Dizem que sou louca por não acreditar em felizes para sempre. Para mim, essa ideia nunca passou de um conto de fadas fabricado para iludir os incautos, e não me sinto nem um pouco culpada por não ceder a essa fantasia. A vida real é feita de desafio...
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— Hugo. Você combina bem com seu nome — Elogiei, sorrindo de leve.
Ele me olhou com um misto de surpresa e gratidão.
— Sério? — Sua voz era suave, quase um sussurro.
— Sim. — Respondi, mantendo o contato visual.
Ficamos ali por alguns momentos, nos encarando em silêncio.
— Você quer dançar? — Perguntou Hugo, levantando-se e estendendo as mãos em minha direção. — Você me ofereceu um drink e eu te ofereço uma dança.
— Claro! Por que não? — Aceitei prontamente seu convite, sentindo uma leve excitação.
Ele me conduziu gentilmente até a pista de dança. Fiz uma reverência de brincadeira, e ele imitou meu gesto com um sorriso. Segurei suas mãos enquanto ele colocava as mãos em minha cintura.
— Então, Hugo, de onde você é? Sei que não é daqui. — Perguntei, permitindo-me ser guiada na dança por ele.
— Eu não sou daqui e também não sou de Sky. — Respondeu ele, mantendo o ritmo da música com facilidade.
Enquanto dançávamos, percebi o jeito confiante de Hugo ao me conduzir pela pista, sua postura relaxada e seu olhar sincero. A música envolvente parecia criar uma bolha ao nosso redor, nos isolando do burburinho do resto da festa.
Fiquei impressionada. Desde que minha mãe destruiu o portal, não tivemos mais ataques nem tentativas de invasões. Nosso povo se fortaleceu e, de certa forma, a vida se tornou mais tranquila, embora um tanto monótona. Antes, qualquer um podia sair e entrar em SunFifth e MoonFifth somente através do portal, mas agora a normalidade se instalara. A falta de visitantes era notável, por isso a surpresa de ter alguém que claramente não pertencia a Sky. Hugo parecia um estranho de um mundo distante, trazendo consigo uma energia diferente e uma curiosidade palpável. Enquanto dançávamos, eu me perguntava o que o havia trazido até nós.
— De onde você é? — Perguntei, curiosa.
Hugo me girou com graça antes de responder, com um sorriso nos lábios:
— Sou de Colorado, uma cidadezinha em Constança.
— Constança? Sempre quis conhecer. — Admiti, sentindo-me intrigada.
— Você adoraria lá — Respondeu com confiança.
— Certamente que sim — Concordei, mantendo o ritmo da dança. — E o que te trouxe aqui, caro Hugo? Ou é um segredo? — Perguntei provocando-o de leve.
Hugo apenas sorriu, me girando novamente antes de responder: "Um favor a um grande amigo."
— E que favor é esse? — Não consegui conter minha curiosidade, tentando ler sua expressão.