Dizem que sou louca por não acreditar em felizes para sempre. Para mim, essa ideia nunca passou de um conto de fadas fabricado para iludir os incautos, e não me sinto nem um pouco culpada por não ceder a essa fantasia. A vida real é feita de desafio...
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— Você vai se arrepender do que está fazendo! — Gritei, a voz reverberando pelos corredores.
O guarda de Natasha me arrasta com força, seus dedos apertando meu braço.
— Cale a boca! — Ele berra, empurrando-me para que eu ande mais rápido.
Tropeço, quase caindo, minhas mãos presas em correntes de ferro que cobrem meus punhos inteiros, impossibilitando o uso de meus poderes.
— Natasha sabe que você está fazendo isso comigo? Você tem ideia de quem eu sou? — Esbravejei ainda mais alto, tentando me fazer ouvir.
Ele solta uma risada debochada, um sorriso cruel se formando em seus lábios.
— Mas é claro que sabe!
O guarda me arrasta até a sala do trono. Natasha está sentada, autoritária, com sua águia pousada nos braços. Assim que entro, ela se levanta, seus olhos fixos em mim. Ainda estou tonta por causa da pancada na cabeça, mas consigo distinguir as figuras de Pétrus, Ivy, Lucious, Erik, Vlad, Klaus, Magia, Brant e Áries. Todos estão ajoelhados, com expressões de preocupação e medo. Pétrus e Erik, ao verem meu estado, descabelada e com sangue seco por todo o rosto, tentam se levantar. Seus movimentos são interrompidos por socos brutais e pontapés dos guardas, forçando-os a voltar ao chão. O som dos golpes ecoa pela sala, misturando-se com a respiração pesada e os murmúrios de indignação dos outros. Natasha desce os degraus do trono com uma elegância ameaçadora, seu olhar nunca se desviando do meu. A águia em seus braços emite um grito agudo, quase como se estivesse celebrando a cena.
— Ajoelhe-se perante mim! — Natasha ordena ao me ver.
Eu permaneço imóvel, recusando-me a obedecer. O guarda puxa meus cabelos violentamente, tentando forçar uma reação.
— Ajoelhe-se perante mim, AGORA! — Ela repete, sua voz fervendo de impaciência.
Ainda assim, não me movo. Com uma rapidez impressionante, o guarda chuta minhas pernas, me forçando a cair de joelhos diante de Natasha. Ela sorri triunfante ao me ver ajoelhada.
— Essa teimosia ainda vai te matar. — Avisou ela, com um tom arrogante.
— Por que está fazendo isso? — Questiono, tentando entender sua crueldade repentina.
— Porque você é uma traidora! — Ela quase grita, a raiva contida em sua voz.
— O quê? Você é louca? — Respondo, incrédula.
— Damon! — Ela chama.
Damon entra na sala carregando um grande espelho de ouro. Ele o posiciona ao lado de Natasha, diretamente à minha frente.
— Droga. — Ouço o sussurro de Magia ajoelhada ao longe.
Ela deve saber o que é aquilo. Se Magia sabe o que é, deve ser algo de feitiçaria ou relacionado a isso.