34. O Amor Que Nunca Se Apaga

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IAN

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IAN

O Massachusetts General Hospital nunca pareceu tão longe.

Eu não lembro de ter dirigido. Não lembro de ter passado pelos sinais, de ter freado nos cruzamentos ou de ter xingado os motoristas que estavam no meu caminho. Tudo o que eu sabia era que eu precisava chegar até ela.

Meu coração martelava no peito, meu estômago revirava, e a única coisa que ecoava na minha mente era a voz de Charlie ao telefone.

"Ela está grávida de você."

A frase queimou minha pele como fogo.

Scarlet. Grávida. Do meu filho.

E agora, ela estava nesse hospital.

Por um instante, senti meu peito apertar, a respiração falhar.

Não. Eu não podia perder mais um filho.

Não podia perder ela.

Acelerei.

                                   🏈🏈🏈🏈

Estacionei de qualquer jeito na frente do hospital, saindo do carro antes mesmo de desligá-lo completamente. O segurança gritou algo sobre não poder parar ali, mas eu não dava a mínima.

Corri para dentro do hospital, minhas mãos tremendo enquanto atravessava as portas automáticas.

O cheiro forte de antisséptico tomou minhas narinas. O ambiente era um contraste entre a urgência dos médicos e a frieza clínica do lugar.

Mas tudo ao meu redor era um borrão.

A única coisa que importava era Scarlet.

— Scarlet Evans. — Minha voz saiu urgente quando me aproximei da recepção. — Onde ela está?

A recepcionista, uma mulher de expressão cansada, olhou para mim por cima dos óculos.

— Qual o seu grau de parentesco?

— Eu sou... — o pai do bebê dela. O amor da vida dela. A porra do cara que não pode perdê-la de novo. — Engoli em seco. — Eu sou o pai do bebê. Scarlet é minha mulher.

A mulher estreitou os olhos e então verificou o sistema.

— Ela está no setor de emergência. Quarto 307.

Meu peito subiu e desceu rapidamente.

— Ela está bem?

A recepcionista hesitou.

— Ela está estável. Mas sedada.

O alívio bateu, mas foi rapidamente substituído por angústia.

Ela estava bem, mas não estava acordada.

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