Fim de jogo
Já fazia aproximadamente cerca de meia hora que eu estava sentado na beira da ponte do parque Hudson apenas admirando a paisagem. A alguns minutos atrás havia recebido uma mensagem de Mitchel, dizendo que ele havia conseguido convencer Diggory a ir ao hospital. Ele disse que o médico havia constatado que Diggory estava com uma virose em estágio intermediário, mas que se ele tomasse os medicamentos receitados nos horários certos estaria cem por cento em poucos dias. A mensagem terminou com Mitchel dizendo que Diggory estava grato pela preocupação com a saúde dele e um breve pedido de desculpas por ele ser tão cabeça dura.
Após Saber que Diggory ficaria bem comecei a me sentir mais tranquilo. Porém, depois de tudo que havia ocorrido no treino daquele dia eu ainda estava muito perturbado e precisava de alguma forma colocar a cabeça no lugar e naquele momento não havia lugar melhor para estar.
O céu no central Park estava nublado e um vento frio soprava constantemente. O sol de fim de tarde brilhava timidamente entre as nuvens. As folhas alaranjadas das árvores caiam no lago em breves intervalos exatamente como uma ampulheta perdendo cada grão de areia indicando o fim de um tempo, naquele caso, o final da estação, sinal que em breve aquelas árvores estariam nuas de suas folhagens diante da chegada do inverno. Os dias de outono no central park costumavam ser assim, e eu, como se estivesse diante de um espetáculo, apreciava cada detalhe que eles podiam proporcionar aos meus olhos.
Pode parecer estranho para pessoas comuns, mas cada detalhe daquela cena me fazia lembrar de Sarah. O modo tímido como o sol brilhava por entre as nuvens, a graciosidade e a leveza com que as folhas caiam das árvores, tudo ao meu redor me fazia lembrar dela. E então foi ali, diante daquele momento que senti vontade de fazer algo que eu já não fazia a um bom tempo.
Geralmente quando eu decidia escrever algo eu sempre utilizava papel e caneta, pois gostava da sensação de transpor cada sentimento atraves de palavras, como se eu desenhasse cada uma delas sentindo sensações diferentes, porém como ali eu não tinha papel e nem mesmo uma caneta, não tive outra escolha a não ser escrever em meu celular, pois momentos inspiradores como aquele eram raros.
Abri o bloco de notas mas logo em seguida hesitei. Decidi então abrir minha caixa de mensagens. Encontrei a última mensagem que havia recebido de Sarah e então comecei a escrever na caixa de mensagem.
Tão bela como um dia de outono,
És tu divina criação,
Teus cabelos voam contra o vento,
Como as folhas voam pelo chão.
*
Teus olhos se revelam ao amanhecer,
Quando ainda perjura o sereno,
Permanecem até o entardecer,
E meu universo se torna pequeno.
*
O sol se esconde perante a tua beleza,
Pois teu brilho é mais reluzente,
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O Cara
Roman d'amourBrandon Fletcher é herdeiro de uma enorme fortuna. Além de um excelente quarterback e viver em uma mansão rodeado por carros de luxo, festas e garotas lindas, também possui uma aparência invejável. Se isso não fosse o bastante, ainda é extremamente...
