Dizem que sou louca por não acreditar em felizes para sempre. Para mim, essa ideia nunca passou de um conto de fadas fabricado para iludir os incautos, e não me sinto nem um pouco culpada por não ceder a essa fantasia. A vida real é feita de desafio...
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— Olha Sky hoje lhe darei um presente que você não vai esquecer nunca mais. — Natasha sorri.
Estamos no que eu imagino ser um coliseu, um vasto anfiteatro de pedra com arquibancadas que se erguem em camadas, cercadas por bandeiras do reino de Treeland tremulando ao vento. Eu, Natasha, Ivan e mais quatro homens estamos presentes. O lugar, tem uma estrutura monumental, é um campo de batalha colossal, usado tanto para treinamentos intensivos quanto para o entretenimento da realeza e seus súditos. Este lugar ecoa histórias de glória e tragédia, onde prisioneiros são forçados a lutar até a morte, sob os olhares ávidos de uma multidão sedenta por sangue e espetáculo. Localizado acima das masmorras escuras e das prisões sombrias, o coliseu oferece um contraste marcante: enquanto abaixo reina a escuridão e o desespero, aqui em cima, a arena é banhada pela luz do sol ou iluminada por tochas durante a noite, destacando o palco onde as vidas são transformadas em mero entretenimento.
As paredes são marcadas pelo tempo, com inscrições e símbolos que contam histórias de batalhas passadas. No centro da arena, o chão de areia está manchado pelo sangue de incontáveis combatentes que pereceram em lutas ferozes. Cada grão de areia parece carregar o peso das almas que ali se foram, tornando o ambiente ainda mais carregado. Ao redor da arena, os assentos estão dispostos de maneira a proporcionar a melhor visão possível do combate, permitindo que a realeza e os espectadores desfrutem de cada movimento, de cada golpe desferido. Acima de nós, as tribunas da nobreza são adornadas com tapeçarias ricas e luxuosas, refletindo o poder e a opulência daqueles que governam.
— E eu gostaria de te apresentar aos seus amigos antes que eles partam. — Ela estende os braços na direção deles.
Ivan ri.
Todos que vieram comigo para esta jornada estão no centro de um círculo formado por guardas armados, com expressões severas. Suas mãos estão algemadas e seus rostos refletem uma mistura de frustração e apreensão. Ivy está usando uma corrente idêntica à minha, que prende suas mãos de maneira firme e desconfortável. Ao seu lado, Lucious está ainda mais restrito, com correntes semelhantes amarrando seus pulsos e tornozelos, dificultando seus movimentos. Os guardas mantêm uma postura rígida, prontos para agir ao menor sinal de resistência. Eu me pergunto o que eles poderiam ter tentado fazer para acabar nessa situação. Será que tentaram escapar? Ou talvez planejaram algo mais audacioso? O mistério do que aconteceu paira no ar, aumentando a sensação de incerteza e perigo.
— Antes de mais nada, quero deixar claro que sou uma rainha muito exigente e cheia de manias. Quando digo para alguém sentar, espero ser obedecida. Quando digo para rolar, espero ser obedecida. E quando digo para se ajoelhar perante mim, eu espero ser obedecida imediatamente. — Ela fala, gesticulando energicamente enquanto anda de um lado para o outro. — Sou o tipo de rainha que não tolera que outros reinos apareçam em meu palácio e me desrespeitem na frente de meus guardas, meus criados e meus súditos. Não estou certa, Ivan?