Capítulo 8

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Ao chegar aos imponentes portões do palácio de SunFifth, fui recebida por meu pai, cuja expressão refletia uma mistura de alívio e preocupação

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Ao chegar aos imponentes portões do palácio de SunFifth, fui recebida por meu pai, cuja expressão refletia uma mistura de alívio e preocupação. No instante em que nossos olhares se cruzaram, um turbilhão de sentimentos me envolveu. A culpa por ter remexido em seu passado me consumia, me levando a questionar se, de fato, tudo estava normal com ele. O que eu descobri parecia uma ferida não cicatrizada, e mesmo assim, havia uma chama de raiva ardendo em meu peito. Como ele pôde não confiar em mim? Por que omitir a verdade sobre Leonidas, que, com toda certeza, poderia ser qualquer pessoa e estar em qualquer lugar?

Uma parte de mim ansiava que ele me levasse a um lugar reservado, onde pudesse desabafar e compartilhar os segredos que nos separavam. Assim, eu não teria que carregar o peso da incerteza e da desconfiança, o medo de não ser digna de guardar um segredo tão crucial, de não ser considerada responsável o suficiente para merecer sua confiança.

"Agora sei porque seu pai adia tanto sua coroação."

Ele me avaliou dos pés à cabeça, percebendo a sujeira que cobria meu corpo – terra, fuligem e manchas de cinzas, resultado de minha jornada. Nos meus braços, a pequena Meredith ainda estava envolta em meu pescoço, dormindo tranquilamente, como um símbolo de calmaria em meio ao caos.

— Entrem, está com cara de que vai chover — disse meu pai, abrindo os braços de forma acolhedora, como se tentasse proteger não só a mim, mas também as verdades não ditas que pairavam no ar.

Vlad, Klaus, Erik e os outros guardas passaram por mim como sombras silenciosas, suas armaduras brilhando sob a luz suave do crepúsculo. Ao chegar ao lado de meu pai, ele me parou com um gesto firme, posicionando-se em minha frente. Seu olhar, que eu conhecia tão bem, era intenso e penetrante, como se estivesse buscando não apenas palavras, mas a verdade oculta por trás delas. A expectativa em seu rosto era clara: ele me pedia uma explicação. A pressão do momento me fez hesitar, as palavras se formando em minha mente, mas se esvaindo antes que eu pudesse pronunciá-las.

— Ela é órfã. — Declarei, interrompendo o silêncio antes que ele dissesse uma palavra.

— Sinto muito. — Respondeu, acariciando suavemente os cabelos ruivos da menina adormecida em meus braços.

— Eu também. — Murmurei, perdendo-me na visão dela, tão tranquila, como se nada do mundo a perturbasse.

— Essa princesa tem nome? — Perguntou meu pai, seus olhos brilhando com curiosidade.

Era impressionante como ele me conhecia, como conseguia ler meus pensamentos e emoções com tanta facilidade.

— Ela não tinha um nome, mas eu escolhi um. — Disse, encarando-o com um sorriso, que se iluminou em meu rosto.

— E qual nome você escolheu para ela? — Ele indagou, seu sorriso refletindo uma genuína curiosidade.

— Meredith. O nome dela é Meredith II. — Respondi, a alegria transbordando em minha voz.

After NightFall  Vol.2Onde histórias criam vida. Descubra agora