Capítulo 12

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Erik Walker

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Erik Walker

Eu me sinto um completo idiota. Simplesmente abri meu coração para Sky. A elogiei, a beijei, e praticamente derramei minha alma aos seus pés. E qual foi a reação dela? Ela me olhou como se eu tivesse acabado de dizer algo terrível. "Eu te amo." Sério, Erik? Parece que você esqueceu quem ela é. É óbvio que ela não ia responder com um romântico "Oh, Erik, meu amor, eu também te amo." Não, isso seria constrangedor para ela. 

Sempre que tento fazer algo especial ou demonstrar meus sentimentos para Sky, algo desastroso acontece. Da última vez que tentei me declarar, ela acidentalmente botou fogo no próprio quarto e quase me matou. Típico. Ainda assim, não consigo evitar. Sky é especial para mim, e mesmo com todas as suas peculiaridades, não consigo deixar de amá-la. Talvez um dia ela entenda isso. E talvez, só talvez, ela consiga expressar o que sente também.

— Mãe? — Perguntei, surpreso ao entrar em meu quarto. — O que a senhora está fazendo aqui? Está tudo bem?

— Está sim, filho. Eu só vim me distrair um pouco. — Respondeu, andando de um lado para o outro.

Ela realmente não consegue ficar parada. Minha mãe veio ao meu quarto para arrumá-lo inteiro, apenas para se distrair.

— Mãe, não precisa fazer isso. A senhora precisa descansar. — Tentei convencê-la.

— Sky se recusa a me deixar arrumar o quarto dela, e eu não aguento ficar parada sem nada para fazer. — Disse, sentando-se na minha cama com uma expressão triste e cansada.

Minha mãe está profundamente abalada por causa da tia Cat. Eu sei que foi, e ainda é, muito difícil para ela, afinal, elas eram praticamente irmãs. A ligação delas era tão forte que a perda ainda dói intensamente. No entanto, minha mãe já não tem mais idade para ficar andando de um lado para o outro, limpando e arrumando tudo. Ela precisa de tempo para se recuperar, tanto física quanto emocionalmente. Precisa de descanso e de momentos de tranquilidade para lidar com a dor e o luto, em vez de tentar se distrair com trabalho pesado.

— Sky está certa, mãe. A senhora não precisa arrumar tudo. A senhora não é uma criada, pelo menos não mais. — Sentei-me ao seu lado.

— Eu sei que não sou criada, mas gosto de ajudar. — Ela suspirou profundamente.

— Tudo bem, mãe, mas descanse um pouco agora e depois ajude, ok? — Segurei sua mão, tentando transmitir confiança.

— Eu tenho o filho mais maravilhoso do mundo. — Ela acariciou meu rosto com ternura. — Ah, quase me esqueci. Nicolay quer falar com você na sala dele.

— Comigo? — Perguntei, surpreso.

— Sim. — Respondeu ela com um sorriso.

— Então eu preciso ir. — Falei rapidamente, levantando-me.

After NightFall  Vol.2Onde histórias criam vida. Descubra agora