Capítulo Trinta e Dois

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O grande ''BD''


Sarah e eu fomos rindo durante todo o trajeto de volta. Havia contado para ela sobre a minha suposta fã e a proposta de casamento que ela havia me feito e ela riu, e também me contou que Carlos, o garoto que havia sonhado com os ninjas, havia perguntado a ela se ela não gostaria de ser a Helena dele, e disse que a protegeria de todos os ninjas que aparecessem.  Era inevitável não se contagiar com toda aquelas fantasias e tanto eu quanto ela havíamos adorado ter ído até a ong. Assim que estacionei na frente da casa de Sarah percebemos que Richard estava nos espiando pela janela.

-Ah, droga, meu pai chegou mais cedo hoje.

-Quer que eu vou la falar com ele?

-Não precisa, deixa comigo, melhor você ir pra casa, amanhã cedo você tem um jogo importante.

-Certo. E será que a minha fã numero um vai estar la para me apoiar?

-Não sei, da uma ligada la na ong acho que ela ainda deve estar acordada babando em alguma foto sua.- Disse ela rindo

-Idiota, eu estava falando de você.

Ela me encarou.

-E quem disse que sou sua fã? Você nem ao menos me subornou.

Eu ri.

-Vou ter que pedir para instalarem os canais de esporte na sua casa também?

-Não. Prefiro os canais de documentários. Saber como o universo e as coisas funcionam é bem mais interessante do que ver um monte de caras sem neurônios correndo atras de uma bola.

Olhei para ela.

-Sem neurônios?

-Não me culpe, são os esteriótipos à respeito do seu esporte. Quando você optou por ser jogador devia saber que essas definições vinham no pacote.

Encarei ela.

-Sai logo do meu carro.

Ela começou a rir, e eu também.

-Falando sério agora,-Disse ela- eu gostaria muito de ir com vocês até a Philadelphia amanhã para assistir o jogo, mas vou precisar ajudar Cindy com os preparativos finais do baile de outono que vai acontecer esse final de semana, e ela está numa fase difícil pois acabou de terminar o namoro e como eu já havia prometido ajudar ela, não posso deixar ela sozinha ou ela vai acabar inserindo os sentimentos dela nas coisas e a decoração do baile vai acabar sendo toda preta com corações partidos no meio.

-Ah, o baile. Com essa loucura do campeonato havia me esquecido.

-Você vai comigo.-disse ela.

Encarei-a.

-O que? E quem disse que quero ir com você? Um jogador sem neurônios como eu deveria seguir o padrão estereotipado pela sociedade e levar uma líder de torcida gostosona como acompanhante.

-Sim, mas você não vai fazer isso.

-Como pode ter tanta certeza?

-Por que você quando o assunto é garotas você é tipo um zumbi, que gosta das garotas pelo que elas tem na cabeça, e não no corpo.

Eu ri.

-Acho que é melhor você parar de assistir The Walking Dead, suas analogias estão ficando bem sinistras.

Ela sorriu.

-Não implique com meus seriados, eu não implico com seus quadrinhos bobos de super heróis.

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