Saímos do quarto após algumas horas, o Sebastian havia prometido ficar calado e não tentar conversar e deixá-la descansar. Ele cumpriu a promessa no fim de tudo, mas se recusou a sair quando o médico disse que seria preciso fazer alguns exames, precisei tirá-lo antes que ele começasse a brigar com o doutor.
Cruzou os braços no corredor e eu revirei os olhos para o comportamento dele, parecia uma criança. Aquilo era necessário se ele quisesse que ela ficasse bem.
Vimos a hora que os enfermeiros saíram com a maca enquanto ela dormia. Já não era necessário o aparelho respiratório, era um bom sinal. Sorri e acenei, como se ela fosse me ver.
Sebastian se pôs em pé, reto, como se estivesse de guarda. Mas não era necessário, não com tantos seguranças naquele hospital.
— Porque não vai falar com seus pais? Avisar?
— Não.
— Não?
— Quero estar aqui quando ela voltar.
— Vai demorar.
— Não ligo. —falou olhando para a porta por onde haviam a levado.
— Tudo bem... Então eu vou. —bati minhas mãos e em minhas coxas e arrumei meu cabelo.
Caminhei para aquela sala que eu odiava conhecer de cor o caminho. Passar pelas mesmas pessoas e dar "Oi". Mas naquele momento foi diferente, eu não dei um simples "Oi" completei com um "Como você está?" super animada com um sorriso no rosto, fiz o caminho quase saltitante e só parei quando observei a parte de dentro, as paredes da sala eram de vidro assim como a porta, mas eu não era vista.
Naquele dia estavam apenas a mãe do Sebastian e a Carmen. Com certeza os homens tinham algo para fazer. Havia dia que não havia ninguém, apenas o Sebastian, outros havia muita gente e era um certo caos. Acho que no dia anterior estavam apenas o pai do Sebastian e o Charles e o próprio Sebastian, claro. Eles intercalavam, os pais, o Sebastian nunca.
Andei mais um pouco até que elas me viram, estavam conversando até que abri a porta e seus rostos atentos viraram para mim.
E eu falei "Ela acordou!" tão alegre, mas elas demoraram para demonstrar reação. Não que já estivéssemos perdendo a esperança, mas... Ainda era difícil acreditar.
Carmen levantou ainda com os olhos perdidos e eu observei seus olhos se encherem de lágrimas e um sorriso brotar em sua boca. Atrás, Grace sorriu, juntando as mãos e as levando a boca apertada em um sorriso.
— Amanda... —Carmen falou devagar, sem acreditar.
— Ela está dormindo, mas acordou... Foi levada para fazer alguns exames e já falou, abriu os olhos e correspondeu quando o Sebastian apertou a mão dela. —sorrio ao lembrar da cena.
— Meu Deus... —ela sorriu, finalmente. — Quando posso vê-la? —ela caminhou rápido até mim.
— Em algumas horas, eu acho.
Ela me abraçou.
Tão de uma hora para outra. Tão carinhosamente. Tão amorosa. Como se fosse graças à mim que a Alexis havia acordado, mas era graças à todos nós... Que não havíamos perdido a fé.
— Isso é tão bom! —Grace exclamou, feliz.
Naquele momento parei para pensar um pouco. Na Grace e no Sebastian. Não estavam se dando bem e isso justificava o porquê dele não querer ir dar a notícia. Ele também não deixava que ela se aproximasse da Elena. Bem, era meio que difícil se aproximar dela, precisava da autorização dele e ele havia dado aquilo apenas para os Cardevon. Era uma tenção sem tamanho. Mas quem não havia se desentendido nesse tempo?!
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A Conveniência do Casamento
RomancePLÁGIO É CRIME COM A FORÇA DA LEI N° . 9.610/98 Alexssandra como todo mundo, sempre teve suas expectativas e suas metas, nada poderia pará-la, era esforçada e havia dedicado cinco anos de sua vida para fazer o curso que amava, para assim, conseguir...
