Capítulo 6

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Estou encolhida na banheira, completamente vestida, deixando a água morna envolver meu corpo enquanto Erik se posiciona ao meu lado na sala de banhos

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Estou encolhida na banheira, completamente vestida, deixando a água morna envolver meu corpo enquanto Erik se posiciona ao meu lado na sala de banhos. Suas mangas estão cuidadosamente arregaçadas, revelando os músculos tensos de seus antebraços. As pernas das calças estão puxadas até os joelhos, e seus sapatos foram negligenciados no canto da sala. Com dedos habilidosos, ele gentilmente massageia meus cabelos, removendo com delicadeza o cheiro pungente de sangue que me acompanhou desde o incidente.

Meus joelhos estão puxados contra o peito, abraçando-os como uma criança em busca de conforto enquanto a água da banheira continua a cair suavemente, formando pequenas ondulações ao meu redor.

Após o banho, Erik cuidadosamente seleciona uma roupa confortável para eu usar durante a noite. Ele aguarda pacientemente do lado de fora da sala de banhos enquanto me visto, oferecendo-se para ajudar se necessário. Sinto-me reconfortada pela sua presença constante.

Quando finalmente estou pronta, ele me acompanha até a cama, onde me deixa com um toque gentil antes de se dirigir para suas próprias coisas, indicando sua prontidão para partir. Seus olhos transmitem uma mistura de preocupação e alívio, um testemunho silencioso de seu apoio inabalável durante esse período difícil.

— Erik. — Chamei seu nome baixinho.

Ele se virou e se agachou ao lado da minha cama, cobrindo-me cuidadosamente.

— Seu pai me enviou. Ele está investigando quem foi o homem que tentou te matar. — Sussurrou, procurando me confortar com a notícia.

— Muitas pessoas me odeiam, pode levar uma eternidade para meu pai descobrir. — Sorri, apesar da situação.

— Não é verdade. — Ele respondeu suavemente, acariciando meus cabelos.

— Eu sou um completo caos, não é mesmo? — Perguntei, lutando para manter os olhos abertos.

Erik sorriu gentilmente.

— Talvez o mundo precise de um pouco de caos.

Seu sorriso trouxe um leve conforto, e então fechei os olhos e adormeci.

Minha ressaca é insuportável e meu humor está ainda pior. Sinto todos os olhares de pena voltados para mim, mesmo que seja apenas minha percepção, sei exatamente o que estão pensando. Coloquei uma bolsa de água fria sobre meus olhos para tentar aliviar o estrago da noite anterior. Por algum motivo inexplicável, meus olhos estão inchados e vermelhos, transformando meu semblante em algo que lembra um monstro das trevas.

Enquanto caminho pelo longo corredor do palácio, um dos criados abruptamente abre as pesadas cortinas da grande janela. A luz do sol penetra diretamente em meus olhos sensíveis, e instintivamente cubro o rosto com as mãos. A intensidade da luz é quase física, uma dor aguda e repentina que parece perfurar minha cabeça. Foi uma experiência dolorosa e momentaneamente incapacitante, como se a própria luz do dia estivesse me punindo por cada gole que ingeri na noite anterior.

After NightFall  Vol.2Onde histórias criam vida. Descubra agora