Dizem que sou louca por não acreditar em felizes para sempre. Para mim, essa ideia nunca passou de um conto de fadas fabricado para iludir os incautos, e não me sinto nem um pouco culpada por não ceder a essa fantasia. A vida real é feita de desafio...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
1 ano depois...
— Querido, você não vai acreditar no que eu descobri sobre Dilan e Juliete... — Entro distraída na sala, mas paro ao ver Leonidas sentado no chão, de frente para uma mesinha repleta de bebidas. Ao lado dele, vejo dois copos.
— Você fica linda de calça, principalmente de couro preto. — Ele me olha de cima a baixo, mordendo os lábios.
— O que é isso? — Pergunto, intrigada.
— Estamos casados há um ano e alguns dias, certo? — Ele me pergunta.
— Hum... Certo. — Respondo, com um toque de cautela.
— Pois bem, só agora me lembrei que, anos atrás, descobri que você é ótima com bebidas. — Ele sorri, malicioso.
— Hugo? — Levanto uma sobrancelha.
— Com certeza. — Ele confirma.
— E o que você quer fazer? — Cruzo os braços, deixando um sorriso se formar nos meus lábios.
— Quero ver se você é tão boa assim. — Ele bate a mão no chão, ao seu lado, me convidando a sentar.
Caminho em sua direção e me sento ao seu lado, de frente para aquela variedade de bebidas. Algumas delas são tão antigas que nem me lembro da última vez que as vi. Aprendi a beber aos 15 anos, claro que escondido, e foi o tio Lucky que me ensinou. Ele sabia tudo sobre as melhores e as piores bebidas, e eu acabei aprendendo também.
— Escolha uma bebida! Surpreenda seu rei. Muitas dessas eu nunca tomei. — Leonidas estica os braços, apontando para a mesa.
— Certo. — Examino as garrafas. — Hum, vou começar com essa, a mais leve.
Despejo a bebida no copo de Leonidas, e ele a bebe, fazendo uma careta engraçada.
— Muito doce. — Reclama, franzindo a testa.
— Essa se chama hidromel. — Digo, rindo.
— Não gostei. — Ele faz uma careta.
— Certo, então experimente essa. — Ofereço outra bebida.
— Nossa, esse é forte! — Ele comenta, mais animado.
— Esse é o famoso arake. Vem de reinos distantes, e como leva tempo para ser transportado pelos navios, o sabor fica mais intenso e concentrado. — Leonidas pega a garrafa da minha mão e serve-se de mais um pouco.
— Você realmente entende do assunto. — Ele elogia, admirado.
— Eu sei. — Respondo, com um sorriso confiante, enquanto também tomo um gole. — Agora, experimente esse. Acho que você vai gostar.
Leonidas prova a próxima bebida, degustando lentamente.
— Esse eu conheço! — Ele quase grita, entusiasmado.