Sakura foi contrabandeada para uma casa de prostituição ,que lá a oferecera como um prémio por sua pureza e a venderão para quem der mais dinheiro para tela em sua cama .Ela só não contava que seu cliente iria lhe propor um contrato onde ela teria...
Acordei antes mesmo do despertador tocar.
O quarto ainda estava escuro, mas minha mente já estava desperta há muito tempo. Passei a mão pelo rosto e encarei o teto, soltando um suspiro pesado.
Eu não tinha dormido bem.
A imagem do dia anterior insistia em voltar.
Sakura.
Entrando no carro de Sasori.
Aquele ruivo.
A forma como ela parecia à vontade… aquilo não saía da minha cabeça.
Me levantei e fui direto ao banheiro. A água fria escorrendo pelo meu rosto ajudou a despertar o corpo, mas não acalmou meus pensamentos. Apoiei as mãos na pia e encarei meu reflexo no espelho.
Maxilar travado.
Olhar duro.
Irritado.
Eu não tinha motivo pra estar assim.
Mas estava.
Desci cedo para a cozinha. A casa ainda dormia. O silêncio era quase absoluto, quebrado só pelo som do relógio na parede.
Preparei um café, mas nem senti o gosto. Fiquei encostado na bancada, olhando pela janela, lembrando da cena.
Sakura entrando no carro de Sasori.
Tão próxima.
Natural demais.
Aquilo me incomodou mais do que deveria.
Desde quando eu me importava com quem ela andava?
Apertei a xícara com mais força.
Não era da minha conta.
Mas mesmo assim… parecia errado.
Passei a mão pelos cabelos e soltei o ar devagar. Eu não gostava de perder o controle das situações. E aquela estava escapando.
Quando ouvi o portão se abrir, soube que tinham chegado.
Fui para a sala e me sentei no sofá, ficando na parte mais escura. Apoiei os braços nos joelhos e entrelacei os dedos, esperando.
A porta se abriu.
Passos.
Vozes baixas.
Eles.
Observei por alguns segundos antes de falar, a voz saindo grave, firme, controlada:
— Posso saber por que chegaram tarde?
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*Obito*
Eu já estava deitado há um tempo, olhando pro teto, mas o sono simplesmente não vinha.
Quanto mais eu tentava não pensar… mais a imagem dela voltava.
A piscina.
O jeito que eu segurei ela.
O olhar confuso que ela me deu depois.
Passei a mão no rosto, frustrado.
Eu tinha passado dos limites. E o pior… na frente de todo mundo. Principalmente do meu amigo.
Soltei um suspiro longo e me sentei na cama. Não dava mais pra fingir que estava tudo normal.
Eu precisava me desculpar.
Levantei, passei a mão pelos cabelos e saí do quarto. O corredor estava silencioso, só a luz fraca das luminárias deixava o ambiente meio dourado.
Parei na frente da porta dela.
Meu coração começou a bater mais forte por um motivo que eu preferia não analisar.
Ergui a mão.
Hesitei.
E bati de leve.
— Sakura…? — chamei baixo.
Ouvi um som de passos leves lá dentro, depois o barulho da maçaneta.
A porta se abriu devagar.
E eu esqueci por dois segundos o que tinha vindo fazer.
Ela estava com um baby doll simples, clarinho, delicado, o tecido leve caindo suave sobre ela. O cabelo rosado estava solto, meio bagunçado, como se já estivesse pronta pra dormir. Não deixei de reparar o quanto isso me atraia.
Ela parecia… suave.
Bonita de um jeito que não chamava atenção de propósito.
Mas chamava.
Muito.
Desviei o olhar rápido, sentindo o rosto esquentar.
— Oi, Obito… aconteceu alguma coisa? — a voz dela saiu baixinha, meio sonolenta.
— Eu… — cocei a nuca, nervoso de um jeito que eu não ficava com ninguém — queria falar com você. Sobre mais cedo.
Ela piscou algumas vezes, como se lembrasse.
— Ah…
O silêncio ficou entre a gente por um segundo.
— Eu fui um idiota — soltei de uma vez. — Não devia ter feito aquilo. Não tenho direito nenhum de agir como se… — parei antes de terminar.
Ela me olhava com atenção, sem raiva.
Isso era pior.
— Eu só… perdi a noção. Mas não foi justo com você.
Ela mordeu levemente o lábio, pensativa.
— Eu fiquei surpresa… mas eu sei que você não fez por mal.
Aquilo tirou um peso do meu peito.
— Pra compensar… você aceita sair comigo amanhã à noite? — falei rápido antes de perder a coragem. — Nada demais. Só andar um pouco no shopping, conversar… normal.
Ela inclinou a cabeça, me analisando.
— Tipo… um pedido de desculpas?
— Tipo isso. — dei um meio sorriso.
Ela sorriu também.
E aquele sorriso… sempre me desmontava.
— Tá bom. Eu aceito.
Meu peito ficou leve de um jeito estranho.
— Sério?
— Uhum. Mas só se você parar de se culpar tanto.
Ri baixo.
— Vou tentar.
Ficamos nos olhando por um segundo a mais do que o necessário. O corredor parecia pequeno demais de repente.
— Boa noite, Sakura.
— Boa noite, Obito.
Ela fechou a porta devagar.
Fiquei parado ali por alguns segundos ainda, olhando pra madeira fechada.
E pela primeira vez naquele dia…
eu sorri de verdade.
Mas no fundo, uma dúvida ainda martelava.
Será que eu estava fazendo isso só pra me desculpar…
ou porque eu já estava me apaixonando por ela?