Ela queria um submisso

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Sem pensar duas vezes abandonei a foto no chão que meu pai apanhou e teve a mesma reação que a minha, corri desesperado para meu quarto.

Preciso ver ela

Preciso saber que ela está bem e em segurança

Preciso dela!

Me atrapalhei ao abrir a porta, entrei com toda a velocidade e respirei o ar que segurei desde que vi aquela foto.

Ela estava com cara de sono, seus cabelos bagunçados davam um ar sexy mas não me excitei, apenas me aliviei.

- Você está chorando amor? - pergunta preocupada.

- São apenas suor masculino. - respondo e corro abraça-la que me recebe de braços abertos, inspirei seu doce cheiro agora misturado com um ar de sexo.

- O que foi querido?

- Você sempre estará salva quando estiver comigo. - prometo, ela me olha confusa.

- Por que você ta me dizendo isso?

- Ninguém nunca vai mexer com você - sussurro ainda envolvido emocionalmente.

- O que você está escondendo de mim amor?

- Não posso te contar! Não será bom para o bebê que você se estresse.

- Teddy, a polícia já chegou. - avisa minha mãe abrindo a porta do quarto e depois saindo.

Aff, que mania de não bater na porta desses Grey's viu!

- Polícia? Ah mas eu quero ver! - diz e do jeito teimosa que é não impeço, ela se levanta e eu endureço na hora.

- Que tal colocarmos uma roupa primeiro? - digo rindo, ela me mostra o dedo do meio e começa a pegar suas roupas do chão.

- Eu não foi me controlar com você desse jeito! - aviso quando ela inclina a bunda para mim para pegar a regata branca. Ela ri.

Isso não é engraçado!

Ao terminar de se vestir andamos de mãos dadas até a sala.

- Recebi uma caixa de alguém anônimo, dentro dessa caixa tinha isso. - explico e ando até a caixa, ela pega a foto do chão e franze as sobrancelhas, ela vira a carta e não demonstra sentimento algum ao ler a maldita frase.

- Eu... preciso ir para casa - diz simplesmente, meu pai me olha estranho.

- Eu não vou deixar você sozinha de jeito nenhum!

Ela me beija suavemente na frente de todos os policiais e delegados passando por nós.

Sua língua macia e pequena encontra a minha que está desesperada por ela. Chupo sua língua e a beijo como se quisesse fazer amor com a sua boca.

- Eu vou ficar bem - ela promete.

- Não! Você não está bem! Fique aqui comigo por favor

Ela está se segurando para não desmoronar na minha frente, ela quer parecer forte. Mas que porra!

- Sr. Grey acabamos de localizar as revistas, foi vendida para uma senhora. Localizamos o endereço e ela se nomeou como Elena Lincoln. - diz o delegado, a expressão de meu pai muda, ele sai de casa como um furacão e minha mãe vai atrás dele.

- Vão atrás dele! - peço, os policias se retiram sobrando apenas eu, Bruna e Phoebe.

- Aquilo não foi um acidente... - a Bruna murmura, se senta no sofá e põe a mão na barriga.

- Fica tranquila, ninguém vai machucar você, eu não vou deixar.

Começo a ligar os fatos, um maluco ameaçou o Thomas, agora ameaçou a minha princesa... o que virá a seguir?

- Por que seu pai saiu daqui tão bravo? - ela pergunta limpando as lágrimas.

- Eu... não sei

Já era de noite e eu não havia recebido nenhuma novidade, não permiti a Bruna ir embora, ela tem que entender que não pode ser forte toda a hora, e se ela tiver que desmoronar em cima de alguém, que seja em mim.

Ao ligar para meu pai estranhei seu tom de voz, estava mais autoritário do que o normal.

- A Elena confessou que foi ela quem enviou a foto. - ele disse com desprezo.

- Por que ela fez isso? - perguntei. Ta certo que essa Elena é maluca, mas precisava fazer isso por atenção?

- Ela queria um submisso. - ele responde.

Ted GreyOnde histórias criam vida. Descubra agora