Epílogo

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O dia havia acabado de começar e eu já estava de pé. Acho que não consegui dormir de tanta ansiedade. Era cedo demais, mas de qualquer forma, eu sabia que a Elena iria acordar à qualquer momento. Então fui rápida no banho e coloquei um short e uma blusa simples, não tive tempo de ficar escolhendo a roupa na verdade, pude escutar a barulhinho que ela costumava fazer antes de chorar e eu rapidamente sai correndo para o quarto.

A ultima coisa que queríamos era que o Sebastian acordasse.

Acho que ela realmente chorou porque me viu. Fazendo drama.

— Shhh... —fiz baixinho colocando o dedo sobre a boca. — Está tudo bem meu amor... —ela já levantou os bracinhos para que eu a pegasse.

E não havia como negar àquela fofura.

— Bom dia meu amor... —mas acho que naquele dia ela não acordou com um bom humor, acho que em nenhum dia ela estava com bom humor.

O Sebastian dizia que aquilo ela havia puxado de mim.

Será?

Ela fez cara feia para mim, olhando ao redor, procurando algo, não sei, mas eu via na sua expressão que iria chorar à qualquer momento.

— Elena,não queremos acordar o papai,queremos? —piscou os olhinhos azuis para mim.

Peguei a chupeta rosa no canto do berço e coloquei em sua boca. Talvez fosse isso que ela procurava, porque os olhos cheios de lágrimas sumiram. Andei devagar pela casa, como se ele fosse acordar, talvez até fosse, porque sempre ficava atento para qualquer choro, geralmente era ele quem a pegava quando chorava, eu não tinha chance.

Bem agora sei o que a Elena procurava: o pai.

— Bem, seremos só eu e você hoje. —a coloquei na cadeirinha da cozinha, onde ela costumava ficar por um tempo até abrir o berreiro e ter que ficar nos nossos colos para comer. — O papai está dormindo. —enchi o bule com água e coloquei no fogo. — E não vamos acordá-lo porque é um dia especial, certo? —olhei para ela que parecia me escutar com atenção.

Linda, eu só não conseguia olhá-la e não sorrir. Com os cabelos curtos bagunçados e o pijama de bolinhas rosa que o Sebastian mal havia comprado e já colocou nela. Era ridículo, porque ele não parava de comprar coisas para mimar a Elena, claro, é nossa filha e queremos mimá-la, mas aquilo... Ele estava meio que passando dos limites, todo dia um brinquedo, um acessório, uma roupa... Se alguém fosse fazer aquilo, seria eu, mas eu via a quantidade de coisa que já tínhamos e não era necessário.

Desisto da água e a jogo na pia quando ela começa a chorar. Aquilo não iria dar certo. O Sebastian sabia como fazer aquela droga e quantas colher disso e daquilo.

A pego nos braços balançando de um lado para o outro, devagar, até chegarmos no quarto, deito na cama tentando não fazer barulho, mas a Elena já sabia onde estávamos e havia começado a se agitar.

Bem, pelo menos havia algo que eu sabia fazer: dar de mamar. Isso pode crer, eu faço bem e ao mesmo tempo torço para que aquela única ligação que eu parecia ter com ela, não acabasse muito cedo. Porque o Sebastian era tão melhor que eu e...

— Aaaii! —ele meio que grita e ri. — Mas que... —ele toca o topo da cabeça, onde a mão da Elena estava, enquanto deitada em meu colo.

Eu rio, porque deveria saber que ela não ficava quieta nem quando estava mamando.

Ele virou sorrindo.

— Já está acordada? —coçou os olhos.

— Estamos. —sorri.

A Conveniência do CasamentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora