31 de outubro de 2003 – Columbus, Ohio
Ok, HOJE foi o melhor dia da minha vida.
Já são onze e meia da noite e ainda estou acordado, escrevendo. Quero guardar cada detalhe do dia de hoje. Nunca quero esquecer e não quero que o outro leve essas lembranças embora.
A manhã foi meio ruim. Acordei tendo outro lapso de memória, onde eu quebrava um vaso caro da minha mãe. Acreditei ter sido apenas um sonho até, por curiosidade, ir procurar esse vaso pela casa toda e não achá-lo em lugar algum.
Depois disso eu me arrumei bem depressa e em menos de vinte minutos eu já estava indo para a casa dos Joseph.
Eu nunca tinha visto os pais nem os irmãos de Tyler (ele disse que tinha dois irmãos mais novos e um mais velho). Eu estava nervoso, mas toda vez que parecia que as coisas estavam saindo do controle eu fechava os olhos e pensava em Tyler. Lembrava que ele ia estar lá, nada ia dar errado.
Bem, os pais de Tyler são umas pessoas incríveis. No fundo são pais normais, como os meus, mas eles foram muito legais comigo. O pai de Tyler perguntou se eu ainda saía para pedir doces, e eu disse que não. Aí ele disse que Tyler também não saía mais, que ele dizia que “já era grande demais pra isso”. Eu olhava para Tyler pelo canto dos olhos e ele parecia meio envergonhado. Então ele me chamou pra ir pro quarto dele para jogar videogame.
A gente ficou jogando Top Gear até a hora do almoço. A mãe dele fez torta de abóbora (abóboras... Halloween).
A casa de Tyler era uma das mais preparadas pro Halloween, eu acho. Os pais dele compraram muitos doces para dar às crianças. A sra. Joseph nos deu alguns e então eu e Tyler subimos para o quarto dele com as mãos cheias de doces. Ali tinham doces suficientes para uma cárie.
A gente foi comendo os doces até Tyler pegar o último pirulito. Eu ia até pegar o pirulito, mas deixei com ele. Ele já estava com o pirulito na boca, mas aí ele perguntou se eu queria dividir.
“Não!”, falei na hora, rindo. Senti que eu estava corado. Até que eu queria, mas não parecia muito certo.
“O que tem? Somos amigos, cara”, ele respondeu, tirando o pirulito da boca e me entregando.
Olhei para o pirulito de coração.
“Tá bom”, peguei o pirulito e o coloquei na boca. Tyler ficou me olhando e parecia fazer um grande esforço para não rir, o que não deu muito certo.
“Pode rir”, falei, e ele riu. Não tirei o pirulito da boca. “Isso é tão errado”.
“Ah, mas não tem problema. Melhores amigos dividem doces”, Tyler falou, e eu devolvi o pirulito a ele. Ele encarou o pirulito, girando-o entre os dedos, e depois o pôs de volta na boca.
“Onde está escrito isso?”
“Em lugar nenhum. Acabei de inventar essa regra.”
“Gosto dessa regra”, eu falei, olhando para o último chocolate que estava em cima da cama. Peguei e parti-o ao meio, e entreguei um pedaço para Tyler.
Quando percebi já eram sete da noite. A mãe de Tyler apareceu na porta do quarto dele com pizza pra gente. Não estávamos com muita fome, mas mesmo assim aceitamos o jantar (em parte foi só para não magoar a mãe de Tyler).
Eu e Tyler ficamos conversando enquanto comíamos pizza. Ele me disse que adorava tacos, então eu disse pra ele que a gente podia ir na Taco Bell um dia desses.
Quando falei isso, Tyler pareceu ter lembrado de algo que estava tentando se lembrar há muito tempo. Vi ele correr até uma gaveta no guarda-roupa dele, e aí ele pegou um caderno, parecido com meu diário, mas tive certeza que não era um diário.
E não era.
