Resgate suas forças e se sinta bem

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- Ela está no hospital. - diz a Srta. Collins finalmente. Exalo o ar dos meus pulmões como se estivesse segurando a respiração por uns vinte minutos.

- Qual hospital? - pergunto tentando manter meu tom normal.

- Portland

Me levanto e pego as chaves do meu carro, meus pais não me impedem. Tomo finalmente a atitude que deveria ter feito desde que terminei com ela.

Seattle nunca esteve tão agitado, essa noite será longa. passei na casa da Bruna e peguei algumas roupas limpas para ela, seu edredom favorito, pois ela pode ter frio e o livro que estava aberto na sua cama. Coloquei em uma mochila, olho para a televisão ligada, ela estava assistindo Scream Queens antes de sair de casa. Desligo a TV e saio do apartamento, coloco o edredom no banco de trás do carro junto com a mochila, entro no carro e rezo para que ela fique bem.

Chego em Portland às 21:00, cheguei no hospital lá pelas dez da noite. Odeio esse trânsito.

Coloquei o capuz da minha jaqueta por causa da garoa e corri até o hospital.

Me informaram que ela estava na sala de emergência, com o coração a mil o que me restava era esperar.

Encontrei Lucy, provavelmente ela estava no carro também.

Seu rosto tem alguns cortes

- Teddy. - Lucy me abraça, fecho os olhos e respiro fundo.

- Hey hey, vai ficar tudo bem! - diz ela quando desmorono em seus braços, estou acabado, aperto forte ela no abraço e me permito chorar pela minha namorada.

- Sabe de alguma coisa? - pergunto com a voz rouca

- Parece que o pulmão entrou em colapso

- O que eu posso fazer por ela?

- Orar

Já passa da meia noite, estou na sala de espera com a Lucy.

- Tifanny teve uma perna amputada. - Lucy diz cabisbaixa - Me sinto culpada, eu dei a ideia de ir para a praia!

Se sinta culpada mesmo filha da puta

Me levanto e cambaleio pelo corredor do hospital igual um zumbi, vejo o Sr. Alex Collins chorando.

Vou até a recepcionista.

- Como está o estado dela? - pergunto. A mulher sabe de quem estou falando, não é por nada, mas a Bruna é a pessoa mais importante desse hospital.

Ela pega uma ficha e dá uma olhada

- Está na área de traumatologia. - ela me informa

- Obrigado. - falo e passo a mão pelo meu nariz

Às duas da manhã o hospital se encontrava vazio, Lucy havia ido descansar, Alex Collins levou a esposa e o filho para casa, os dois haviam chegado à uma da manhã.

Luto emocionalmente, encosto meu punho à minha boca e olho para baixo.

Ela vai voltar

Do jeito teimosa que é, ela vai voltar.

Ela não pode morrer sem saber o final de Scream Queens, ou sem ler o final do livro que peguei da sua cama, ela só tem 16 anos, ela é forte.

Minha cabeça se resume à flashbacks de suas risadas.

Levanto e ando até a recepcionista de novo.

- Como ela está? - pergunto mal reconhecendo minha voz

A moça pega no meu antebraço

- Filho, vá para a casa. Ela não vai se recuperar tão cedo. - diz ela.

- Não, minha namorada precisa de mim.

Foi aí que fui expulso do hospital.

Dormi em meu carro, no dia seguinte entrei por aquelas portas com o pensamento positivo.

- Teddy, ela está em recuperação. Quer falar com ela? - diz Alex sorrindo

Engasgo

- Ela está acordada?

- Ela ta em coma, está progredindo depressa, acreditamos que essa semana ela acorde

- Eu quero ver ela, por favor

Alex me leva até a UTI, Bruna tem um quarto só dela, é bonito mas deprimente.

- Teddy, Bruna. Bruna, Teddy. - diz Alex antes de nos deixar a sós.

Encosto o punho na boca contendo o choro, seu rosto está com alguns cortes, tem fios e monitores por todo o lado.

Vou para perto dela e pego na sua mão. Sinto uma eletricidade passar por nós.

Tiro o tubo de sua boca e lhe dou um selinho

Coloco novamente o tubo e ocupo a cadeira ao lado da maca sempre segurando sua mão

- Prefiro acreditar que você está dormindo. - sussurro

- Esses dois meses sem você foram os piores da minha vida

- Você deve estar se perguntando o que acontece em Scream Queens, bem, o Nick Jonas é o falsiane.

Limpo minhas lágrimas

- Eu trouxe isso aqui também

Levanto o livro A Culpa é das Estrelas.

Acaricio os nós de nossos dedos com o polegar

Abro o livro na parte que ela parou.

- "Augustus Waters morreu oito dias do seu pré-enterro, no Memorial, na... - quando leio a palavra UTI eu fecho o livro.

- Quer saber? Deixa pra lá.

- Você escutou a música que fiz para você?

- Por favor não me deixe

- Eu preciso muito de você

Afundo minha cabeça em seu pescoço e choro baixinho.

- Você é a minha loirinha

- Eu acho que me apaixonei por você - sussurro em seu ouvido e volto a chorar.

Sinto uma mão pequena acariciar minha cabeça.

Ted GreyOnde histórias criam vida. Descubra agora