Capítulo 30

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— Alinna, você poderia me dar um minuto? — Koan me detém, sua expressão séria

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— Alinna, você poderia me dar um minuto? — Koan me detém, sua expressão séria.

Droga, estou realmente atrasada.

— Não pode deixar para depois? — Pergunto, torcendo para que ele aceite minha sugestão.

— Não! — Ele responde firmemente, sem dar margem para negociações. Imaginei que seria assim.

— Estou atrasada, Koan. Prometo que quando terminar falo com você. — Insisto, tentando continuar, mas ele bloqueia meu caminho.

— Atrasada para o quê? — Interroga, curioso e um pouco preocupado.

— Logo você vai descobrir. — Um sorriso se abre em meu rosto.

Começo a me afastar, achando que a breve conversa estava terminada. Mas Koan não desiste.

— Você se esqueceu do que realmente veio fazer aqui? — Ele me faz congelar no lugar, e giro sobre os calcanhares para encará-lo novamente.

— Esqueci o quê? — Pergunto, confusa e um pouco alarmada.

— Você não pode estar falando sério. — Seus olhos se arregalam em incredulidade.

— Não estou entendendo. — Dou a ele a oportunidade de explicar.

— A flecha, Alinna! — Koan altera seu tom de voz mas logo se recompõe , visivelmente frustrado. Mas ele logo se recompõe, olhando para os lados para ter certeza de que não havia ninguém por perto. Se lembrando do lugar onde ele está. 

— Ah, sim, a flecha! Não se preocupe, eu sei o que estou fazendo. — Digo, começando a me afastar novamente.

— Não! Você não sabe! — Koan me segue, determinado a não deixar passar.

E lá vamos nós de novo.

— Majestade, ande, venha depressa! — Juliete me chama, sua urgência evidente.

— Confie em mim, Koan, por favor. — Peço, enquanto me apresso, sabendo que preciso lidar com a situação o mais rápido possível.

Acelero o passo até encontrar Juliete e, ao nos encontrarmos, tomo a frente, com ela me seguindo. Avançamos em direção à sala do trono, e quando chegamos, escancaro as portas com um estrondo.

— Ora, ora, ora, o que temos aqui? — Digo, minha voz cheia de entusiasmo forçado.

Charlotte está ajoelhada, presa entre dois guardas que a mantêm imobilizada.

— Sky, eu juro que não...

— Cale-se! — Berro, interrompendo-a com firmeza.

Ela baixa a cabeça, soluçando e ficando em completo silêncio, como se se curvasse diante de sua culpa.

After NightFall  Vol.2Onde histórias criam vida. Descubra agora