41. O Maior Amor do Mundo

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9 MESES DEPOIS

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9 MESES DEPOIS

O quarto do hospital estava silencioso, exceto pelo som ritmado do monitor cardíaco e pela respiração tensa de Ian ao meu lado.

A dor era intensa.

Avassaladora.

Meu corpo inteiro tremia, suado e exausto, mas eu sabia que ainda não tinha acabado. O bebê ainda não tinha nascido.

Eu prendi a respiração quando uma nova contração rasgou meu corpo, e um gemido de dor escapou dos meus lábios.

— Scar, respira... — Ian sussurrou ao meu ouvido, segurando minha mão com força.

Seu polegar acariciava minha pele de forma tranquilizadora, mas nada conseguia tirar a dor que latejava em meu ventre.

— Eu não consigo... — sussurrei, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. — Ian... dói tanto...

Ele pressionou a testa contra a minha, sua respiração quente misturando-se à minha.

— Eu sei, meu amor. Mas você consegue. Você é a mulher mais forte que eu já conheci. Você já passou por tanta coisa... e agora está tão perto.

Minha visão estava embaçada pelo suor e pelo cansaço, mas quando olhei nos olhos azuis brilhantes dele, vi amor.

Vi fé em mim.

Ian limpou meu rosto com carinho e sorriu suavemente, mesmo que seu próprio semblante estivesse marcado pelo nervosismo.

— Você está quase lá, Scar. Nosso bebê está chegando.

Do lado de fora, eu sabia que todos estavam esperando.

Minha tia Cathy estava lá, a mulher que me criou quando meu pai não soube o que fazer.

Meu pai também estava.

Sim... meu pai.

Eu o perdoei. O passado não podia ser mudado, mas o futuro ainda estava em nossas mãos.

Os pais de Ian estavam ansiosos, Jennifer já chorando, e Eric, apesar de durão, não conseguia esconder o nervosismo.

Ryan e os jogadores do Boston Celtics estavam lá também.

Porque esse bebê não estava apenas chegando a mim e Ian...

Ele estava chegando para uma família inteira.

O médico se aproximou da cama, observando os monitores.

— Está na hora, Scarlet. Quando eu contar até três, você precisa fazer força, ok?

Minha respiração ficou presa na garganta. Meu corpo já estava no limite, mas eu sabia que não podia parar agora.

Ian segurou minha mão com mais força, seu polegar traçando círculos na minha pele, me ancorando à realidade.

— Estou aqui, amor. — Ele sussurrou.

A médica se posicionou.

— Um... dois... três!

Gritei quando empurrei com todas as forças que me restavam.

O suor escorria pela minha testa, meu corpo tremia.

— Você está indo bem, Scarlet! De novo!

Segurei a mão de Ian como se minha vida dependesse disso, e então...

Um choro preencheu a sala.

Meus olhos se arregalaram.

Minha respiração falhou.

E então, meu mundo mudou para sempre.

O som do choro era o som mais lindo que eu já ouvi.

Minha visão estava embaçada, mas quando vi o médico erguendo um menino pequeno, vermelho e perfeito, algo dentro de mim se quebrou.

Minha garganta travou.

As lágrimas vieram com tudo.

— Meu Deus... — Ian sussurrou, os olhos brilhando de emoção.

O bebê foi limpo e colocado delicadamente nos meus braços.

E então, tudo fez sentido.

Meu filho.

Nosso filho.

Ele era tão pequeno. Tão perfeito.

Sua pele rosada, os olhos fechados, a boquinha se abrindo e fechando enquanto ele choramingava baixinho contra mim.

Minha mão trêmula tocou seu rostinho, e um soluço escapou dos meus lábios.

— Oi, meu amor... — sussurrei, minha voz falhando pela emoção.

Ian passou a mão pelos cabelos, os olhos azuis brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto antes.

— Ele é... perfeito.

Minha respiração ainda estava descompassada, mas mesmo assim, ergui o olhar para Ian e perguntei baixinho:

— Quer segurá-lo?

Ian travou por um momento.

E então, sorriu.

— Sim.

Com todo cuidado do mundo, ele pegou nosso filho nos braços.

E naquele instante, vi o homem que eu amava mudar diante dos meus olhos.

Ian Wright, quarterback campeão, estrela da NFL, líder nato... estava completamente rendido ao pequeno ser que agora estava em seus braços.

Ele levou o bebê até os lábios e beijou sua testa suavemente.

— Você foi muito desejado, pequeno. — Sua voz era um sussurro carregado de amor. — Muito amado. E eu prometo... que você sempre será feliz com a nossa pequena grande família.

O bebê deu um gemidinho baixinho, e Ian riu, completamente apaixonado.

— Acho que ele já gosta de mim.

Sorri em meio às lágrimas.

— Claro que gosta. Você é o pai dele.

Ian se inclinou e me beijou.

Foi um beijo lento, terno, carregado de tudo o que compartilhamos, de tudo o que conquistamos, de tudo o que fomos e seremos.

E ali, no calor do abraço do homem que eu amava, observando nosso filho nos braços dele, soube que nunca mais faltaria nada.

Porque eu já tinha tudo.

Eu tinha minha família.

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