posicionavam. Ian estava no centro do campo, os olhos azuis afiados como lâminas, observando o time adversário com a precisão de um predador.
O relógio marcava 30 segundos para o fim.
Essa era a chance definitiva.
— Vamos, Ian... — murmurei, apertando as mãos contra o peito.
O estádio prendeu a respiração quando o snap foi feito.
A bola voou para as mãos de Ian.
Os jogadores adversários correram para cima dele.
O tempo parecia desacelerar.
Ian recuou alguns passos, segurando a bola com firmeza. O campo estava uma zona de guerra, os jogadores lutando por espaço, bloqueando, empurrando, gritando. O relógio continuava contando.
25 segundos.
Ian encontrou um espaço. Ele lançou a bola.
Passe perfeito.
O recebedor pegou a bola no meio do campo e começou a correr como se sua vida dependesse disso. Os defensores adversários foram atrás dele, mas os bloqueadores de Boston abriram caminho.
O estádio explodiu.
Ele passou da linha de 40 jardas. Depois da linha de 30.
Mas então, um dos defensores conseguiu alcançá-lo e o derrubou antes que ele pudesse atravessar a linha da end zone.
Minha respiração falhou.
5 segundos para o final do jogo.
A bola estava a uma jarda do touchdown.
E o Boston Celtics tinha tempo para apenas mais uma jogada.
— Meu Deus... — sussurrei, sentindo meu coração quase pular para fora do peito.
O silêncio tomou conta do estádio.
Os jogadores de Boston se reuniram em volta de Ian, e eu via a determinação feroz nos olhos dele enquanto ele falava. Ele sabia o que fazer.