Dizem que sou louca por não acreditar em felizes para sempre. Para mim, essa ideia nunca passou de um conto de fadas fabricado para iludir os incautos, e não me sinto nem um pouco culpada por não ceder a essa fantasia. A vida real é feita de desafio...
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— Alinna, você poderia me dar um minuto? — Koan me detém, sua expressão séria.
Droga, estou realmente atrasada.
— Não pode deixar para depois? — Pergunto, torcendo para que ele aceite minha sugestão.
— Não! — Ele responde firmemente, sem dar margem para negociações. Imaginei que seria assim.
— Estou atrasada, Koan. Prometo que quando terminar falo com você. — Insisto, tentando continuar, mas ele bloqueia meu caminho.
— Atrasada para o quê? — Interroga, curioso e um pouco preocupado.
— Logo você vai descobrir. — Um sorriso se abre em meu rosto.
Começo a me afastar, achando que a breve conversa estava terminada. Mas Koan não desiste.
— Você se esqueceu do que realmente veio fazer aqui? — Ele me faz congelar no lugar, e giro sobre os calcanhares para encará-lo novamente.
— Esqueci o quê? — Pergunto, confusa e um pouco alarmada.
— Você não pode estar falando sério. — Seus olhos se arregalam em incredulidade.
— Não estou entendendo. — Dou a ele a oportunidade de explicar.
— A flecha, Alinna! — Koan altera seu tom de voz mas logo se recompõe , visivelmente frustrado. Mas ele logo se recompõe, olhando para os lados para ter certeza de que não havia ninguém por perto. Se lembrando do lugar onde ele está.
— Ah, sim, a flecha! Não se preocupe, eu sei o que estou fazendo. — Digo, começando a me afastar novamente.
— Não! Você não sabe! — Koan me segue, determinado a não deixar passar.
E lá vamos nós de novo.
— Majestade, ande, venha depressa! — Juliete me chama, sua urgência evidente.
— Confie em mim, Koan, por favor. — Peço, enquanto me apresso, sabendo que preciso lidar com a situação o mais rápido possível.
Acelero o passo até encontrar Juliete e, ao nos encontrarmos, tomo a frente, com ela me seguindo. Avançamos em direção à sala do trono, e quando chegamos, escancaro as portas com um estrondo.
— Ora, ora, ora, o que temos aqui? — Digo, minha voz cheia de entusiasmo forçado.
Charlotte está ajoelhada, presa entre dois guardas que a mantêm imobilizada.
— Sky, eu juro que não...
— Cale-se! — Berro, interrompendo-a com firmeza.
Ela baixa a cabeça, soluçando e ficando em completo silêncio, como se se curvasse diante de sua culpa.