Três

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Na manhã seguinte acordei primeiro que o Sebastian. Para ser sincera, eu mal havia dormido. Sabia bem que não deveria me importar com tais besteiras, mas era algo que mexia muito comigo. Essas pessoas falavam de algo que mal sabiam.

Meu celular estava cheio de mensagens. Dentre elas mensagens de amigos, familiares e de desconhecidos. Alguns me desejavam felicidades pelo casamento, outros mal sabiam que eu havia casado e com certeza só estavam sabendo pela bendita revista, os desconhecidos eram repórteres. Os amigos eu respondi e com felicidade os familiares foram informados que não eram boatos, sim eu estava grávida e feliz com o casamento. Não devia satisfações nem para mim mesma.

Tomei um banho rápido e coloquei meu vestido florido, havia decidido andar um pouco na praia.

Desci as escadas pronta para fazer algo para o café da manhã. Mas levei um susto quando vi a mesa pronta. Pelo que vi Sebastian estava no décimo terceiro sono e eu teria visto caso ele houvesse levantado.

Um rosto pálido se põe à minha frente e eu levo mais um susto.

— Bom dia Sra. Harris.

Acho que nunca vou me acostumar com as pessoas me chamando de "Sra. Harris" eu adorava tanto meu sobrenome.

— Ah... Bom dia. —sorrio para a mulher de cabelos escuros aparentando uns 50 anos.

— Senhor... —ela olha para o topo da escada e em seguida abaixa o rosto, eu sigo seu olhar.

Ela se vai tão rápido quanto apareceu.

E eu fico com a visão de Sebastian descendo devagar as escadas, sem camisa e com uma calça de moletom. Eu poderia cair com uma visão dessa... Minha boca chega à salivar com aquele abdômen esculpido de algum deus grego.

Dou as costas e caminho rápido até a mesa, pego uma fruta e fico observando a mesa. Panquecas,ovos, sanduiches, todo tipo de fruta, suco de laranja e eu acabo me apaixonando pelo croissant no canto da mesa. Mas então percebo que não devo sentar, há mais que dois lugares na mesa.

— Temos convidados? —pergunto enquanto o assisto colocar uma camisa preta.

— Seus pais e os meus.

— Ah... —meio que entristeço, porque realmente queria comer.

Ele ri. — Pode comer Alexssandra.

—Não eu... —estou de boca aberta para o croissant, não sei quem é mais gostoso ele ou o Sebastian. — Eu espero... —aperto minhas mãos uma na outra, me impedindo de pegar.

Ele fica ao meu lado e observa a mesa assim como eu.

Até que aponta para o croissant e me olha.

Eu sorrio e balanço a cabeça.

Ele pega e o direciona em direção à minha boca.

Eu mordo com um sorriso.

— Acordou melhor essa manhã? —pergunta me entregando o croissant.

— Aham... —isso está uma delicia...

— Se sentir fome, coma Alexssandra. Não mate meu filho de fome. —eu rio e ele fica sério. — Não é brincadeira. Você mal comeu ontem.

Reviro os olhos e me sento no sofá para acabar de me deliciar com o croissant de chocolate.

Nossos pais chegaram depois de um bom tempo. Fiquei entre as frutas e um copo de suco. Já não estava aguentando.

Parecia uma festa, todos entraram conversando e me pareciam bastante felizes. O que me fez ficar feliz também. Vi meu pai entrar conversando com o pai do Sebastian e relaxei minha cabeça em relação à tudo, ali soube que eu não havia estragado nada entre eles. Talvez por uns meses meu pai estivesse o evitando, mas não estava mais. Como havia dito, o problema entre nossas famílias não era algo bom, já bastava eu ter meus problemas com o Sebastian.

A Conveniência do CasamentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora