Sakura foi contrabandeada para uma casa de prostituição ,que lá a oferecera como um prémio por sua pureza e a venderão para quem der mais dinheiro para tela em sua cama .Ela só não contava que seu cliente iria lhe propor um contrato onde ela teria...
Sasuke tinha uma sensação estranha lhe corroendo por dentro. Assim que chegou em casa, foi direto para seu quarto.
Talvez aquela sensação tivesse começado mais cedo. Na escola, ele encontrou o motorista particular e estranhou sua presença ali. Ao questioná-lo, o homem disse que havia sido um pedido de Itachi a Chyo, e que estava entregando uma cesta que ela havia preparado.
Depois de ouvir isso, Sasuke decidiu confirmar suas suspeitas ao chegar na mansão. E teve a confirmação: os dois ainda não haviam chegado. Nenhum sinal de vida.
Tomou um banho rápido, colocou sua jaqueta de couro e foi direto para a garagem. Pegou as chaves da moto, ligou e deu partida.
O pressentimento só aumentava. As imagens de Itachi beijando a mão de Sakura nas escadas passavam como um flashback em sua mente. Aquilo o corroía.
Começou a pensar em possíveis lugares que o irmão frequentava, até que se lembrou do local favorito deles quando eram crianças. A mãe sempre levava os Uchihas ao parque para tomar ar puro e brincar um pouco.
Não tinha dúvidas. Itachi estava lá.
Mudou a direção e acelerou rumo ao parque. Sua moto parecia deslizar no asfalto. Sasuke só pensava em chegar logo. Queria saber por que o irmão levaria Sakura para um piquenique… e o que poderia estar acontecendo entre eles.
Incomodou-se com a possibilidade de ser um encontro. E que pudesse acontecer algo a mais.
Ao chegar, avistou o carro do irmão estacionado em frente ao parque. De longe, viu os cabelos rosados… e os longos cabelos de Itachi.
Sua suspeita estava certa.
Eles estavam em um encontro.
Desceu da moto, tirou o capacete e o apoiou nela. Se aproximou sorrateiramente. Nenhum dos dois percebeu sua presença.
Sasuke manteve uma distância segura para observar e ouvir. Se escondeu perto de uma árvore e escutou toda a conversa… até que seu irmão se declarou.
E a beijou.
O mais novo sentiu uma dor imensurável dentro de si. Era tão forte que parecia que estava sangrando por dentro ou perdendo o ar. Tudo ao redor sumiu. Só existia aquela cena.
Minutos depois, seu sangue esquentou. Seus punhos se fecharam. Sua respiração ficou pesada. Uma veia saltou em sua testa.
A dor virou raiva.
Ele não acreditava que o irmão também havia se envolvido com ela. Tudo por causa daquele plano maldito que eles mesmos tinham criado… todos, inclusive ele.
O que aconteceu depois foi surpreendente até para o próprio Sasuke.
Ele se virou.
E foi embora sem ser notado.
Colocou o capacete, subiu na moto e saiu em alta velocidade, quase derrapando na pista. Precisava esfriar a cabeça. Por mais que quisesse interromper aquele encontro… ele não fez.
As palavras de Itachi ecoavam em sua mente. Assim como a lembrança do beijo que fazia seu sangue ferver.
Em uma coisa o irmão tinha razão… existiam empecilhos. Coisas que podiam machucar Sakura… e a eles mesmos.
Mas por Sakura, Sasuke decidiu fazer como Itachi.
Esperar.
Não desistiria. Mas também não avançaria enquanto o contrato existisse.
Ele resolveria aquilo.
E seria ele quem assumiria Sakura no final.
Decidiu esfriar a cabeça em corridas naquela noite. Porque se voltasse para casa e visse Itachi… não se controlaria.
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Após o piquenique, eu e Itachi fomos direto para casa. Durante o caminho, eu não parava de pensar no nosso beijo. Foi maravilhoso… único. Tinha algo diferente nele, algo mais profundo. Não sabia explicar, só sabia que tinha sido muito bom.
E ainda tinha o fato de que ele foi tão compreensivo comigo. Meu coração disparava só de lembrar do que ele me disse.
Mas havia um porém.
Eu também nutria algo muito forte pelos outros integrantes da família Uchiha. Esse pensamento fez um gosto amargo subir pela minha garganta.
Por que isso tinha que acontecer comigo, Kami-Sama? Como eu vou resolver esse impasse no meu coração?
Como… que situação… por quê… e agora?
— Chegamos!
A voz de Itachi me tirou dos pensamentos. Eu nem tinha percebido o caminho passar.
— A-ah, eu nem percebi quando chegamos… — gaguejei.
— Eu imagino. Depois de um dia como hoje, é normal ficar assim. — Ele sorriu, mostrando aquelas covinhas que sempre me desarmavam.
— Vamos entrar.
— Primeiro as damas.
Abri a porta do carro, mas antes de sair, senti suas mãos tocarem meus ombros.
— Sakura… está tudo bem entre a gente?
Olhei para ele e sorri.
— Claro que está, Itachi. Melhor que isso não poderia ficar.
Ele sorriu de volta, e aquilo aqueceu meu peito.
Entramos na casa em silêncio, mas não era um silêncio ruim. Era como se tudo tivesse sido confirmado sem palavras.
Só que…
A casa estava escura.
Silenciosa demais.
Aquilo me deu um arrepio. Itachi também pareceu estranhar.
Nos aproximamos da sala para subir as escadas, quando uma voz surgiu da escuridão, vinda do sofá.