Ele folheou as páginas muito rápido, parecia procurar alguma coisa em especial. Aí ele comemorou quando achou e empurrou o caderno para mim. Parecia um poema, mas era meio grande. O título dizia “Just Like Yesterday”.
“O que é isso?”, perguntei, lendo as primeiras linhas. Os versos eram muito bonitos.
“É uma música na qual estou trabalhando”, ele explicou, cauteloso. “Você gostou?”
Eu olhei pra ele. Ele estava nervoso. Eu segurei a mão dele e respondi: “Você é muito bom nisso, Tyler”.
Ele corou e sorriu, primeiro timidamente, depois bastante. Eu não aguentei ficar olhando ele sorrir sem fazer nada, então eu o abracei.
“Canta pra mim?”, eu pedi. Ele negou, dizendo que ainda não tinha trabalhado na melodia (o que ele podia fazer melhor se tivesse algum instrumento o qual pudesse tocar), e eu expliquei que não tinha problema, só queria ouvi-lo cantando.
Era verdade, ele ainda não tinha trabalhado em algumas partes da melodia, mas era muito bom ouvir Tyler cantando. A voz dele, como eu pensei, era (é) muito boa.
Ele gostou de cantar pra mim. Logo que terminou Just Like Yesterday ele cantou Taco Bell Saga pra mim, que era mais uma piada do que uma música. Rolei de rir em algumas partes da música, e até me arrisquei a cantar com ele em algumas partes.
“Tyler, você deveria trabalhar com música”, eu falei.
“Como assim?”
“Sei lá. Já pensou em formar uma banda?”
“Já,” Tyler admitiu, sem olhar pra mim. “Mas com quem?”
“Não sei,” suspirei. “Você ainda vai conhecer muitas pessoas, talvez algumas delas também queiram montar uma banda.”
“Não sei se essas pessoas gostariam de tocar algo como Taco Bell Saga.” Tyler riu e eu ri também. Logo fomos interrompidos pela mãe de Tyler... dizendo que minha mãe tinha chegado pra me buscar.
Ela tinha combinado de me buscar às oito, então às oito ela estava lá. Tyler foi comigo até à porta, então ele me abraçou para se despedir de mim.
Minha mãe esperava do lado de fora do carro e, assim que entrei no carro, ela perguntou se meu dia tinha sido bom. Falei que havia sido ótimo e ela ficou surpresa, mas do jeito bom.
Quando cheguei em casa, liguei para Tyler. Ele atendeu rapidamente. Continuamos conversando sobre ele montar uma banda até a mãe dele avisar que já era hora de dormir (por volta de dez e meia da noite). Foi difícil desligar. Ele estava cantando outra música pra mim.
Amanhã é dia de ver a Dra. Eva bem cedo. Preciso ir dormir.
Esse capítulo ia sair bem mais tarde, mas como amo vocês decidi postar mais cedo. Espero que tenham gostado 💛
Edit: A GENTE JÁ TEM 4K, TO BERRANDO AQUI
Não é, tipo, como se eu só ligasse pros números. Eu amo ver que a história está ganhando um reconhecimento na CliqueBR que eu nunca imaginei que teria. Eu acho leitores no Facebook, Twitter, etc., e acho o máximo conversar com eles (vocês), saber do que tão achando, porque são vocês os responsáveis por eu chegar onde eu tô hoje.
Se um dia eu for famosa (lá vai a loca se iludir) eu não vou tratar vocês como fãs, já que, como fã, sei que a relação fã-ídolo é muito distante. Saibam que todos aqui são meus amigos, e quando eu considero vocês meus amigos, é porque eu realmente quero me manter perto de vocês.
Muito obrigada por tudo ❤
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Goner (don't let me be)
Fanfiction(baseada na música Goner) "Ele tirou de mim todas as esperanças que eu tinha de viver feliz por toda a minha vida. Ele é o que me faz ser infeliz. Você não fez nada de errado. A culpa é dele. A culpa é minha. A culpa é só minha. Eu já era um caso pe...
